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segunda-feira, 3 de março de 2008

Texto de reflexão da Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento das Cidades

Richard Eilers Smith*
O ano de 2008 é crucial na história da humanidade. Estamos diante de impasses e paradoxos globais que precisam ser solucionados pelas pessoas, por meio de mudanças comportamentais que reflitam um compromisso com o futuro. A desigualdade social segue crescendo a custos irreparáveis tais como a degradação da biosfera, a escassez de água doce e a violência nos centros urbanos. O desenvolvimento sustentável já é um conceito conhecido e disseminado internacionalmente, mas não está presente nos processos produtivos nem tão pouco nos valores da sociedade do consumo e da informação.
Mais de 50% da população total do mundo vive hoje em áreas urbanas. Este fenômeno que provavelmente continuará a crescer nos próximos anos pode resultar em uma sociedade ainda mais consumista, competitiva, individualista, corrupta e conseqüentemente insustentável. “Esqueça os países, o poder está com as cidades. Uma nova Geografia impera no planeta. Agora são as principais metrópoles que se firmam como os grandes centros de decisão e articulação do sistema capitalista e estas estão se tornando cada vez mais cosmopolitas, poderosas e desiguais.” (PIMENTA, Revista Exame Dez/2007). Este comentário reforça a tendência global da emergência do poder das cidades, mas principalmente aponta um cenário de desigualdade.
As favelas, cortiços e as condições sub-humanas de algumas regiões do meio rural, como o Vale do Jequitinhonha no norte de Minas Gerais onde a fome ainda insiste em fazer vítimas, assustam, persistem sem soluções imediatas e tem tendências a piorar. Na Bahia crianças pedem alimento nas rodovias federais com placas pintadas a mão e esta estendida em sinal de miséria. Em capitais como São Paulo, vemos na imprensa um noticiário que só presa pela audiência e mostra a violência e a pobreza como se fossem parte aceitável da vida cotidiana nas periferias. No Rio de Janeiro a lei da violência impera nos morros e convive com uma elite que não sabe mais de que forma manter a situação em níveis aceitáveis de assaltos, roubos, seqüestros, tráficos de todas as espécies e alienação da população. A ocupação de áreas de preservação permanate (APP´s) devido à falta de perspectivas saudáveis e animadoras ameaça a biodiversidade e põe em risco o crescimento ordenado dos centros urbanos, incitando a exclusão e a violência.
O processo de globalização neoliberal apresenta de um lado a ameaça da homogeneização cultural e da concentração de renda crescentes, mas por outro lado aumenta a viabilidade da captação de recursos internacionais para projetos de desenvolvimento sustentável e de valorização da cultura e das possibilidades em potencial na noosfera de cada comunidade.
Na dimensão local os mecanismos de construção das políticas públicas e de destinação dos recursos públicos urgem uma participação social mais ampla, qualificada e organizada. Assim as decisões importantes podem ser tomadas com o conhecimento e influência dos cidadãos envolvidos e diretamente impactados.
Em meio a tantas incertezas a humanidade começa a se dar conta de que com seus atuais padrões civilizatórios não está habitando o planeta de maneira sábia, equilibrada e harmônica. Entretanto, cabe a esta mesma espécie que degrada e explora propor as mudanças dos paradigmas sociais e científicos de forma que estes contemplem a formação de um mundo mais justo, pacífico, feliz e que incorpore os princípios básicos da sustentabilidade em suas ações cotidianas. Neste sentido, uma visão participativa, inclusiva e sistêmica da vida tem muito a contribuir na quebra dos paradigmas.
“Não faz muito tempo, era reconhecida como grande atributo do homem a sua capacidade de reconstruir a trajetória da espécie. Ou seja, ao contrário dos outros animais sua potencialidade de fazer história. Recentemente, porém, foi descoberta sua responsabilidade cultural e sua possibilidade exclusiva de visualizar conjunturas e cenários do futuro em diferentes níveis de tempo. O simples ato de pensar as conseqüências de ato de iniciativas do presente em relação ao futuro ocasionou o advento de um novo tipo de investigação, altamente interdisciplinar e holístico, destinado a prever impactos e propor mudanças”. (Ab´Saber, 1994).
As ações da sociedade civil organizada apresentam uma formalidade jurídica que oficializa a representação de um grupo de pessoas. As reivindicações que são feitas de forma mais qualificada são mais efetivas. Para isso, o empoderamento das comunidades através da articulação de diversas instituições pode colaborar com a resolução de necessidades e demandas prioritárias a nível municipal.
Uma grande questão limitante a ser colocada é a impunidade de grandes autoridades que desviam dinheiro público das cidades, destinado ao bem estar da população local, para satisfazer interesses individuais. Esse círculo vicioso de roubalheira e impunidade corrói os brasileiros, mas começa a dar sinais de mudança a exemplo dos tantos casos de “caixa dois” que vem sendo investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público.
