Mostrando postagens com marcador Carlos Minc. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos Minc. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Ministro apresenta proposta de resolução para antecipar Proconve

04/09/2008
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, apresentará na quarta-feira (10) ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) uma proposta de resolução que antecipa a próxima fase do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve) para veículos pesados. A proposta é que a adoção do S-10, combustível que é cinco vezes menos poluente que o S50, seja antecipada de 2016 para 2012, coincidindo o padrão brasileiro com o europeu. "Ou seja, será um passo para adiante e não para trás", destaca Minc.

A nova resolução não altera, em absoluto, a Resolução Conama 315, de 2002, que estipula padrões de diesel com menores teores de enxofre a partir de janeiro de 2009. Dessa forma, em 2009 as empresas só poderão farbicar ônibus e caminhões se cumprirem com as exigências da legislação. "As empresas terão de se acertar com o Ministério Público e com a Justiça. O Ibama não dará nenhuma licença em desacordo com a norma vigente", destaca o ministro.

Além disso, o Ministério do Meio Ambiente também vai lançar o Plano Nacional de Qualidade do Ar, com o apoio dos governos estaduais, dos secretários estaduais de meio ambiente de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e com o secretário municipal de meio ambiente de São Paulo. Este Plano, além da redução do enxofre no diesel, irá incorporar outros aspectos relevantes como um programa de vistoria e regulagem de motores, aumento do rigor e diminuição da poluição industrial, captura de gás metano e repressão à queima do lixo.
Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Lula e Minc plantam árvore na Floresta Nacional de Brasília


Brasília - O presidente Lula e o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, plantam árvore no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), inaugurado hoje (22) na sede da Floresta Nacional de Brasília Foto: José Cruz/ABr

terça-feira, 3 de junho de 2008

Ministro Carlos Minc empossa presidente do Ibama e secretária-executiva do MMA

O ministro do MeioAmbiente, Carlos Minc, empossa nesta quarta-feira (4), às 10h, no auditório do Ibama-sede, em Brasília, a nova secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, e o novo presidente do Ibama, Roberto Messias.

Antes de assumir o cargo no MMA, Izabela Teixeira foi subsecretária adjunta de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e é servidora de carreira do Ibama. Roberto Messias tem larga experiência na área ambiental, com uma carreira sólida e focada na temática. No Ibama desde 2003, foi superintendente do instituto em Minas Gerais e diretor de Licenciamento.

Já foi secretário-geral do WWF Brasil, diretor-regional da União Internacional para Conservação da Natureza para a América do Sul, entre outros cargos relevantes, tanto em instituições públicas quanto em organizações não-governamentais de renome nacional e internacional, além de professor de graduação e pós-graduação nas Universidades Federais de Minas Gerais, do Pará e do Ceará.

Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
+55 61 3317-1227/1165
Fax:+55 61 3317-1997

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Minc defende agenda positiva para sustentabilidade da Amazônia


Min.Carlos Minc durante Reuniao do Fórum de Governadores da Amazönia Legal. Foto:Jefferson Rudy/MMA


30/05/2008

Gisele Teixeira

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta sexta-feira (30), em Belém (PA), que quer trabalhar em conjunto com todos os governadores e prefeitos da Amazônia Legal, independentemente de partido. "As medidas do governo federal para a região sempre foram e sempre serão discutidas com todos, sem exceção, mas as boas notícias são apenas para aqueles que querem atuar na legalidade", afirmou, durante a abertura da primeira reunião do Fórum de Governadores da Amazônia Legal, na capital paraense.

Minc esclareceu que a Resolução 3545/08, do Conselho Monetário Nacional, está mantida e começa a valer em 1º de julho. A norma determina a inclusão de critérios ambientais para a contratação de crédito da safra 2008/2009 no bioma Amazônia. "As pessoas terão que se regularizar e, com a estiagem que vem agora, a gente não pode dar crédito para desmatar", afirmou.

O problema é que alguns municípios possuem propriedades localizadas no bioma Amazônico e também propriedades em zonas de transição para o Cerrado. Para eliminar dúvidas, especialmente dos bancos na hora de concessão de financiamento, Minc assinou nesta sexta-feira (30) uma portaria, cujo texto define que caberá aos órgãos ambientais, com base em dados do IBGE, comprovar a localização das áreas que não se incluem na abrangência da resolução. "Não é uma flexibilização, é um esclarecimento para não punir aqueles que estão fora do bioma", disse Minc.

