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quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Cidades do Pantanal e da Amazônia sediarão jogos da Copa de 2014


Brasília - Ricardo Teixeira, da CBF, Joseph Blatter, da Fifa, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro no Palácio do Planalto Foto: Roosewelt Pinheiro/Abr

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Das 12 cidades-sede para os jogos da Copa do Mundo de 2014 que serão escolhidas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), uma será da região pantaneira, outra da região amazônica. Na região da Amazônia há duas concorrentes, Manaus (AM) e Belém (PA), e na pantaneira, Cuiabá (MT) e Campo Grande (MS).

Embora a Fifa só vá anunciar em março as escolhidas, o ministro do Esporte, Orlando Silva, afirmou que a garantia de inclusão de cidades dessas duas regiões foi dada pela Fifa. “São destinos turísticos fundamentais do país, que merecem ser promovidos”, disse o ministro.

Dezessete cidades concorrem as 12 vagas para abrigar jogos da Copa. Amanhã (30) uma comitiva da Fifa começa a visitar as cidades para fazer inspeções finais e então definir as escolhidas.

Após o anúncio das cidades-sede, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá convocar uma reunião com governadores e prefeitos para definir os trâmites para preparação da Copa. “Ele [presidente Lula] quer colocar no papel a responsabilidade de cada cidade e estado e do governo federal para que não haja dúvida e para que haja estabilidade na preparação do mundial”, afirmou Orlando Silva.

Questionado se as cidades concorrentes estão preparadas para receber jogos da Copa, o ministro Orlando Silva respondeu que atualmente nenhuma delas está pronta. “Há cidades que precisam modernizar os estádios, reformar aeroportos, em outras a rede hoteleira precisa ser expandida. Há diferentes demandas, mas creio que a Fifa irá analisar também a capacidade de realização de investimentos.”

Hoje (29), o presidente da Fifa, Joshep Blatter, se reuniu, no Palácio do Planalto, com o presidente Lula e com o ministro do Esporte. Blatter disse ter saído do encontro satisfeito por ter constatar que os estados e o governo federal dão a garantia para a organização dos jogos.

Ontem (28), em visita a São Paulo, Joshep Blatter confirmou que a Fifa atenderia o pleito brasileiro de escolher 12 capitais brasileiras para sediar os jogos e não dez como vinha insistindo.

Após a definição das cidades começa uma nova disputa: a de qual irá ficar com o jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2009/01/29/materia.2009-01-29.4933443981/view

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Universidades federais terão 44 mil vagas novas em 2009

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Brasília - Ministro da Educação, Fernando Haddad, em solenidade de divulgação do aumento de vagas dos cursos de graduação e da ampliação no número de professores, no âmbito do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) Foto: Antônio Cruz/ABr

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Nos primeiros vestibulares de 2009, as universidades federais vão oferecer mais 44 mil vagas. O aumento da oferta é resultado do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

Os dados foram divulgados hoje (3) pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no Palácio do Planalto.

Segundo Haddad, em comparação a 2003, número de vagas dobrou e foram criadas 12 universidades federais. Até 2012, o investimento previsto para o Reuni é de R$ 2 bilhões.

O petróleo é capixaba


Campo de Jubarte (ES) - Presidente Lula e o presidente da Petrobras, Sergio Gabrielli, com óleo extraído da camada pré-sal nas mãos Foto: Ricardo Stuckert/PR

Primeiro óleo do pré-sal

Campo de Jubarte (ES) - Presidente Lula apresenta o primeiro óleo extraído da camada pré-sal Fotos: Ricardo Stuckert/PR

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Lula e Minc plantam árvore na Floresta Nacional de Brasília


Brasília - O presidente Lula e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, plantam árvore no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), inaugurado hoje (22) na sede da Floresta Nacional de Brasília Foto: José Cruz/ABr

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Presidente Lula no Timor Leste

1033RS0007.jpg Díli (Timor-Leste) - Presidente Lula durante visita ao Centro de Treinamento Profissional do Senai, em Becora Foto: Ricardo Stuckert/PR

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Lula diz que produtividade é palavra de ordem na agricultura familiar

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Ao lembrar o lançamento do Plano Safra Mais Alimentos – na semana passada – o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (7) que a “palavra de ordem é produtividade” e avaliou que o maior destaque do plano 2008 é o programa de financiamento de máquinas voltado aos agricultores familiares.

“Fizemos um programa de financiamento de R$ 25 bilhões até 2010 para financiar 60 mil tratores e outros implementos agrícolas para a agricultura familiar. Eles [os agricultores] vão pagar em 10 anos, com carência de 3 anos, juros de 2%, em uma perspectiva de dobrar a produção agrícola na agricultura familiar."

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula avaliou que o governo quer tratar o momento de “inflação do alimento” como uma oportunidade para que o país dê “um salto de qualidade”.