É importante colocar que quanto maior a participação qualificada e a divulgação das decisões que são tomadas, mais a corrupção recua. Isto devido ao fato de que é mais difícil roubar ou corromper trinta pessoas do que duas ou três. Logo, percebe-se que a participação social capacitada é um eixo formador de idéias e de cobranças às autoridades a respeito da transformação da realidade local.
Mas de que forma se dará este empoderamento citado? Afinal, empoderar para o que e como? Estas respostas não podem ser escritas em duas páginas, mas sem dúvida esta reflexão passa pela essência de um consenso: Trabalhamos por um mundo mais pacífico, justo, sustentável e conseqüentemente mais feliz. A paz caminha junto com a espiritualidade e depende do respeito às diferentes identidades culturais. A justiça no exercício do poder e das tomadas de decisão conclama a participação da sociedade civil organizada e qualificada. Já a sustentabilidade, tem suas concepções e interpretações bastante desenvolvidas, porém a operacionalização deste conceito começa a despertar apenas neste início de século XXI.
Para trabalhar neste sentido do desenvolvimento de capacidades locais e pessoais que representem o melhor para todos, certos conceitos são fundamentais de serem construídos e compreendidos para não deturpar as parcerias, os projetos, as leis e as intervenções para um “des-envolvimento” (de si próprio e com a natureza) que mantenha a sociedade num padrão de repetição dos erros que estão nos levando aos impasses citados no início do texto. Dentre estes podem ser citados a consciência biosférica que traz a consideração dos limites ecológicos, a valorização da identidade cultural, a espiritualidade, a cooperação, as tecnologias sociais, a sinergia das ações que multiplica os resultados, o afeto pelas pessoas, e o re-ligare consigo mesmo e com a natureza.
O interesse gerador do trabalho, dos projetos e das reuniões passa por uma reformulação na qual o dinheiro, serve apenas como meio para a satisfação, não é a satisfação em si próprio. Resumindo, os esforços por uma vida pessoal melhor devem estar alicerçados em mundo melhor para todos. Caso contrário, o empoderamento e os esforços em projetos de desenvolvimento sustentável, correm o risco de incentivar práticas que aumentem ainda mais o espírito de competição, a ganância e a degradação.
Nos processos de governança esta essência do interesse gerador das ações é imperativa para a construção de um mundo no qual a espécie humana garanta uma gestão local efetiva. Uma premissa para o despertar deste compromisso é o fato de trabalharmos simultaneamente para o mesmo fim. Sendo que, segundo John Forbes Nash (Vencedor do Prêmio Nobel de Economia de 1994), a soma do que é melhor para cada um não é igual a soma do que é melhor para todos, se pensarmos na dimensão global e local as ações devem direcionar-se para aquilo que é o melhor para todos.
Os desejos de consumo, as vaidades e a ambição terão que passar por este “filtro”. Podemos querer ou não nos envolver com a história e o futuro dos sistemas naturais e sociais da Terra. Mas, em ambos os sistemas a omissão será sempre uma posição que delegará aos outros decidirem da forma que lhes agrada mais gerir os recursos naturais, humanos e financeiros. A história vem indicando que para os ecossistemas isto significa degradação e para a sociedade mais desigualdade, miséria e indiferença ao próximo.
Os grandes encontros mundiais geralmente nos trazem uma visão complexa, plural e inovadora dos temas que apresentam. A “Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento das Cidades” em Porto Alegre, trouxe uma mensagem urgente e bastante sensata. Os humanos que poluem e causam a desigualdade social prejudicam seus filhos, sua família, seus amigos e a si mesmos. Cabe a eles se sensibilizarem e se organizarem, criando espaços de convivência com a cultura e a operacionalização de um mundo sustentável, tolerante e encantador.
Deste ano atual em diante a humanidade começa a esboçar toda sua capacidade de se renovar, de quebrar os paradigmas essenciais e desenvolver um modo de vida coletivo e generoso que esteja impregnado nas relações, no trabalho, em todos os processos industriais e rurais produtivos, na política, na justiça, na diversão, no turismo, na ciência e na segurança. Aqueles que, tanto por ignorância quanto por má vontade, insistirem em tomar decisões que são excelentes para alguns e prejudiciais para a maioria e conseqüentemente para a natureza, enfrentarão uma crise pessoal de insensatez e impopularidade que pode superar impasses. Revelando-se que as pessoas estão no mundo para cultivar e consagrar o privilégio da vida e de suas possibilidades de viver momentos mágicos, transcendentes e conectados com a essência das energias que nos trazem a felicidade, as emoções e os sentimentos que fazem a mente e o coração terem a certeza de que existe algo maior do que nossa ciência racional, compartimentada e por isso limitada, é capaz de fornecer aos seres humanos que somos e que queremos ser.


