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terça-feira, 20 de maio de 2008

TJMG revê decisão e afasta pretensão indenizatória de ex-fumante

Belo Horizonte, 20 de maio – A 18.ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG) acolheu recurso da fabricante de cigarros Souza Cruz e afastou a pretensão indenizatória da ex-fumante Rélvia Braga Bittencourt. A autora da ação, que havia perdido em primeira instância, havia obtido uma decisão favorável no próprio TJMG em outubro de 2007. Porém, em sessão realizada hoje, a 18.ª Câmara reviu a decisão anterior e rejeitou a pretensão indenizatória da ex-fumante. A revisão foi obtida por meio de um recurso chamado “embargos de declaração”, que visa à reapreciação de um argumento não levado em consideração na decisão questionada.

Este caso teve início em 2001, com uma ação movida pela ex-fumante contra a Souza Cruz na 9.ª Vara Cível de Belo Horizonte. A autora alegava ter desenvolvido uma doença circulatória em virtude do consumo de cigarros e que a empresa, à época, teria omitido os males associados ao consumo de cigarros. Como reparação, a autora solicitava indenização por danos morais no valor de 10 mil salários mínimos, danos materiais e físicos no valor de 5 mil salários mínimos e um pedido de tutela antecipada de R$ 60 mil.

No entanto, o juízo de 1.ª instância julgou improcedente os pedidos da ex-fumante com base, dentre outros argumentos, na licitude do comércio e fabricação de cigarros no Brasil; no livre-arbítrio de quem opta por fumar (milhares de pessoas param de fumar todos os anos); no amplo conhecimento público dos riscos associados ao consumo do produto, a conseqüente assunção dos riscos por parte dos consumidores; na regularidade da propaganda, quando esta era ainda permitida; e na multifatorialidade das doenças associadas ao fumo.

A Sra. Rélvia recorreu e chegou a obter uma decisão favorável em outubro de 2007. No entanto, a Souza Cruz recorreu, no próprio TJMG, que reviu sua decisão anterior e confirmou a decisão de primeira instância, rejeitando a pretensão indenizatória da ex-fumante.

Até o momento, já foram propostas 52 ações dessa natureza contra a Souza Cruz em Minas Gerais, sendo que, no Estado, 29 decisões de primeira instância e 15 de segunda instância acolheram os argumentos de defesa da Companhia. Todas as 27 decisões definitivas já proferidas no Estado de Minas Gerais acolheram os argumentos de defesa da Companhia.

PANORAMA NACIONAL – A Souza Cruz informa que já foram ajuizadas no país 520 ações indenizatórias dessa natureza contra a Companhia. Até o momento, do total de ações propostas, há 312 ações judiciais com decisões rejeitando tais pretensões (sendo 138 de segunda instância) e 12 em sentido em contrário, as quais estão pendentes de recurso. Em todas as 213 ações com decisões definitivas já proferidas pelo Judiciário brasileiro, as pretensões indenizatórias dos fumantes, ex-fumantes ou seus familiares foram afastadas.

Cia da Informação
Rafael Machado
Daniela Pinheiro
Rodrigo Barbosa

terça-feira, 8 de abril de 2008

Tribunal de Justiça de Minas Gerais amplia utilização do Sistema CNJ de Processo Eletrônico

Brasília, sexta-feira, 08 de abril de 2008

O Sistema CNJ de Processo Eletrônico – o Projudi – começa a operar, nesta quarta-feira (09.04), em mais três unidades da Justiça mineira: 6ª, 7ª e 9ª Turmas Cíveis Recursais do Grupo Jurisdicional dos Juizados Especiais de Belo Horizonte. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MJ) já utiliza essa tecnologia no Juizado Especial Cível do Barreiro, na periferia da capital, e no Juizado Especial Cível – Unidade UFMG. O próximo passo será a implantação do sistema eletrônico no Fórum Lafayette, na Vara de Registros Públicos.

A expectativa do presidente do TJ/MG, Orlando Adão Carvalho, é que “em aproximadamente dois anos não haverá mais distribuição de processos de papel em Belo Horizonte”. Nessa segunda-feira (07.04), durante a inauguração do Sistema CNJ de Processo Eletrônico no Juizado do Barreiro, Orlando Adão Carvalho afirmou que “a informática é uma ferramenta muito importante para a obtenção de uma Justiça ágil e eficaz e um anseio antigo da sociedade”.

O Sistema CNJ de Processo Eletrônico é um sistema de computador que permite a tramitação totalmente eletrônica de processos judiciais, via internet. Ele foi desenvolvido em software livre pelo Conselho Nacional de Justiça e distribuído gratuitamente a todos os órgãos interessados.