“Nós temos terra, agricultores, tecnologia, água, sol. O que precisávamos era financiamento e nós acabamos de fazer o mais importante programa de financiamento da agricultura e, ao mesmo tempo, o mais importante programa de financiamento de máquinas e implementos agrícolas para os trabalhadores rurais da agricultura familiar.”O presidente elogiou o desempenho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e afirmou que a instituição é a “mais importante do mundo” no quesito agricultura tropical. Segundo Lula, o objetivo do governo é formar "um braço” da Embrapa para fortalecer a agricultura familiar. Além disso, Lula salientou a necessidade de o mercado fornecer aos produtores familiares o maquinário suficiente para a produção agrícola.

"Vamos fazer um esforço para que a indústria possa produzir todas as máquinas que eles [os agricultores] quiserem comprar e para que a gente possa, com esse programa, levar para a agricultura familiar a tecnologia que a agricultura empresarial já tem.”

sábado, 14 de junho de 2008

Lula sugere que etanol de cana seja usado no automobilismo nacional

Presidente se reuniu com representantes da Fórmula 3 Sul-americana e da GT3, e sugeriu que se façam testes para viabilizar a utilização do combustível em diversas categorias ao automobilismo.

O Presidente Lula recebeu hoje no Palácio do Planalto o bi-campeão de F-1 Emerson Fittipaldi e o piloto Pedro Enrique, jovem revelação da Fórmula 3 Sul-americana, categoria que terá provas neste fim de semana em Brasília.

Lula parabenizou o piloto, que largará na pole position na prova deste sábado, no Autódromo Internacional Nelson Piquet. Na audiência, que também contou com a presença de representantes da Fórmula 3 e da GT3 e do Ministro dos Esportes, Orlando Silva, o Presidente Lula sugeriu que o etanol da cana seja utilizado como combustível oficial do automobilismo brasileiro. Ele sugeriu a realização de testes comparativos entre o etanol e a gasolina nas duas categorias para se medir as emissões de CO2 na atmosfera.

“O Inmetro fez um estudo preliminar e ficou provado que um carro a gasolina emite cerca de 8,5 vezes mais CO2 que um automóvel movido a álcool. Por isso seria importante provarmos que a adoção do álcool pode trazer benefícios reais ao meio ambiente, além de não diminuir a potência do carro”.

O Presidente se reunirá na semana que vem com a Petrobras e com o Presidente da ÚNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Marcos Jank, para discutir o assunto. Outro tema discutido na reunião desta sexta foi a necessidade de reformas nos autódromos brasileiros, para que possam ser usados todos os dias, não somente para provas de corrida, mas também para sediar eventos e outros espetáculos.

O Ministro dos Esportes solicitou aos representantes das categorias o envio de um projeto, que contemple esta e outras ações de melhoria para o automobilismo. Sobre a F3 Sul-Americana:A Fórmula 3 é reconhecida como a principal categoria de base do automobilismo, aquela que de fato revela os futuros talentos para as principais categorias do automobilismo mundial. Organizada pela 63MKT com supervisão da Confederação Sul-Americana de Automobilismo (Codasur) e da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), a F3 Sul-Americana foi criada em 1987 e desde então já revelou grandes nomes do automobilismo mundial e nacional, como Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet, Christian Fittipaldi, Cristiano da Matta, Hélio Castroneves, Tarso Marques, Bruno Junqueira, Ricardo Zonta, Vitor Meira, Xandynho Negrão, Hoover Orsi, Ricardo e Rodrigo Sperafico e muitos outros.

O regulamento técnico e esportivo é de responsabilidade da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), que também concede ao campeão da temporada uma “Superlicença” que permite o acesso à Fórmula 1.

Website: http://www.f3sulamericana.com.br/

* Fotos: Miguel Costa Jr.
Singular Comunicação de Resultados
Marcos Santos
Thiago Ariki:

terça-feira, 3 de junho de 2008

Lula critica países que culpam etanol por crise de alimentos

Roma (Itália) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala na abertura da Conferência da FAO sobre segurança alimentar, mudanças climáticas e bionergia Foto: Ricardo Stuckert/PR

Ministro apresenta Territórios da Cidadania em Roma

Ações como o Territórios da Cidadania e a experiência brasileira em políticas públicas voltadas para a agricultura familiar têm sido relatadas a chefes de estado presentes na Conferência de Alto Nível das Nações Unidas sobre Segurança Alimentar, pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, que participam do evento que se realiza em Roma, na sede da FAO, nesta semana.

“A nossa experiência em desenvolver a agricultura familiar tem servido de referência para auxiliar países a igualmente incrementarem suas ações no meio rural, buscando maior produção de alimentos”, relata o ministro Cassel.