O ministro destacou uma série de medidas tomadas recentemente pelo governo e que reforçam uma agenda positiva capaz de garantir a sustentabilidade da Amazônia e o desenvolvimento social e econômico de suas populações. Entre elas, o apoio aos produtores que querem trabalhar na legalidade. Segundo Minc, o MMA vai garantir 30% dos recursos para regularização ambiental e cerca de R$ 1 bilhão para recompor as reservas legais na Amazônia (os 80% de uma propriedade que, por lei, precisam ser preservados na região).

Além disso, Minc lembrou que o MMA já assegurou a doação dos primeiros US$ 100 milhões, por parte do governo da Noruega, para composição do Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira. O valor, anunciado esta semana, na Alemanha, durante a Convenção da Biodiversidade (COP-9), irá transformar a redução das emissões por desmatamento em um sistema de financiamento da conservação e uso sustentável da floresta e demonstrar a viabilidade do mecanismo de incentivos positivos, em discussão na Convenção de Mudanças do Clima. Outro apoio importante, também anunciado esta semana na Alemanha e lembrado pelo ministro durante seu discurso, foi a doação de 10 milhões de euros, pelo governo alemão, para a segunda fase do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.

Além disso, o governo brasileiro anunciou esta semana o apoio à comercialização de produtos do extrativismo com a inclusão desses produtos na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) do governo federal, permitindo a equalização dos preços dos produtos extrativistas e a realização de leilões específicos para o seu escoamento. Minc adiantou, por fim, que o governo estuda a criação de um Plano Nacional de Combate a Incêndios e Queimadas, junto com os estados, e acrescentou que já está acelerando a elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), para que todos os estados tenham seus mapas prontos até 2009. Todas essas ações, segundo o ministro, mostram que o MMA será sempre um grande aliado dos governadores e dará todo o apoio para quem quer trabalhar na legalidade. "Para quem não quer, Polícia Federal", completou.

O 1º Fórum de Governadores da Amazônia Legal tem o objetivo de discutir propostas comuns de desenvolvimento sustentável a serem implementadas pelos nove estados que compõem a região (Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). As prioridades apresentadas durante o encontro foram reunidas em um documento chamado Carta de Belém, entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.




Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
+55 61 3317-1227/1165
Fax:+55 61 3317-1997

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Carlos Minc lança segunda fase do Arpa na COP-9, na Alemanha

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançará nesta quinta-feira (29), em Bonn, na Alemanha, durante a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a segunda fase do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.

Durante jantar com o ministro alemão do Meio Ambiente, e da vice-ministra de Economia, Cooperação e Desenvolvimento, além de representantes da CDB e de instituições parceiras do Programa Arpa, Carlos Minc vai compartilhar os resultados já alcançados e anunciar o lançamento da segunda fase.

Em um side event na COP-9, haverá apresentação técnica e os próximos resultados do Arpa. Instituições parceiras do Arpa já confirmaram compromissos na ordem de US$ 105 milhões para a segunda fase (2009-2012). Os compromissos financeiros de doação são oriundos do GEF (30 milhões), KfW (45 milhões), e Rede WWF (30 milhões).

A contrapartida governamental para a segunda fase do Arpa é de 25 milhões de dólares.A segunda fase do Programa Arpa tem meta de criação de 20 milhões de hectares de novas áreas protegidas na Amazônia num período de quatro anos: 10 milhões de hectares de proteção integral e 10 milhões de hectares de uso sustentável. A meta de criação de novas áreas foi ampliada em 10 milhões de hectares.

As metas totais do Arpa passam de 50 para 60 milhões de hectares de unidades de conservação na Amazônia até 2012. O Programa Arpa é fruto do compromisso brasileiro de conservar uma amostra ecologicamente representativa de todo o patrimônio genético amazônico, por meio da expansão e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc).

Dessa forma, o Brasil e seus parceiros contribuem de forma significativa para os objetivos da Convenção sobre a Diversidade Biológica, particularmente em relação ao seu Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas (instrumento internacional mais importante sobre o tema, Decisão CBD VII/28 ).

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Arpa é implementado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelos órgãos estaduais de meio ambiente de sete estados da Amazônia (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins), sendo que a execução financeira de recursos de doação realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

O Arpa conta com apoio financeiro do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF) por meio do Banco Mundial, do KfW (Banco de Cooperação do governo da Alemanha) e da Rede WWF, por meio do WWF-Brasil, além da cooperação e colaboração técnicas da GTZ (Agência de Cooperação Técnica Alemã) e do WWF-Brasil.