*Graduando em Engenharia Sanitária e Ambiental da Universidade Federal de SC (UFSC), pesquisador do Grupo de Pesquisa Transdisciplinar em Gestão de Bacias Hidrográficas (GTHidro) e Estagiário do Projeto Tecnologias Sociais para a Gestão da Água (TSGA) do Programa Petrobrás Ambiental.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- AB´SABER, A. N. e MULLER-PLATENBERG, C. Previsão de Impactos. 2ª ed. São Paulo; Editora da Universidade de São Paulo, SP, 2002.

- STEINER, R. A educação da criança: segundo a ciência espiritual. 3ª ed. São Paulo: Antroposófica, 1996.

- CAPRA, F. A teia da vida 1ª Edição; Editora Pensamento-Cultrix, 1997.

- SILVA, D. Tese de dotorado – Uma abordagem cognitiva do Planejamento Estratégico de Desenvolvimento Sustentável; Universidade Federal de Santa Catarina, 1998.


Ligia Varo
Miki Malka
(011) 5181-3289
www.mikimalka.com.br

sábado, 16 de fevereiro de 2008

ODM exigem maior participação municipal


Dois eventos internacionais discutem papel dos municípios na implementação de políticas públicas em prol dos Objetivos do Milênio - Foto: Prefeitura de São Paulo/Jefferson Pancieri


Porto Alegre, 15/02/2008
OSMAR SOARES DE CAMPOS
da PrimaPagina

Os
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) têm ajudado a dar mais destaque para a importância das administrações municipais nas políticas sociais, devido sobretudo à sua proximidade com a população. Dois eventos internacionais com participação de agências da ONU, nesta semana e no mês que vem, reúnem especialistas e representantes de prefeituras para debater experiências e discutir a aplicação de políticas públicas para o desenvolvimento das regiões urbanas.
"A percepção da importância dos municípios é crescente e vem se fortalecendo. A sensibilização que os Objetivo do Milênio oferecem ampliam a visão de que é importante capacitar os poderes locais e a sociedade civil, para que eles se fortaleçam como instâncias capazes de contribuir para o alcance dessas metas", afirma Ana Rosa Monteiro Soares, oficial de Planejamento Estratégico, Monitoramento e Avaliação do PNUD.
Ela representará a agência da ONU na Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades - Inovação democrática e transformação social para cidades inclusivas no século 21, que está sendo realizada em Porto Alegre até sábado (16).
No encontro, Ana Rosa vai ministrar uma oficina sobre a relevância dos ODM no desenvolvimento local. "A minha premissa, o que o PNUD reconhece, é que sem o engajamento e, principalmente, sem a capacitação dos poderes locais, não vamos alcançar os Objetivos do Milênio de uma maneira abrangente e sustentável", afirma.
Os ODM são um compromisso assumido em 2000 pelos países-membros da ONU, que estabeleceu metas concretas que devem ser alcançadas até 2015. Elas incluem a universalização do ensino básico, a promoção da igualdade entre os sexos e a erradicação da extrema pobreza e da fome. "Sem um trabalho em nível local, você não vai conseguir alcançar alguns grupos especiais, algumas pessoas que não conseguem ser beneficiadas por ações do governo federal", destaca Ana Rosa.
Um outro encontro internacional será realizado entre 26 e 28 de março, o 6º Fórum da Aliança Mundial das Cidades Contra a Pobreza, em Atenas. Autoridades municipais de diversas partes do mundo discutirão o tema "Ampliar governanças locais para erradicar a pobreza e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio".
Esse evento, com organização da ONU e participação do PNUD, tem uma pauta bastante diversificada, que abarca questões como migração, governança digital e contribuições de prefeituras para deter as mudanças climáticas.
LEIA TAMBÉM:
Fonte: PNUD