Um exemplo de país que tem conhecido as ações brasileiras é o Haiti. Na semana passada, uma comitiva brasileira, liderada pelo Presidente Lula, esteve no país. Em Roma, segundo Cassel, novo encontro foi realizado nesta segunda-feira com líderes haitianos e de mais 20 países, com a presença do secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, e representantes da FAO e Fida. “Como 61% da população do Haiti está na zona rural, temos apresentado ações que podem contribuir para uma maior organização da produção”, diz Cassel.

Entre as ações do governo brasileiro está o Territórios da Cidadania. O programa tem como meta principal combater a pobreza no meio rural, através de um conjunto de ações integradas de 19 ministérios. Apenas em 2008, o programa conta com R$ 11,3 bilhões em recursos. O Territórios da Cidadania foi apresentado em Roma pelo ministro Cassel a chefes de estado da Croácia, Sri Lanka e Cuba, após reuniões do Presidente Lula com líderes destes países.

O Presidente Lula também apresentou o Territórios da Cidadania ao Cardeal brasileiro, Dom Cláudio Hummes, segundo Cassel. “Para o presidente, este é o melhor projeto atualmente em ação para combater a pobreza rural.”

Agricultura Familiar e produção de alimentos
Tema central nas discussões da Conferência em Roma, a crise provocada em várias partes do mundo pela alta dos preços dos alimentos, é também discutida pelos líderes brasileiros presentes ao encontro. “É cada vez mais notável o papel da agricultura familiar na produção de alimentos”, assinala o ministro do Desenvolvimento Agrário. Cassel conta que a comitiva brasileira, liderada pelo Presidente Lula, reuniu-se com o representante do Papa Bento XVI, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi e o secretário-geral da ONU, na manhã desta terça-feira. Nas discussões, a necessidade urgente de garantir mais alimentos, de melhor qualidade, utilizando-se da agricultura familiar para garantir soberania e segurança alimentar.

Em seu pronunciamento nesta terça-feira (3), o Presidente Lula destacou que a segurança alimentar sempre foi uma preocupação central do seu governo. “Fiz do combate à fome e à pobreza uma prioridade da ação internacional do Brasil. Mas o que fizemos é muito pouco em relação à enormidade da tarefa. Quero lembrar aos senhores que, todas as noites, mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo vão dormir com fome, o que é uma indignidade e um insulto à humanidade.”
Anexos relacionados:
http://www.mda.gov.br/arquivos/1736817022.jpg

Assessoria de Comunicação Social MDA/Incra
Ricardo Schmitt
comunicacaosocial@mda.gov.br

domingo, 1 de junho de 2008

Lula: Conferência da FAO é oportunidade de retomar debate sobre biocombustível



Roma (Itália) - Em entrevista na Embaixada do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que a Conferência da FAO será uma oportunidade de o Brasil dar seqüência ao debate sobre combustíveis alternativos Foto: Valter Campanato/ABr

09h02 Em entrevista em Roma, o presidente afirmou que o Brasil apresentou alternativa consistente e que os biocombustíveis e o etanol podem ser "a grande chance do território africano"

Lula defenderá etanol na abertura do encontro

Crise no preço dos alimentos é principal tema

Agência Brasil

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Presidente anuncia mais incentivo à agricultura familiar

“Nós vamos incentivar a agricultura familiar, vamos financiá-la, vamos levar assistência técnica, pois, se depender deste país, ninguém vai passar fome no mundo”. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (30) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita a Belém (PA). Em seu pronunciamento, o presidente fez referência à proposta de medidas para incentivar o aumento da produção de alimentos pela agricultura familiar que está sendo elaborada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

“Nós já temos uma agricultura empresarial que não perde para nenhuma outra do mundo. Precisamos agora fazer a nossa agricultura familiar disputar com qualquer país, pois nós temos o que eles não têm e temos hoje a disposição política de fazer”, afirmou o presidente.

O presidente enfatizou que a alta dos preços dos alimentos é uma oportunidade de o Brasil dar um salto de qualidade. “Se tem mais chinês comendo, se tem mais indiano comendo, se tem mais africano comendo, se tem mais nordestino comendo ou se tem mais paraense comendo, não vamos reclamar, vamos plantar, produzir, para que a gente possa levar comida para quem quiser comer”, conclamou Lula.

Territórios da Cidadania
Em Belém, o presidente participou da solenidade de assinatura do Acordo de Cooperação Federativa do Territórios da Cidadania, programa do Governo Federal lançado em fevereiro que tem como uma de suas principais linhas de ação o reforço da agricultura familiar.

O Acordo de Cooperação Federativa assinado pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, pela governadora Ana Júlia Carepa e prefeitos dos cinco territórios paraenses beneficiados no Pará nesta etapa do Territórios da Cidadania formaliza a participação dos governos Federal, Estadual e municipais na execução do Territórios da Cidadania.