Resultados da Fase I (2003 a 2008) - A meta, de criar 18 milhões de hectares de novas unidades de conservação (UC) até 2006 foi ultrapassada. Foram criadas no âmbito do Arpa 22,5 milhões de hectares de novas unidades de conservação.

Atualmente, o programa Arpa beneficia 60 unidades de conservação estaduais e federais, englobando cerca de 31 milhões de hectares. O Arpa também apóia 20 estudos para a criação de novas áreas protegidas.

Entre as medidas que fazem a diferença positiva do Arpa está a perspectiva de apoio consistente para a manutenção das áreas protegidas por meio do Fundo de Áreas Protegidas (FAP). Criado em 2004, o FAP capitaliza recursos de diversas fontes nacionais e internacionais. Até o momento, o FAP possui cerca de US$ 17,9 milhões. Com o anúncio da doação do KfW de cerca de US$ 15 milhões (acordo a ser assinado no evento paralelo do Arpa na COP 9 da CDB) e US$ 6,5 milhões alocados pelo GEF, o FAP terá, ao final da primeira fase (2008), US$ 40,5 milhões.

Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
+55 61 3317-1227/1165
Fax:+55 61 3317-1997

Carlos Minc assume o Ministério do Meio Ambiente


Ministro do Meio Ambiente do Brasil Carlos Minc. Foto:Jefferson Rudy/MMA


Suelene Gusmão e Daniela Mendes

O ambientalista Carlos Minc tomou posse nesta terça-feira (27) como ministro do Meio Ambiente. Minc foi empossado no cargo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma solenidade ocorrida, às 15h, no Palácio do Planalto.

O ato solene de posse contou com a participação do vice-presidente da República, José Alencar; da ex-ministra do Meio Ambiente, senadora Marina Silva; da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e do secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco. Além dos componentes da mesa, a posse de Carlos Minc foi prestigiada por ministros do governo Lula, por governadores de vários estados brasileiros, parlamentares, embaixadores e diversas outras autoridades.

Também compareceu à solenidade de posse a futura secretária-executiva do MMA, Izabella Mônica Vieira Teixeira. Em seu discurso de saudação ao novo ministro, o presidente da República garantiu que a política ambiental não vai mudar e que será cumprido à risca o que está no programa de governo que o ajudou a se eleger por dois mandatos.

Transmissão de cargo - Durante a cerimônia de transmissão de cargo, no auditório da Agência Nacional de Águas, em Brasília, nesta terça-feira (27), o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que assume a pasta com o compromisso de fortalecer a gestão ambiental no país. A área ambiental tem que se fazer respeitar, afirmou reforçando que o diálogo será o grande condutor desse processo. Nós vamos pela linha do diálogo, com firmeza, nos fazendo respeitar, disse.

Na solenidade, que contou com a presença de autoridades de diversos estados brasileiros como o ambientalista Paulo Nogueira Neto, Minc anunciou algumas das ações que pretende tomar à frente do MMA como a criação do Fundo Amazônico para garantir a floresta em pé na Amazônia. Segundo Minc, esse fundo será gerido pelo BNDES, mas com recursos privados. O que está certo é um recurso doado pela Noruega, de US$ 100 milhões. Haverá um conselho gestor e um conselho científico e esses recursos serão sacados na proporção da diminuição do desmatamento, explicou.

Além do Fundo, Minc também afirmou que vai agilizar o licenciamento ambiental de projetos garantindo, no entanto, maior rigor no processo; além de pedir ao Congresso Nacional urgência na votação do projeto de lei complementar que regulamenta o artigo 23 da Constituição Federal e solicitar, ao Conselho Nacional do Meio Ambiente, uma nova resolução que aumente as exigências para a emissão de poluentes na atmosfera.

Em seu discurso, o novo ministro do Meio Ambiente falou sobre suas realizações à frente da Secretaria do Ambiente do Rio de Janeiro como, por exemplo, a criação do segundo maior parque estadual do Rio e a aprovação de um decreto de compensação energética. Minc também garantiu que o programa do governo Lula para o meio ambiente não mudará em sua gestão. Conto com vocês nessa transição, para continuar todos os sonhos, todos os ideais da ministra Marina Silva. Nós temos capacidade de alavancar o desenvolvimento sustentável e encontrar soluções para a indústria, para a sojicultura, para o manejo florestal e que o licenciamento ambiental seja um instrumento de defesa da vida das pessoas e dos nossos ecossistemas, disse Minc.