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Conferência Mundial de Cidades

CIDADE PARA TODOS

Porto Alegre, 16 de janeiro – Repensar o papel do poder público e das lideranças políticas no âmbito local é a proposta do segundo dia da Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades – Inovação Democrática e Transformação Social para cidades inclusivas no século 21, que acontece entre os dias 13 e 16 de fevereiro, no Centro de Convenções da PUCRS, em Porto Alegre.

Para esmiuçar o tema Governança e Democracia em Cidades: Experiências de Participação Democrática, os palestrantes da Mesa de Abertura são: o cientista colombiano e ex-prefeito de Bogotá, Antanas Mockus; o assessor do Escritório Regional para América Latina e Caribe do Programa da ONU para o Desenvolvimento, Bernardo Kliksberg; o Presidente da Oficina de Consulta Pública de Montreal, Louise Roy; o Coordenador Geral de Operações da Alcaldía do Município de Valencia e do Projeto VALENCIA 2020, Plano Estratégico da Cidade, Gustavo Adolfo Urriola Sanches; prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel; e o Chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul, Cézar Augusto Busatto.

As políticas e iniciativas para a inclusão e a cidadania continuarão a ser debatida em outras 10 oficinas, 40 comunicações, cinco minicursos, e diversos painéis. Mas, durante à tarde, duas grandes atividades prometem oportunizar a troca de experiências de governança inclusiva e democracia bem sucedidas.

A primeira é o Painel John Dewey da Democracia Cooperativa, com a participação do prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, da cientista política Thamy Pogrebinschi, do filósofo Michael Eldridge, dos professores de filosofia James Campbell e Larry A. Hickman, agendado para às 13h.

Às 15h é a vez da oficina A Experiência da Governança Solidária Local, apresentada por Busatto, um dos articuladores do evento; pelo Coordenador do Comitê Cientifico de Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades, Augusto de Franco; pela Coordenadora do Projeto de Cooperação Técnica Internacional Prefeitura de Porto Alegre – UNESCO de Governança Solidária Local Mari Perusso; e Secretário Adjunto de Coordenação Política e Governança Local da Prefeitura de Porto Alegre, Toni Proença.

O prefeito profere ainda, a partir das 19h, a Conferência Magna O Modelo de Governança e Gestão da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, que encerrará as atividades do segundo dia da Conferência.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas através do site www.cdmc2008.com.br. Informações também podem ser obtidas na Secretaria Geral da Conferência, pelo e-mail cmdc@smgl.prefpoa.com.br ou pelos telefones (51) 3289.3840/3289.3841/3289.1627.

Imprensa

O credenciamento para a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades deve ser solicitado pelo e-mail luisa@uffizi.com.br

UFFIZI CONSULTORIA EM COMUNICAÇÃO – Fone: 51.3330.6636
Almir Freitas – (51) 9115.8656
almir@uffizi.com.br
Marlise Mattos – (51) 84153179
marlise@uffizi.com.br
Ingrid Holsback – (51) 81518832
ingrid@uffizi.com.br
Luisa Kalil – (51) 99612553
luisa@uffizi.com.br

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Conferência Mundial de Cidades


A CIDADE COMO ATOR PRINCIPAL

Conferência mundial discute, em Porto Alegre, as alternativas e o papel da Cidade nas transformações sociais.

Porto Alegre, 16 de Janeiro de 2008 - A capital gaúcha sediará, entre os dias 13 e 16de fevereiro, no Centro de Eventos da PUCRS, a Conferência Mundial sobre o Desenvolvimento de Cidades - Inovação democrática e transformação social para cidades inclusivas do século 21. O encontro reunirá mais de 500 intelectuais e personalidades de 30 países, que, em diferentes áreas, versarão sobre os inúmeros aspectos do desenvolvimento das cidades e apresentarão experiências que conjugam democracia e inclusão social.