Guilherme Cassel destacou o caráter inovador do Territórios da Cidadania e lembrou que os 13 territórios da região Norte receberão recursos da ordem de R$ 2,5 bilhões em 2008. O ministro salientou que o programa tem como principal objetivo fazer com que os recursos do Governo Federal cheguem onde a população mais precisa. Em todo o País, os investimentos serão superiores a R$ 11 bilhões.

Investimentos no Pará
Representando os 57 municípios paraenses que serão beneficiados, assinaram o acordo federativo os prefeitos Jaime Barbosa da Silva, de Óbidos (do Território da Cidadania do Baixo Amazonas); Consuelo da Silva Castro, de Ponta de Pedras, (Marajó); Evaldo Oliveira da Cunha, de Ipixuna do Pará (Nordeste Paraense); Darci Lermen, de Parauapebas (Sudeste Paraense), e Lenir Trevisan, de Medicilância (Transamazônica).

Os cinco Territórios da Cidadania do Pará receberão, este ano, R$ 1,2 bilhão para investimentos em infra-estrutura, desenvolvimento regional, saúde, educação. Ações coordenadas desenvolvidas por 19 ministérios reforçarão programas como Pronaf, Crédito Fundiário, Bolsa Família e Luz para Todos.

O Território Baixo Amazonas receberá R$ 237,4 milhões para serem utilizados em 53 ações; o Território Marajó, R$ 128,4 milhões para 52 ações; o Nordeste Paraense, R$ 234,7 milhões para 50 ações; o Sudeste Paraense, R$ 228,3 milhões para 57 ações; e Transamazônica, R$ 397,2 milhões para 56 ações.

Reflorestamento na Amazônia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou ainda em Belém do lançamento do programa “Um Bilhão de Árvores para a Amazônia”, do Governo Pará; da solenidade de assinatura de atos relativos a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); e do lançamento do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Marajó.

O MDA desenvolverá ações integradas com o Governo do Pará para a implementação do Programa “Um Bilhão de Árvores para a Amazônia”. Entre as ações previstas no plano estão o Cadastro Ambiental Rural, a regularização ambiental dos assentamentos rurais e a criação de incentivos econômicos à conservação e recuperação de serviços ambientais.

O Cadastro Ambiental Rural vai estimular a recomposição dos passivos ambientais dos imóveis rurais e promover o cadastramento georreferenciado de 250 mil imóveis rurais em três anos, a restauração florestal de 1 milhão de hectares e o registro das obrigações ambientais (reserva legal e áreas de preservação permanente). A regularização dos assentamentos rurais irá promover o licenciamento ambiental dos projetos de assentamento, a partir dos planos de recuperação. Devem ser licenciados 300 assentamentos.

Entre os incentivos econômicos à conservação e recuperação de serviços ambientais, o governo irá implementar programa de pagamento de serviços ambientais baseado no direcionamento de incentivos econômicos às ações de conservação e recuperação de bens e serviços ambientais. O programa está prioritariamente dirigido à agricultura familiar, comunidades tradicionais e povos indígenas. Irá atender 100 mil agricultores familiares.

Em sua visita a Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi acompanhado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pelo ministros Franklin Martins (Comunicação), Márcio Fortes (Cidades), Paulo Vanucchi (Direitos Humanos), Geddel Vieira (Integração Nacional) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégios), além de governadores da Amazônia.

Anexos relacionados:http://www.mda.gov.br/arquivos/1734917002.jpg

Assessoria de Comunicação Social MDA/Incra
Ricardo Schmitt
comunicacaosocial@mda.gov.br

Minc defende agenda positiva para sustentabilidade da Amazônia


Min.Carlos Minc durante Reuniao do Fórum de Governadores da Amazönia Legal. Foto:Jefferson Rudy/MMA


30/05/2008

Gisele Teixeira

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta sexta-feira (30), em Belém (PA), que quer trabalhar em conjunto com todos os governadores e prefeitos da Amazônia Legal, independentemente de partido. "As medidas do governo federal para a região sempre foram e sempre serão discutidas com todos, sem exceção, mas as boas notícias são apenas para aqueles que querem atuar na legalidade", afirmou, durante a abertura da primeira reunião do Fórum de Governadores da Amazônia Legal, na capital paraense.

Minc esclareceu que a Resolução 3545/08, do Conselho Monetário Nacional, está mantida e começa a valer em 1º de julho. A norma determina a inclusão de critérios ambientais para a contratação de crédito da safra 2008/2009 no bioma Amazônia. "As pessoas terão que se regularizar e, com a estiagem que vem agora, a gente não pode dar crédito para desmatar", afirmou.