Ele disse ainda que está disposto a negociar com os setores madeireiro e sojicultor, linhas de crédito para garantir a sustentabilidade nos processos de extração da madeira e de fabricação do óleo vegetal. Já conversei com os setores e eles se mostraram entusiasmados com a minha proposta, afirmou o ministro.

A transmissão do cargo foi feita pelo ex-ministro interino do Meio Ambiente João Paulo Capobianco. Na ocasião, Capobianco destacou o esforço de toda a equipe do MMA para garantir que as ações implementadas pelo ministério fossem estruturantes e não pirotécnicas e relembrou alguns desafios enfrentados como a aprovação da Lei de Gestão de Florestas Públicas que, em sua avaliação, é uma lei de desenvolvimento sustentável. Nós temos uma missão que é de dar ao Brasil a possibilidade real de ter uma agenda ambiental à altura do Brasil que nós temos, defendeu Capobianco. Ele disse ao novo ministro acreditar que essa gestão vai se beneficiar dos acúmulos da gestão anterior e avançar ainda mais numa nova agenda ambiental. Está claro para mim e para a equipe que estamos fazendo não uma transmissão, mas uma continuidade e um aprimoramento para uma nova agenda que vai se beneficiar dos acúmulos e buscar avançar mais, destacou Capobianco.

Entre os primeiros compromissos de Minc como ministro está uma viagem para Bonn, na Alemanha, nesta quarta-feira (28), onde participará de uma reunião de ministros de Meio Ambiente na Conferência das Partes (COP-9) da Convenção sobre Diversidade Biológica da Organização das Nações Unidas e uma reunião, na sexta-feira (30), com os ministros dos estados da Amazônia, em Belém, no Pará.

Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
+55 61 3317-1227/1165
Fax:+55 61 3317-1997

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Marilene Ramos escolhida para o Meio Ambiente do Rio de Janeiro

Paris, 21 de maio de 2008 – O governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, falou nesta quarta-feira (21/05), em Paris - onde lidera missão de governo e empresarial para atrair novos investimentos ao estado – sobre a nova secretária de Estado do Ambiente, Marilene Ramos.

- A escolha da Marilene Ramos, por Carlos Minc e por mim, foi exatamente para não haver qualquer prejuízo e sim uma solução de continuidade na Secretaria de Estado do Ambiente.

Marilene é presidente da Serla, uma pessoa do setor ambiental que faz parte da equipe de Carlos Minc e dará continuidade ao trabalho do ministro - afirmou o governador. Cabral comentou, ainda, que a preocupação do governo foi manter o caráter técnico da secretaria, reconhecida no Brasil por sua eficiência.

- A nossa preocupação foi manter o caráter técnico da secretaria, que está indo muito bem. A Secretaria de Estado do Ambiente do Rio é hoje reconhecida no Brasil como uma secretaria eficiente, e a Marilene Ramos é uma das responsáveis por esse resultado.

Ela pertence à equipe do ministro Carlos Minc, é da confiança dele, mantém a postura técnica, de respeito àqueles que querem investir no estado e precisam de uma posição segura e transparente - completou Cabral.

Comunicação Social do Estado do Rio de Janeiro
www.imprensa.rj.gov.br

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Ministério do Meio Ambiente



Brasília - Ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reuniu-se com seu provável substituto, Carlos Minc. Na saída, ele disse que seria impossível dar continuidade à agenda ambiental "sem conversar com a pessoa que há cinco anos e meio está conduzindo" o processo Foto: Valter Campanato/ABr

Amazônia não está indefesa e não vai virar carvão, afirma Minc

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil


Rio de Janeiro - O secretário do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, afirmou hoje (19) que a Amazônia “não vai virar carvão". Ele chegou ao Rio, vindo de Paris, e amanhã se reúne em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o convidou para assumir o Ministério do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva.

"A gente vai manter para a Amazônia não só a política que vinha sendo adotada pela ministra Marina Silva, como boa parte de sua equipe, que já se colocou à disposição. Vamos também fazer outras coisas que ela ainda não havia feito e que esperamos ter condições de realizar”, disse Minc.

A declaração tem como alvo principal a comunidade internacional, que demonstrou preocupação em relação à situação da Amazônia após a saída da ministra Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente.