Baseado em quatro eixos principais: Direito à Cidade: políticas locais sobre Direito e responsabilidade dos cidadãos; Governança e Democracia em Cidades: experiências inovadoras de gestão e participação democrática; Desenvolvimento Local em Cidades: processos de investimento em capital social para desenvolver ativos econômicos, ambientais, humanos, sociais e políticos; Sustentabilidade e Cidade-Rede: a emergência das redes sociais e a cidade sustentável do futuro, o evento prevê mais de 280 atividades, ultrapassando 400 horas de debates, em quatro dias. A expectativa é que mais de 3.500 pessoas participem das discussões.

Promovida pela prefeituras de Porto Alegre e de Roma, Ministério das Cidades – Governo Federal, Confederação Nacional dos Municípios, Governo do Estado e Caixa Econômica Federal, a Conferência Mundial sobre Desenvolvimento de Cidades mobiliza mais de 30 instituições nacionais e internacionais que apóiam o evento, entre elas, as três principais agências da Organização das Nações Unidas - UNESCO, UN-HABITAT e UNDESA - Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Cidades e Governos Locais Unidos, Federação Latino-Americana de Cidades, Copesul e Gerdau.

O evento é voltado para gestores públicos, empresários, acadêmicos e especialistas, lideranças comunitárias e sociais, promotores governamentais e cidadãos engajados, e norteado por 40 questões-chaves criadas por um Comitê Científico formado lideranças de diferentes segmentos.

Uma programação intensa garante atividades das 9h da manhã, quando se realiza a Mesa de Abertura, em que especialistas apresentam seus estudos sobre o tema do dia, até às 21h, quando encerra a Conferência da Noite, em que os convidados respondem às questões formuladas pelo Comitê Científico. Ao longo do dia, oficinas, painéis, minicursos e call papers garantem a diversidade de olhares que buscam desvendar os caminhos e os desafios do Local em um novo projeto social Global.

Eventos Paralelos

Aproveitando a efeverscência de idéias e reflexões do momento, outros eventos de cunho internacionais e nacionais farão parte das atividades paralelas. São eles: Encontro Mundial da CARE Internacional; III Encontro Nacional de Secretários e Assessores Municipais de Relações Internacionais do Brasil; Fórum de Secretários de Administração Municipais (FONAC); Congresso Ibero-Americano sobre Prevenção à Violência; Lançamento oficial do Sistema Nacional de Informações sobre Cidades, pelo Ministério das Cidades.

Lançamento do Prêmio Cidades Inclusivas / Inclusive Cities Award

Durante a Conferência será formatado o Prêmio Cidades Inclusivas, uma espécie de Nobel das Cidades. A iniciativa conjunta e inédita das cidades de Porto Alegre e Barcelona, UN-HABITAT, UNESCO e CGLU tem por objetivo premiar cidades comprometidas com a inclusão de todos os seus cidadãos e não apenas as melhores práticas, políticas ou projetos. Para tanto, o projeto do prêmio, proposição dos critérios e regulamentos serão elaborados durante os quatro dias da Conferência por um Grupo de Trabalho composto por especialistas no tema, entre eles o secretário de Coordenação Política e Governança Local de Porto Alegre, Cézar Busatto, um dos articuladores da Conferência.

Inscrições

As inscrições podem ser feitas através do site www.cdmc2008.com.br. Informações também podem ser obtidas na Secretaria Geral da Conferência, pelo e-mail cmdc@smgl.prefpoa.com.br ou pelos telefones (51) 3289.3840/3289.3841/3289.1627

Alguns conferencistas confirmados

Agustín Fernández de Losada Passols – Diretor de Relações Internacionais da Região Metropolitana de Barcelona, coordenador geral do Observatório de Cooperação Descentralizada da União Européia para a América Latina e autor de diferentes trabalhos vinculados às relações internacionais dos governos locais. Dirigente da CGLU – Cidades e Governos Locais Unidos (Barcelona / Espanha)

Alison Brown – Professora titular da Escola da Cidade e Planificação Regional, Universidade de Cardiff, Reino Unido, diretora do Mestrado Internacional de Planificação e Desenvolvimento. Assessora de planejamento urbano Centro de Pesquisa em Tecnologia, Infra-estrutura e Planificação Urbana e especialista convidada do projeto do UN Habitat / UNESCO sobre direito à cidade. (Cardiff / Reino Unido)