O problema é que alguns municípios possuem propriedades localizadas no bioma Amazônico e também propriedades em zonas de transição para o Cerrado. Para eliminar dúvidas, especialmente dos bancos na hora de concessão de financiamento, Minc assinou nesta sexta-feira (30) uma portaria, cujo texto define que caberá aos órgãos ambientais, com base em dados do IBGE, comprovar a localização das áreas que não se incluem na abrangência da resolução. "Não é uma flexibilização, é um esclarecimento para não punir aqueles que estão fora do bioma", disse Minc.

O ministro destacou uma série de medidas tomadas recentemente pelo governo e que reforçam uma agenda positiva capaz de garantir a sustentabilidade da Amazônia e o desenvolvimento social e econômico de suas populações. Entre elas, o apoio aos produtores que querem trabalhar na legalidade. Segundo Minc, o MMA vai garantir 30% dos recursos para regularização ambiental e cerca de R$ 1 bilhão para recompor as reservas legais na Amazônia (os 80% de uma propriedade que, por lei, precisam ser preservados na região).

Além disso, Minc lembrou que o MMA já assegurou a doação dos primeiros US$ 100 milhões, por parte do governo da Noruega, para composição do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira. O valor, anunciado esta semana, na Alemanha, durante a Convenção da Biodiversidade (COP-9), irá transformar a redução das emissões por desmatamento em um sistema de financiamento da conservação e uso sustentável da floresta e demonstrar a viabilidade do mecanismo de incentivos positivos, em discussão na Convenção de Mudanças do Clima. Outro apoio importante, também anunciado esta semana na Alemanha e lembrado pelo ministro durante seu discurso, foi a doação de 10 milhões de euros, pelo governo alemão, para a segunda fase do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.

Além disso, o governo brasileiro anunciou esta semana o apoio à comercialização de produtos do extrativismo com a inclusão desses produtos na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal, permitindo a equalização dos preços dos produtos extrativistas e a realização de leilões específicos para o seu escoamento. Minc adiantou, por fim, que o governo estuda a criação de um Plano Nacional de Combate a Incêndios e Queimadas, junto com os estados, e acrescentou que já está acelerando a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), para que todos os estados tenham seus mapas prontos até 2009. Todas essas ações, segundo o ministro, mostram que o MMA será sempre um grande aliado dos governadores e dará todo o apoio para quem quer trabalhar na legalidade. "Para quem não quer, Polícia Federal", completou.

O 1º Fórum de Governadores da Amazônia Legal tem o objetivo de discutir propostas comuns de desenvolvimento sustentável a serem implementadas pelos nove estados que compõem a região (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). As prioridades apresentadas durante o encontro foram reunidas em um documento chamado Carta de Belém, entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.




Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
+55 61 3317-1227/1165
Fax:+55 61 3317-1997

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Lula participa, em Belém, da primeira reunião do Fórum de Governadores da Amazônia Legal

Na oportunidade, a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, lança o programa “Um Bilhão de Árvores”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará em Belém nesta sexta-feira (30) para participar da primeira reunião do Fórum de Governadores da Amazônia Legal. Na oportunidade, o presidente assiste ao lançamento do programa estadual de reflorestamento “Um Bilhão de Árvores”, uma proposta da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, que pretende concretizar o plantio de várias espécies e alcançar esse número até 2013.

Cerca de 350 autoridades são esperadas para o Fórum – além dos governadores, deputados federais, ministros e secretários de Estado. Além da governadora Ana Júlia, oito governadores da Amazônia Legal têm presença confirmada: Antônio Waldez Góes da Silva, do Amapá; Blairo Maggi, do Mato Grosso; Jackson Lago, do Maranhão; José de Anchieta Júnior, de Roraima; Marcelo Miranda, do Tocantins; Binho Marques, do Acre, e Eduardo Braga, do Amazonas. Apenas Ivo Cassol, governador de Rondônia, poderá participar do Fórum.

O evento tem o objetivo de recolocar o papel da Amazônia no projeto de desenvolvimento nacional, fazendo com que os atores da região assumam o protagonismo do desenvolvimento regional. Diversos temas figuram na pauta, como a responsabilidade de recriação da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), a necessidade da imediata instalação do Conselho Deliberativo (Condel), a construção de mecanismos de remuneração dos serviços ambientais, como o crédito carbono, e o projeto de lei que cria o FPE Verde – Fundo de Participação dos Estados –, em tramitação no Congresso Nacional.

A questão energética também será debatida pelos governadores e demais participantes.O evento pretende ainda potencializar a participação de cada governo nos debates nacionais e discutir as responsabilidades partilhadas com a União na implementação de ações concretas para consolidar o Plano Amazônia Sustentável (PAS).

Na oportunidade, o governo do Pará irá expor as ações do programa “Pará, Terra de Direitos”; a campanha para sediar a Copa do Mundo de 2014; e os preparativos para o Fórum Social Mundial, que ocorrerá em janeiro de 2009. Na agenda do presidente Lula consta ainda a assinatura da Ordem de Serviço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Território da Cidadania.