Minc disse que percebeu, em entrevista concedida a jornalistas estrangeiros ainda em Paris, que a primeira sinalização em âmbito internacional como reflexo do afastamento de Marina Silva foi a de que a Amazônia ficaria indefesa, uma vez que para a imprensa internacional “a defensora da Amazônia” estava saindo do ministério e, portanto, a região ficaria “entregue”.

“Eu falei com a imprensa estrangeira, e uma das primeiras perguntas que eles fizeram foi 'Qual a garantia que o mundo teria de que a Amazônia não seria devastada, uma vez que a sua principal guardiã, depois de várias derrotas e enfraquecimentos, havia jogado a toalha?'”

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Minc é o novo ministro

por Dal Marcondes
O secretário do meio ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, foi confirmado como ministro do Meio Ambiente no lugar de Marina Silva. Minc tem uma história no movimento ambientalista brasileiro, já foi secretário municipal do Meio Ambiente no Rio de Janeiro e é muito respeitado entre os ambientalistas do Sul/Sudeste.

Apesar de o presidente Lula ter dito hoje que a política de meio ambiente de seu governo não vai mudar, está difícil neste momento entender o que isto quer dizer. O que não vai mudar é a política que vinha sendo desenvolvida pela ex-ministra Marina, de confrontação com madeireiros e exigência de medidas redução de impactos de grandes obras na Amazônia. Ou o que será mantido á a política de dar mensagens dúbias para a sociedade, como o presidente faz ao criticar o Ministério do Meio Ambiente e aproximar-se de grupos econômicos fortes e com interesses no desmatamento.

No mesmo dia em que Marina se demitiu o presidente baixou medida provisória autorizando a venda de terras pública na Amazônia para grileiros que já tenham desmatado parte da área. Quando o presidente fala que não haverá mudança na Política Ambiental é preciso saber de que política ambiental ele está falando. O Brasil está em um momento chave de sua história, pela primeira vez os insumos ambientais que o País tem estão valorizados no mercado internacional. Sem um eficiente zoneamento econômico/ecológico, que defina o que deve e pode ser produzido, e onde. Este zoneamento possibilitaria maior eficiência de produção e de logística na produção brasileira de biomassa.

Minc terá pela frente o desafio de manter as regras ambientais frente ao grande crescimento econômico do Brasil, sem ser, também, acusado de “atravancar o desenvolvimento”. Resta agora esperar o novo Ministro retornar da França, onde está em viagem oficial pelo Estado do Rio de Janeiro. O segundo escalão vai definir muito do que será este novo MMA,

Marina sai do governo

A ministra Marina Silva entregou sua demissão no Palácio do Planalto nesta terça-feira, 13 de maio, em caráter irrevogável. Sai do governo uma das mais importantes figuras do ambientalismo brasileiro e um dos mais competentes quadros do governo Lula. A ministra Marina teve diversos embates desde a primeira gestão do presidente Lula, perdeu a batalha dos trangênicos, estava ganhando a briga com as madeireiras e, principalmente, estava conseguindo fazer com que meio ambiente fosse uma transversalidade na gestão pública.

Os motivos da demissão não foram anunciados ainda, no entanto, a ministra já tinha dado sinais, na semana passada, de que algo não estava bem. Cancelou uma coletiva com jornalistas de todo o Brasil que foram a Brasília para conversar com ela e para participar da III Conferência Nacional do Meio Ambiente. Na quinta-feira, enquanto acontecia a Conferência, o presidente Lula anunciou um PAC para a Amazônia, o PAC Amazônia Sustentável. Este pacote era a menina dos olhos de Marina, que fez quase todos os projetos em parceria com o Ministério da Integração Regional. Mas na ultima hora, nem Marina Silva, nem o ministro Geddel Quadros Vieira Lima, colheram os frutos do trabalho. Quem levou a fatia do leão foi o ministro Mangabeira Unger que ficou responsável pela gestão dos recursos.

Marina já estava bastante desgastada com decisões do governo que atropelaram o MMA. Sua saída é uma pesada perda para a política ambiental, que apesar dos percalços, avançou mais em sua gestão do que nos últimos 20 anos.