Anna Kajumulo Tibaijuka – Subsecretária Geral e Diretora Executiva do UN-HABITAT (Nairobi/Kenia)

Antanas Mockus – Diretor do Grupo Federici da Faculdade de Ciências da Universidade Nacional da Colômbia e da Corporação Visionários pela Colômbia..Ex-prefeito de Bogotá. Professor Associado da Faculdade de Ciências da mesma Universidade e Professor convidado na Universidade de Harvard, Robert F. Kennedy Visiting Professor no David Rockefeller Center for Latin American Studies. Doutor Honoris Causa da Universidade de Paris VIII. (Bogotá/ Colômbia)

Bárbara Freitag – Doutora pela Universidade Técnica de Berlim. Ocupa a cátedra “Cidade e Meio Ambiente” na UNESCO. Inúmeras publicações em diversos campos. Coordena um projeto de pesquisa integrada (financiado pelo CNPq) que estuda a transferência das capitais brasileiras, em fase de conclusão. (Berlim / Alemanha)

Bernhard Müller – Diretor do Instituto Leibniz de Desenvolvimento Ecológico e Regional e professor de Desenvolvimento Espacial na Universidade Técnica de Dresden, Alemanha. Realizou amplos trabalhos sobre desenvolvimento urbano e regional sustentável. (Leibniz / Alemanha)

Bernardo Kliksberg – Assessor do Escritório Regional para América Latina e Caribe do PNUD – Programa da ONU para o Desenvolvimento. Entre suas obras mais recentes temos: “Más ética, más desarrollo”; “Ética y Economía”; “Hacia una Economía con Rostro Humano”; “El Capital Social. Dimensión Olvidada del Desarrollo”; “Toward an Intelligent State”; “Mitos y Falacias Sobre o Desenvolvimento Social”; y “Social Management: Some Strategic Issues”. (Washington /EUA)

Charles Duff – Presidente da Jubilee Baltimore, grupo sem fins lucrativos que tem reconstruído mais de 200 edifícios dos bairros históricos em Baltimore. Professor na Universidade Johns Hopkins e no Walters Art Museum. Autor de Antes e agora: Arquitetura de Baltimore, 2006, e Arquitetura de Baltimore (2004). (Baltimore / EUA)

Cláudio de Moura e Castro – Economista, escritor, mestre em Educação, Ph.D em Economia pela Universidade de Vanderbild, possui mais de 30 livros publicados e é articulista da revista Veja.(Brasil)

David de Ugarte – Economista, sócio fundador da Sociedade das Índias Eletrônica. Autor de diversos livros sobre a sociedade em rede. Um dos maiores especialistas em sociedade em rede da atualidade. (Madri / Espanha)

David Westendorff – Fundador e sócio da Urbanchina Sócios, especialista em planificação participativa no país. Trabalhou 10 anos no Instituto de Investigações das Nações Unidas para o Desenvolvimento Social (UNRISD). Sua obra mais recente é "From Unsustainable to Inclusive Cities". Professor do Centro de Estudos da Moderna China da Universidade de Tsinghua .(Alemanha)

Felipe Pérez Martí – Mestre e Ph.D. em Economia, especialista em Macroeconomia, economia matemática, moeda y banca. Professor do IESA, pesquisa as seguintes áreas: Altruísmo y eficiência econômica, regulação financeira, política cambiaria, software livre e conhecimento livre, poder popular y eficiência administrativa, gerência participativa. Ex-ministro de Planejamento do Governo de Hugo Chavez. (Caracas / Venezuela)

George Mathew – Ph.D em Sociologia. Diretor fundador do Instituto de Ciências Sociais. Tem trabalhado intensamente no sistema de governo local (Panchayati Raj), na descentralização e na governabilidade local. Publicou vários livros sobre gestão pública local e é um colaborador habitual dos jornais e revistas nacionais. (Nova Deli / Índia)

George Matovu – Formado em Administração Pública, tem diversas especializações na área, é Diretor Regional da Associação para o Desenvolvimento Municipal da África Subsahariana. Possui ainda diversas publicações na área. (Harare/ Zimbabwe)