Também serão anunciados Atos da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República. Na oportunidade, será entregue ao presidente a Carta dos Governadores da Amazônia Legal e a instalação do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

Na comitiva do presidente, estão confirmadas as presenças dos ministros das Cidades, Márcio Fortes; Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário; Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional; Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República; Mangabeira Unger, do Ministério Extraordinário de Assuntos Estratégicos do Brasil, e Paulo Vanuch, dos Direitos Humanos.

Serviço
Fórum de governadores da Amazônia Legal
Lançamento do Programa “1 Bilhão de Árvores”
Dia: 28 a 30 de maio
Local: Hangar Centro de Convenções e Feiras – Belém/PA

Assessoria de Imprensa do Governo do Pará
Ex-Libris Comunicação Integrada
Célia Moreno

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ministério do Meio Ambiente



Brasília - Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reuniu-se com seu provável substituto, Carlos Minc. Na saída, ele disse que seria impossível dar continuidade à agenda ambiental "sem conversar com a pessoa que há cinco anos e meio está conduzindo" o processo Foto: Valter Campanato/ABr

Amazônia não está indefesa e não vai virar carvão, afirma Minc

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou hoje (19) que a Amazônia “não vai virar carvão". Ele chegou ao Rio, vindo de Paris, e amanhã se reúne em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o convidou para assumir o Ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva.

"A gente vai manter para a Amazônia não só a política que vinha sendo adotada pela ministra Marina Silva, como boa parte de sua equipe, que já se colocou à disposição. Vamos também fazer outras coisas que ela ainda não havia feito e que esperamos ter condições de realizar”, disse Minc.

A declaração tem como alvo principal a comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação à situação da Amazônia após a saída da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente.

Minc disse que percebeu, em entrevista concedida a jornalistas estrangeiros ainda em Paris, que a primeira sinalização em âmbito internacional como reflexo do afastamento de Marina Silva foi a de que a Amazônia ficaria indefesa, uma vez que para a imprensa internacional “a defensora da Amazônia” estava saindo do ministério e, portanto, a região ficaria “entregue”.

“Eu falei com a imprensa estrangeira, e uma das primeiras perguntas que eles fizeram foi 'Qual a garantia que o mundo teria de que a Amazônia não seria devastada, uma vez que a sua principal guardiã, depois de várias derrotas e enfraquecimentos, havia jogado a toalha?'”

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Carlos Minc tem carreira política marcada pelo ativismo ecológico

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo titular do Ministério do Meio Ambiente, no lugar de Marina Silva, que pediu demissão ontem (13), o atual secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc é um dos fundadores do Partido Verde.

Na década de 1990, Minc trocou de partido e foi para o PT. Antes de assumir a secretaria do governo Sérgio Cabral, Minc estava no sexto mandato consecutivo como deputado estadual.

A gestão de Minc à frente da secretaria de Ambiente do Rio é conhecida pela recuperação do passivo ambiental do estado acumulado em gestões anteriores. Entre as iniciativas da gestão Minc, estão a descontaminação do terreno da Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a instalação de aterros sanitários em substituição aos lixões, projetos de descontaminação da Baía de Guanabara e, principalmente, a agilidade na aprovação de licenciamentos ambientais para grandes obras, inclusive empreendimentos da Petrobras.

Professor-adjunto do departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Minc foi ligado ao movimento estudantil. Foi preso pela ditadura militar em 1969 e ficou 10 anos exilado - passando por Cuba, Chile, França e Portugal - até a volta ao país após a anistia.

Sua carreira política é marcada pelo ativismo ecológico. Em 1989, recebeu o Prêmio Global 500, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) a pessoas que se destacam na luta pela defesa do meio ambiente. Em seu página na internet, Minc diz que já teve cerca de 150 leis aprovadas e que sua atuação parlamentar “abrange temas como a defesa do meio ambiente, segurança pública, saúde no trabalho, ética na política e fiscalização do orçamento e da execução orçamentária”.

Lula: "proposta de ministro" não tem espaço no governo

17h27 Ao comentar a saída de Marina Silva, presidente nega embates mas diz que, por causa da transversalidade, as políticas públicas atualmente devem ser assumidas por todo o governo
Novo ministro tem carreira marcada pelo ativismo ecológico

Leia também:
Greenpeace: desafio é resgatar legitimidade
WWF: problemas urbanos devem ganhar espaço
Lula: política ambiental não muda
Marina promete buscar apoio para ações ambientais

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Governo federal lança Plano Amazônia Sustentável

Daniela Mendes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, nesta quinta-feira (8), no Palácio do Planalto, o Plano Amazônia Sustentável (PAS). Uma política inovadora de desenvolvimento regional baseada no uso sustentável dos recursos naturais com estratégias voltadas para a geração de emprego e renda e redução das desigualdades sociais.
A cerimônia teve a presença das ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, e Dilma Rousseff, da Casa Civil; do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima; além dos governadores dos estados da Amazônia Legal, com exceção do de Roraima, e autoridades do Legislativo, do Judiciário, representantes de movimentos sociais, da academia e do setor empresarial.