Sobre Dal Marcondes
Com sua experiência e atuação direta em assuntos relativos a meio ambiente e sustentabilidade, Dal Marcondes é fonte respeitada e de confiança para entrevistas e debates sobre temas como: responsabilidade socioambiental, marketing verde, sustentabilidade e outros assuntos afins. Atualmente, Marcondes é editor da Revista Digital Envolverde, publicação especializada em Meio Ambiente e Sustentabilidade. Durante muitos anos foi editor de economia em alguns dos principais jornais e revistas brasileiros. Seu interesse em meio ambiente vem deste os anos 70, quando foi para a Amazônia, na época da ditadura militar no Brasil. Graduado em Jornalismo pela Escola de Comunicação e Artes – USP – Especialização em Ciência Ambiental pela USP – Moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental – Fundador da Rede Paulista de Jornalismo Socioambiental – Coordenador da EcoMídias (Associação Brasileira de Mídias Ambientais) – Especializado em Jornalismo Econômico, com passagens pelas redações das revistas Istoé, Exame, Dirigente Industrial, pelas agências France Presse, Dinheiro Vivo e Agência Estado e pelos jornais DCI, Gazeta Mercantil e O Estado de S. Paulo. Em função da larga experiência na área, Dal Marcondes pode falar para a imprensa, com credibilidade, sobre os seguintes temas: Sustentabilidade, meio ambiente e responsabilidade social Certificações socioambientais Biodiversidade Amazônia Desenvolvimento sustentável Finanças sustentáveis Assuntos polêmicos como biocombustíveis e energias renováveis Jornalismo ambiental Educação para a sustentabilidade Sobre a Envolverde A Agência Envolverde foi criada em 1995 para administrar no Brasil o Projeto Terramérica, realizado em parceria com a Agência Inter Press Service (IPS) e com os Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud). Desde então vem se especializando na cobertura de temas relacionados ao meio ambiente, desenvolvimento humano, educação e cidadania planetária. Em janeiro de 2005 nasce a Envolverde – Revista Digital, que reúne todo o conteúdo jornalístico produzido pela equipe da Envolverde em uma única publicação digital, realizada em parceria com a AW4 Tecnologia.


Para ficar por dentro de tudo o que acontece em Meio Ambiente, Educação e Sustentabilidade, visite:
www.envolverde.com.br e
http://dalmarcondes.blig.ig.com.br

SOMA Agência - Por um mundo responsável e sustentável
www.somaagencia.com.br
Vanessa Buzeti
Ana Berndt

Carlos Minc tem carreira política marcada pelo ativismo ecológico

Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil


Brasília - Confirmado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo titular do Ministério do Meio Ambiente, no lugar de Marina Silva, que pediu demissão ontem (13), o atual secretário de Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc é um dos fundadores do Partido Verde.

Na década de 1990, Minc trocou de partido e foi para o PT. Antes de assumir a secretaria do governo Sérgio Cabral, Minc estava no sexto mandato consecutivo como deputado estadual.

A gestão de Minc à frente da secretaria de Ambiente do Rio é conhecida pela recuperação do passivo ambiental do estado acumulado em gestões anteriores. Entre as iniciativas da gestão Minc, estão a descontaminação do terreno da Cidade dos Meninos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, a instalação de aterros sanitários em substituição aos lixões, projetos de descontaminação da Baía de Guanabara e, principalmente, a agilidade na aprovação de licenciamentos ambientais para grandes obras, inclusive empreendimentos da Petrobras.

Professor-adjunto do departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Minc foi ligado ao movimento estudantil. Foi preso pela ditadura militar em 1969 e ficou 10 anos exilado - passando por Cuba, Chile, França e Portugal - até a volta ao país após a anistia.

Sua carreira política é marcada pelo ativismo ecológico. Em 1989, recebeu o Prêmio Global 500, concedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) a pessoas que se destacam na luta pela defesa do meio ambiente. Em seu página na internet, Minc diz que já teve cerca de 150 leis aprovadas e que sua atuação parlamentar “abrange temas como a defesa do meio ambiente, segurança pública, saúde no trabalho, ética na política e fiscalização do orçamento e da execução orçamentária”.

Lula: "proposta de ministro" não tem espaço no governo

17h27 Ao comentar a saída de Marina Silva, presidente nega embates mas diz que, por causa da transversalidade, as políticas públicas atualmente devem ser assumidas por todo o governo
Novo ministro tem carreira marcada pelo ativismo ecológico

Leia também:
Greenpeace: desafio é resgatar legitimidade
WWF: problemas urbanos devem ganhar espaço
Lula: política ambiental não muda
Marina promete buscar apoio para ações ambientais