Guenter Dill – Doutor em Ciência Política, possui Estudos de Romanística, História, Sociologia e Filosofia. Diretor do Departamento de Política Internacional Municipal da Área de Cooperação Internacional da Fundação Konrad Adenauer. (Hamburgo / Alemanha)

Guido Bertucci – Atualmente é o responsável pelo Programa das Nações Unidas sobre Administração Pública, Finanças e Desenvolvimento, que promove boas políticas públicas, boa governança e uma administração pública eficiente e competente em todo o mundo. Foi laureado em Ciências Políticas e é Pós-Graduado em Administração na Universidade Católica de Milão. Diretor da Divisão de Administração Pública e Gestão de Desenvolvimento do Departamento das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais – UNDESA (Nova Iorque/EUA)

Guillermo Efrain Tapia Nicola – Graduado em Ciências Publicas e Sociais, Doutor em Jurisprudência, advogado dos Tribunais da Republica do Equador. Secretario executivo da Federação Latino-americana de Cidades, Municípios e Associações de Governos Locais (FLACMA). Secretário Geral da Associação de Municipalidades Equatorianas. (Equador)

James Campbell – Leciona na Universidade de Toledo, Ohio. Autor de “The Community Reconstructs” (1992), “Understanding John Dewey” (1995), “Recovering Benjamin Franklin” (1999), e “A Thoughtful Profession: The Early Years of the American Philosophical Association” (2006). (Ohio / EUA)– Diretor do Doutorado em Administração de Negócios da Universidade do Texas

James S. Fishkin – Professor de Comunicação da Universidade de Stanford. Diretor do Institute for Communication Research e Center for Deliberative Democracy e presidente do Departamento de Comunicação. Ph.D. em Ciência Política e Filosofia. Autor de vários livros. (EUA)

Jan Soderqvist – Escritor, produtor de TV, editor e Colunista. Autor de Netocracy e de Global Empire. (Suécia)

Jerry Mallot – Como diretor executivo do Programa de Desenvolvimento Econômico da Cornerstone e Vice-Presidente Executivo da Câmara Regional de Comércio de Jacksonville, trabalha com todas as áres de recrutamento para negócios, desenvolvimento de comércio, negócios em geral e pesquisa. (Jacksonville/EUA)

Joan Prats – Doutor em Direito pela Antiga Universidade de Souborne em Paris e Doutor em Direito, Prêmio Extraordinário, pela Universidade Autônima de Barcelona. Atualmente é o Diretor Executivo do Institut Internacional de Governabilitat de Catalunya. Desenvolve atividade extensa como conferencista em congressos relevantes sobre Administração Pública, Governabilidade e Desenvolvimento Institucional. É autor de diversos livros e artigos no campo da Administração Pública, Governabilidade e Desenvolvimento Institucional. (Barcelona/Espanha)

Jonathan Lash – Bacharel pela universidade de Harvard, com mestrado em Leis pela Universidade Católica da América, presidente do Instituto de Recursos Mundiais desde 1993. Sob sua liderança, o instituto foi pioneiro no uso de tecnologias digitais para resolver problemas ambientais, impulsionou a comunidade de negócios a promover o desenvolvimento sustentável e criou mecanismos para fortalecer os grupos civis da sociedade. Diretor da World Resources Institute – WRI. (Washington / EUA)

Jules Patenaude – Sociólogo e urbanista, especialista em consulta e participação popular, tem coordenado o projeto Montreal Charter of Rights and Responsibilities e trabalha atualmente na sua implementação. No último ano, escreveu guias práticos sobre participação popular, publicados pela cidade de Montreal. Executivo da Prefeitura de Montreal. (Montreal / Canadá)

Kenichi Ohmae – Especialista em Planejamento Estratégico. Autor de mais de 100 livros, incluindo o famoso The Mind of the Strategist. É o fundador e diretor Administrativo da Ohmae & Associados. Ocupou variadas posições em prestigiosas universidades ao redor do mundo. Atualmente é Professor de Políticas Públicas na Escola UCLA, de Pesquisa publica e social. (Japão)

Ladislau Dowbor – Doutor em Ciências Econômicas, professor titular da PUC de São Paulo e consultor de diversas agências das Nações Unidas. Autor de várias obras publicadas e numerosos trabalhos sobre planejamento econômico e social. (São Paulo / Brasil)