Em seu discurso, Lula lembrou a importância de se valorizar os conhecimentos tradicionais e de se produzir cuidando do meio ambiente. Essa é uma vantagem competitiva para os que querem vender seus produtos, disse. O PAS terá o ministro Mangabeira Unger como coordenador do Conselho Gestor, informou o presidente.
Para a ministra, o PAS marca o início de uma nova narrativa para a economia na Amazônia. Nós não queremos propaganda da Amazônia. Nós queremos uma nova narrativa. As pessoas hão de preferir nossos produtos porque a nossa madeira é sustentável, o grão que produzimos é sustentável, a carne que produzimos e o padrão civilizatório que nós temos para a Amazônia são sustentáveis. Por isso é que nós vamos ser os preferidos, acredita Marina Silva.
Operação Arco Verde - Na cerimônia também foi anunciada a Operação Arco Verde uma agenda positiva do governo federal com ações de financiamento para incentivar uma economia florestal sustentável na Amazônia Legal. A Arco Verde tem por objetivo atender demandas sociais emergenciais nos municípios da região sob intenso controle ambiental, além de promover a transição das atividades agropecuárias e florestais para a legalidade e sustentabilidade, com foco nos 36 municípios considerados críticos na Amazônia, segundo decreto presidencial de dezembro de 2007.
Entre as ações previstas na Operação, destaca-se a criação de uma linha de crédito com enfoque na recuperação ambiental de imóveis rurais, com condições especiais de crédito para recuperação da área de reserva legal com espécies nativas. A linha terá prazo de carência de até 12 anos, e prazo total de pagamento de até 20 anos. A taxa de juros passa para 4% para projetos florestais (reflorestamento e manejo) no âmbito dos fundos constitucionais.
Outra novidade, que será válida para todo o País, é a permissão de se utilizar a floresta como garantia de crédito. A ministra explicou que o PAS vem sendo implementado com um conjunto de medidas já em curso e outras ações serão aprofundadas pela Operação Arco Verde. A operação está dividida em quatro grandes ações: as emergenciais, as de fomento às atividades sustentáveis, as de ordenamento fundiário e territorial e as de governança ambiental. Entre as ações emergenciais estão o atendimento agilizado do seguro-desemprego, a oferta de cestas de alimentos para 40 mil famílias e a contratação e capacitação de cerca de 2.500 agentes de defesa ambiental para prevenção e combate a incêndios florestais.
Nas ações de fomento, o Programa de Recuperação Ambiental dos Imóveis o Pró-Recuperação, aparece como uma das principais inovações. Ele disponibilizará uma linha de crédito especial da ordem de R$ 1 bilhão, segundo Marina Silva, para a recuperação de áreas degradadas, reflorestamento, manejo e regularização ambiental. Os recursos serão provenientes dos três fundos constitucionais: o do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO). A taxa de juros será de 4% ao ano, com prazo de 20 anos para pagamento com até 12 anos de carência, sendo que a própria floresta poderá ser dada como garantia de crédito aos bancos financiadores, o chamado Penhor Florestal.
Ainda no âmbito das ações de fomento, haverá apoio à comercialização de produtos do extrativismo com a inclusão desses produtos na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal, permitindo a equalização dos preços dos produtos extrativistas e a realização de leilões específicos para o seu escoamento.
Também haverá, entre as principais medidas, a difusão de tecnologias para o aumento da produção de alimentos por meio do incremento da produtividade em áreas abertas. Com essa medida o governo espera implantar 36 Unidades de Referência Tecnológica, treinar mais de 4 mil profissionais de assistência técnica e atender, numa fase inicial, 100 mil produtores rurais.
Outro ponto definido nas ações de fomento é o desenvolvimento de estudos sobre indicadores de monitoramento e políticas públicas associadas aos desmatamentos na região. Em relação ao ordenamento territorial e fundiário, a operação Arco Verde estabelece como uma de suas prioridades o georreferenciamento da ocupação nos 36 municípios prioritários, em parceria com estados e municípios, para viabilizar o mapeamento das propriedades e posses rurais e criar condições para a confecção do Cadastro Ambiental Rural, que será necessário para o produtor receber acesso ao crédito, fomento e assistência técnica.
A operação também prevê apoio à elaboração do Plano de Desenvolvimento Local e Zoneamento Ambiental, além de ações de educação ambiental nos 36 municípios prioritários. Na linha da governança ambiental, está prevista a inclusão dos órgãos estaduais de meio ambiente no Programa Nacional de Apoio à Modernização da gestão e do Planejamento dos Estados e do Distrito Federal, além da liberação de uma linha de crédito do BNDES para investimentos em melhorias do processo de licenciamento, gestão territorial, elaboração e implementação do zoneamento.