As vantagens do Projudi são inúmeras, tanto para o Judiciário quanto para a população. Os processos ficam acessíveis na internet a todas as partes envolvidas e disponíveis a qualquer hora do dia. Por meio do nome de usuário e da senha de acesso, os advogados podem fazer petições, protocolar documentos e acompanhar os processos; e o juiz pode despachar diretamente no sistema. Os envolvidos também podem consultar todas as etapas do trâmite processual. Desse modo, é possível acessar o processo de qualquer lugar, simultaneamente com outras pessoas. Basta se cadastrar. Isso proporciona maior agilidade, transparência e rapidez no trâmite judicial. O Projudi reduz o tempo de tramitação do processo, em média, para 25% do total.
Conselho Nacional de Justiça
Imprensa CNJ
imprensa@cnj.gov.br

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sistema CNJ de Processo Eletrônico colabora com inserção social em Minas Gerais

Redução de tempo na tramitação de processos e de custos com tinta e papel. Esses são os principais benefícios que o Sistema CNJ de Processo Eletrônico, o Projudi, trouxe para o Poder Judiciário. Em Minas Gerais, além dessas vantagens, o Sistema está contribuindo, também, para a inserção social de portadores de deficiências.

Eduardo Homem de Sá, servidor do TJ/MG, é deficiente visual. Ele opera o Projudi por meio de um programa adquirido pelo Tribunal, que lê em voz alta o que está escrito na tela. Algo que ele não podia fazer com a mesma autonomia quando os processos eram de papel. “Hoje, posso acompanhar todo o trâmite de um processo sem precisar da ajuda de ninguém. Antes do Projudi, quando os processos eram físicos, as dificuldades eram muito maiores”, destaca. Além de Eduardo, outros servidores portadores de deficiência já estão em treinamento para operar o Sistema.

O Sistema CNJ de Processo Eletrônico começou a funcionar em Minas Gerais no dia 07 de agosto de 2007, no Juizado Especial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O trâmite dos processos, que antigamente durava cerca de 100 dias, hoje é finalizado, em média, em 74 dias.

Além da redução no tempo, o juiz Renato Luís Faraco, integrante da comissão responsável pelo Projudi no Juizado, destaca a facilidade de acesso que o Sistema permite aos usuários. “Temos observado que houve celeridade e o acesso das partes aos processos ficou mais fácil. Por isso, podemos dizer que obtivemos êxito no projeto de implantação do Projudi”.

De acordo com o juiz, o objetivo da Presidência do TJ/MG é instalar o Sistema em todos os juizados de Belo Horizonte e realizar um “piloto” na Justiça comum. A expansão deve começar ainda neste mês de março, com a instalação do Projudi no Juizado Especial Cível do Barreiro, também na capital mineira. Para o cumprimento do objetivo, o Estado de Minas Gerais recebeu do CNJ 400 computadores, 740 digitalizadores e 80 servidores.

O Projudi é um sistema de computador que permite a tramitação totalmente eletrônica de processos judiciais, via internet. Ele foi desenvolvido em software livre pelo Conselho Nacional de Justiça e distribuído gratuitamente a todos os órgãos interessados. Já está em funcionamento em 25 estados.

As vantagens do Projudi são inúmeras, tanto para o Judiciário quanto para a população. Os processos ficam acessíveis na internet a todas as partes envolvidas e disponíveis a qualquer hora do dia. Por meio do nome de usuário e da senha de acesso, os advogados podem fazer petições, protocolar documentos e acompanhar os processos; e o juiz pode despachar diretamente no sistema. Os envolvidos também podem consultar todas as etapas do trâmite processual. Desse modo, é possível acessar o processo de qualquer lugar, simultaneamente com outras pessoas. Basta se cadastrar. Isso proporciona maior agilidade, transparência e rapidez no trâmite judicial.
Conselho Nacional de Justiça
Brasília, sexta-feira, 07 de março de 2008

sábado, 19 de janeiro de 2008

Obras do novo Fórum serão licitadas neste semestre

O prefeito Anderson e o desembargador Unias Silva foram ao TJMG verificar a situação do processo de construção da unidade judicial

Obras do novo Fórum de Uberaba poderão ser licitadas ainda no primeiro semestre de 2008. Foi o que acenou o presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG), Orlando Adão de Carvalho ao prefeito Anderson Adauto e ao desembargador Unias Silva, que ontem estavam em Belo Horizonte para buscar um posicionamento daquela corte sobre o assunto. Eles estiveram também com o responsável pelo setor de engenharia do TJMG, Márcio Lacerda, que apresentou aos dois o andamento do projeto do Fórum de Uberaba a ser construído em área doada pela Prefeitura na confluência das ruas Antônio Rios e Maranhão no bairro Santa Marta.

As tratativas em torno da construção se iniciaram no ano passado com a doação da área ao Tribunal e com a realização, em maio, de um encontro que reuniu mais de 30 desembargadores em Uberaba, proposto e coordenado por Unias Silva. Questões orçamentárias impediram que a obra tivesse se iniciado no ano passado. Com o projeto pronto, a previsão é de que a licitação ainda ocorra no primeiro semestre, para que a construção seja iniciada ainda em 2008.

Com capacidade de abrigar 30 Varas Judiciais, o novo Fórum, a ser construído em Uberaba pelo TJMG, custará cerca de R$ 30 milhões, com uma área construída de 17 mil metros quadrados em seis pavimentos. Segundo Márcio Lacerda, todos os projetos deverão estar concluídos até a metade do ano.

O prefeito Anderson Adauto disse a Lacerda que a Prefeitura está à disposição de seu setor para qualquer contribuição técnica que for necessária. Ele ressaltou a importância e a necessidade para o Poder Judiciário de Uberaba da construção do novo espaço, visto a precariedade do atual fórum da cidade.

Prefeitura Municipal de Uberaba