Larry A. Hickman – Diretor do Center for Dewey Studies e professor de Filosofia na Southern Illinois University Carbondale. (Illinois / EUA)

Leda Guidi – Diretora de projeto do Civic Network Service Iperbole / Internet. Diretora editorial do portal municipal, especialista, consultora e professora sobre redes cívicas/sociais, a nova mídia, processos de participação democráticos (e-democracy e e-gov). Artigos e trabalhos publicados sobre ICT, e-inclusion assuntos de gênero. (Bolonha / Itália)

Luiz Eduardo Garzón – Atual Prefeito de Bogotá. Em maio de 2001, como presidente da CUT, recebeu o Prêmio “George Meany-Lane Kirkland” de Direitos Humanos da AFL-CIO, organização sindical dos Estados Unidos. (Bogotá/Colômbia)

Marcello Balbo – Professor de Planejamento Urbano na Università Iuav di Venezia, Itália. Chefe do Programa Master em Desenvolvimento Urbano e Reconstrução. Coordenador do MIUrb / AL projeto sobre migração internacional cidades na América Latina e chefe da Cadeira da UNESCO sobre Inclusão Social e Espacial Internacional dos Migrantes. (Veneza / Itália)

Michael Shuman– Vice-presidente da Enterprise Development for the Training and Development Corporation in the United States. Diretor do Institute for Economic Empowerment for Village Foundation. Reconhecido por sua pesquisa sobre vantagens econômicas de negócios de pequena escala na era da globalização. (Washington / EUA)

Oded Grajew – Formado em Engenharia Elétrica e pós-graduado em Administração de Empresas Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Membro do Conselho Deliberativo do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, integra o Conselho do Pacto Global (Global Compact), da Organização das Nações Unidas (ONU), e é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, órgão assessor do Presidente da República. Integra o Movimento Nossa São Paulo: Outra Cidade. (São Paulo / Brasil)

Orhan Kaya – Médico, especialista em Saúde no Trabalho. Vice-prefeito de Participação e Cultura da Cidade de Roterdam. (Roterdam / Holanda)

Pierre Sane – Assistente do Diretor-Geral da UNESCO para as Áreas de Ciências Humanas e Sociais. Doutorado em Política, mestrado em Administração Pública e Políticas Públicas, e MBA da École Supérieure de Commerce et d'Administration des Entreprises de Bordeaux (France). Possui diversas publicações sobre os temas desenvolvimento e direitos humanos. (Paris / França)

Ramon Nicolau i Nos – Especializado em Função Gerencial da Administração Pública, atua hoje como secretário da prefeitura de Barcelona para Participação Cidadã. Foi vereador da Região Metropolitana de Barcelona. (Barcelona / Espanha)

Ricard Gomà i Carmona – Doutor em Ciências Políticas, mestre em Políticas Públicas e Mestre em Estudos Urbanos e Metropolitanos. Professor titular de Ciências Políticas na UAB. Membro da Equipe de Coordenação do Instituto de Governo e Políticas Públicas (IGOP-UAB). Vice-prefeito de Barcelona. Professor visitante em diversas universidades européias e latino-americanas. (Barcelona / Espanha)

Steven Berlin Johnson – Jornalista e escritor americano consagrado, autor de cinco livros, dentre os quais, "Emergência - A Dinâmica em Rede em Formigas, Cérebros, Cidades e Softwares". Colunista das revistas Discover Magazine, Slate, Wired, tendo sido agraciado com o título de Distinguished Writer In Residence da Universidade de Nova Iorque, foi co-fundador da webzine Feed Magazine e recentemente anunciou um novo serviço on-line: outside.in.(Nova Iorque/ EUA)

Os palestrantes estão disponíveis para entrevistas por e-mail ou telefone.

Comitê Científico

O comitê científico é composto por: José Fogaça, prefeito de Porto Alegre; Augusto Franco, consultor da Prefeitura de Porto Alegre; Brigitte Colin, Executiva da Área de Ciências Humanas e Sociais da UNESCO; Fernando Schüler, Secretário Estadual de Justiça e Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul; Guenter W. Dill, Consultor, ex-diretor da Fundação Konrad Adenauer; Klaus Frey, professor da PUCRS; Yves Cabannes, Consultor de Development Planning United University College London; Edésio Fernandes, