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sexta-feira, 30 de maio de 2008

Presidente anuncia mais incentivo à agricultura familiar

“Nós vamos incentivar a agricultura familiar, vamos financiá-la, vamos levar assistência técnica, pois, se depender deste país, ninguém vai passar fome no mundo”. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (30) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a Belém (PA). Em seu pronunciamento, o presidente fez referência à proposta de medidas para incentivar o aumento da produção de alimentos pela agricultura familiar que está sendo elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“Nós já temos uma agricultura empresarial que não perde para nenhuma outra do mundo. Precisamos agora fazer a nossa agricultura familiar disputar com qualquer país, pois nós temos o que eles não têm e temos hoje a disposição política de fazer”, afirmou o presidente.

O presidente enfatizou que a alta dos preços dos alimentos é uma oportunidade de o Brasil dar um salto de qualidade. “Se tem mais chinês comendo, se tem mais indiano comendo, se tem mais africano comendo, se tem mais nordestino comendo ou se tem mais paraense comendo, não vamos reclamar, vamos plantar, produzir, para que a gente possa levar comida para quem quiser comer”, conclamou Lula.

Territórios da Cidadania
Em Belém, o presidente participou da solenidade de assinatura do Acordo de Cooperação Federativa do Territórios da Cidadania, programa do Governo Federal lançado em fevereiro que tem como uma de suas principais linhas de ação o reforço da agricultura familiar.

O Acordo de Cooperação Federativa assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, pela governadora Ana Júlia Carepa e prefeitos dos cinco territórios paraenses beneficiados no Pará nesta etapa do Territórios da Cidadania formaliza a participação dos governos Federal, Estadual e municipais na execução do Territórios da Cidadania.

Guilherme Cassel destacou o caráter inovador do Territórios da Cidadania e lembrou que os 13 territórios da região Norte receberão recursos da ordem de R$ 2,5 bilhões em 2008. O ministro salientou que o programa tem como principal objetivo fazer com que os recursos do Governo Federal cheguem onde a população mais precisa. Em todo o País, os investimentos serão superiores a R$ 11 bilhões.

Investimentos no Pará
Representando os 57 municípios paraenses que serão beneficiados, assinaram o acordo federativo os prefeitos Jaime Barbosa da Silva, de Óbidos (do Território da Cidadania do Baixo Amazonas); Consuelo da Silva Castro, de Ponta de Pedras, (Marajó); Evaldo Oliveira da Cunha, de Ipixuna do Pará (Nordeste Paraense); Darci Lermen, de Parauapebas (Sudeste Paraense), e Lenir Trevisan, de Medicilância (Transamazônica).

Os cinco Territórios da Cidadania do Pará receberão, este ano, R$ 1,2 bilhão para investimentos em infra-estrutura, desenvolvimento regional, saúde, educação. Ações coordenadas desenvolvidas por 19 ministérios reforçarão programas como Pronaf, Crédito Fundiário, Bolsa Família e Luz para Todos.

O Território Baixo Amazonas receberá R$ 237,4 milhões para serem utilizados em 53 ações; o Território Marajó, R$ 128,4 milhões para 52 ações; o Nordeste Paraense, R$ 234,7 milhões para 50 ações; o Sudeste Paraense, R$ 228,3 milhões para 57 ações; e Transamazônica, R$ 397,2 milhões para 56 ações.

Reflorestamento na Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou ainda em Belém do lançamento do programa “Um Bilhão de Árvores para a Amazônia”, do Governo Pará; da solenidade de assinatura de atos relativos a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e do lançamento do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Marajó.

O MDA desenvolverá ações integradas com o Governo do Pará para a implementação do Programa “Um Bilhão de Árvores para a Amazônia”. Entre as ações previstas no plano estão o Cadastro Ambiental Rural, a regularização ambiental dos assentamentos rurais e a criação de incentivos econômicos à conservação e recuperação de serviços ambientais.

O Cadastro Ambiental Rural vai estimular a recomposição dos passivos ambientais dos imóveis rurais e promover o cadastramento georreferenciado de 250 mil imóveis rurais em três anos, a restauração florestal de 1 milhão de hectares e o registro das obrigações ambientais (reserva legal e áreas de preservação permanente). A regularização dos assentamentos rurais irá promover o licenciamento ambiental dos projetos de assentamento, a partir dos planos de recuperação. Devem ser licenciados 300 assentamentos.