No evento, a ministra Marina Silva assinou ainda um Protocolo de Intenções com os governadores dos estados de Rondônia, Ivo Cassol; do Amazonas, Eduardo Braga; e do Pará, Ana Júlia Carepa, para elaboração e implementação do Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas. Outro documento foi assinado pelo presidente Lula, em conjunto com governadores de oito estados amazônicos, onde foram estabelecidos 16 compromissos pela Amazônia. São eles:
1. Promover o desenvolvimento sustentável com valorização da diversidade sociocultural e ecológica e redução das desigualdades regionais;
2. Ampliar a presença democrática do Estado, com integração das ações dos três níveis de governo, da sociedade civil e dos setores empresariais;
3. Fortalecer os fóruns de diálogo intergovernamentais e esferas de governos estaduais para contribuir para uma maior integração regional, criando o Fórum dos Governadores da Amazônia Legal;
4. Garantir a soberania nacional, a integridade territorial e os interesses nacionais;
5. Fortalecer a integração do Brasil com os países sul-americanos amazônicos, fortalecendo a OTCA e o Foro Consultivo de Municípios, Estados, Províncias e Departamentos do Mercosul;
6. Combater o desmatamento ilegal, garantir a conservação da biodiversidade, dos recursos hídricos e mitigar as mudanças climáticas;
7. Promover a recuperação das áreas já desmatadas, com aumento da produtividade e recuperação florestal;
8. Implementar o Zoneamento Ecológico-Econômico e acelerar a regularização fundiária;
9. Assegurar os direitos territoriais dos povos indígenas e das comunidades tradicionais e promover a eqüidade social, considerando gênero, geração, raça, classe social e etnia;
10. Aprimorar e ampliar o crédito e o apoio para atividades e cadeias produtivas sustentáveis;
11. Incentivar e apoiar a pesquisa científica e a inovação tecnológica;
12. Reestruturar, ampliar e modernizar o sistema multimodal de transportes, o sistema de comunicação e a estrutura de abastecimento;
13. Promover a utilização sustentável das potencialidades energéticas e a expansão da infra-estrutura de transmissão e distribuição com ênfase em energias alternativas limpas e garantindo o acesso das populações locais;
14. Assegurar que as obras de infra-estrutura provoquem impactos socioambientais mínimos e promovam a melhoria das condições de governabilidade e da qualidade de vida das populações humanas nas respectivas áreas de influência;
15. Melhorar a qualidade e ampliar o acesso aos serviços públicos nas áreas urbanas e rurais;
16. Garantir políticas públicas de suporte ao desenvolvimento rural com enfoque nas dimensões da sustentabilidade econômica, social, política, cultural, ambiental e territorial.
Histórico do PAS - A proposta do PAS surgiu em 9 de maio de 2003, em Rio Branco (AC), em reunião do presidente Lula com os governadores dos estados da Região Norte, quando foi aprovado o documento Amazônia Sustentável. Em 2007 foram realizadas consultas públicas nas capitais dos nove estados da Amazônia Legal: Cuiabá (MT), Belém (PA), Macapá (AP), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), Palmas (TO), São Luís (MA), Manaus (AM), Rio Branco (AC).
Cerca de 3 mil pessoas participaram representando organizações de empresários, de movimentos sociais, universidades, governos municipais e estaduais, além de técnicos do governo federal. Também em 2007, o Plano foi debatido em seminários preparatórios e no I Simpósio Amazônia e Desenvolvimento Nacional, coordenado pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional da Câmara dos Deputados com a participação de 2 mil representantes de diversas organizações.
Ao longo do processo de construção e pactuação em torno do PAS, suas diretrizes estratégicas já nortearam a implementação e execução de políticas públicas na região. No âmbito do Ministério do Meio Ambiente e instituições vinculadas, pode-se mencionar, dentre os principais desdobramentos do PAS:
i) ações contidas no Plano BR-163 Sustentável, com destaque para a criação do Distrito Florestal Sustentável da BR-163;
ii) as operações conjuntas, entre o Ibama, a Polícia Federal e o Exército, de combate aos desmatamentos ilegais e à grilagem de terras públicas na Amazônia, desenvolvidas no âmbito do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal PPCDAM,
iii) a elaboração do Plano de Desenvolvimento Territorial Sustentável para o Arquipélago do Marajó; iv) inúmeras ações que integram o recém-lançado programa Territórios da Cidadania.
Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
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