Entre os incentivos econômicos à conservação e recuperação de serviços ambientais, o governo irá implementar programa de pagamento de serviços ambientais baseado no direcionamento de incentivos econômicos às ações de conservação e recuperação de bens e serviços ambientais. O programa está prioritariamente dirigido à agricultura familiar, comunidades tradicionais e povos indígenas. Irá atender 100 mil agricultores familiares.

Em sua visita a Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi acompanhado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelo ministros Franklin Martins (Comunicação), Márcio Fortes (Cidades), Paulo Vanucchi (Direitos Humanos), Geddel Vieira (Integração Nacional) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégios), além de governadores da Amazônia.

Anexos relacionados:http://www.mda.gov.br/arquivos/1734917002.jpg

Assessoria de Comunicação Social MDA/Incra
Ricardo Schmitt
comunicacaosocial@mda.gov.br

Minc defende agenda positiva para sustentabilidade da Amazônia


Min.Carlos Minc durante Reuniao do Fórum de Governadores da Amazönia Legal. Foto:Jefferson Rudy/MMA


30/05/2008

Gisele Teixeira

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta sexta-feira (30), em Belém (PA), que quer trabalhar em conjunto com todos os governadores e prefeitos da Amazônia Legal, independentemente de partido. "As medidas do governo federal para a região sempre foram e sempre serão discutidas com todos, sem exceção, mas as boas notícias são apenas para aqueles que querem atuar na legalidade", afirmou, durante a abertura da primeira reunião do Fórum de Governadores da Amazônia Legal, na capital paraense.

Minc esclareceu que a Resolução 3545/08, do Conselho Monetário Nacional, está mantida e começa a valer em 1º de julho. A norma determina a inclusão de critérios ambientais para a contratação de crédito da safra 2008/2009 no bioma Amazônia. "As pessoas terão que se regularizar e, com a estiagem que vem agora, a gente não pode dar crédito para desmatar", afirmou.

O problema é que alguns municípios possuem propriedades localizadas no bioma Amazônico e também propriedades em zonas de transição para o Cerrado. Para eliminar dúvidas, especialmente dos bancos na hora de concessão de financiamento, Minc assinou nesta sexta-feira (30) uma portaria, cujo texto define que caberá aos órgãos ambientais, com base em dados do IBGE, comprovar a localização das áreas que não se incluem na abrangência da resolução. "Não é uma flexibilização, é um esclarecimento para não punir aqueles que estão fora do bioma", disse Minc.

O ministro destacou uma série de medidas tomadas recentemente pelo governo e que reforçam uma agenda positiva capaz de garantir a sustentabilidade da Amazônia e o desenvolvimento social e econômico de suas populações. Entre elas, o apoio aos produtores que querem trabalhar na legalidade. Segundo Minc, o MMA vai garantir 30% dos recursos para regularização ambiental e cerca de R$ 1 bilhão para recompor as reservas legais na Amazônia (os 80% de uma propriedade que, por lei, precisam ser preservados na região).

Além disso, Minc lembrou que o MMA já assegurou a doação dos primeiros US$ 100 milhões, por parte do governo da Noruega, para composição do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira. O valor, anunciado esta semana, na Alemanha, durante a Convenção da Biodiversidade (COP-9), irá transformar a redução das emissões por desmatamento em um sistema de financiamento da conservação e uso sustentável da floresta e demonstrar a viabilidade do mecanismo de incentivos positivos, em discussão na Convenção de Mudanças do Clima. Outro apoio importante, também anunciado esta semana na Alemanha e lembrado pelo ministro durante seu discurso, foi a doação de 10 milhões de euros, pelo governo alemão, para a segunda fase do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.

Além disso, o governo brasileiro anunciou esta semana o apoio à comercialização de produtos do extrativismo com a inclusão desses produtos na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal, permitindo a equalização dos preços dos produtos extrativistas e a realização de leilões específicos para o seu escoamento. Minc adiantou, por fim, que o governo estuda a criação de um Plano Nacional de Combate a Incêndios e Queimadas, junto com os estados, e acrescentou que já está acelerando a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), para que todos os estados tenham seus mapas prontos até 2009. Todas essas ações, segundo o ministro, mostram que o MMA será sempre um grande aliado dos governadores e dará todo o apoio para quem quer trabalhar na legalidade. "Para quem não quer, Polícia Federal", completou.

O 1º Fórum de Governadores da Amazônia Legal tem o objetivo de discutir propostas comuns de desenvolvimento sustentável a serem implementadas pelos nove estados que compõem a região (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). As prioridades apresentadas durante o encontro foram reunidas em um documento chamado Carta de Belém, entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.




Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
+55 61 3317-1227/1165
Fax:+55 61 3317-1997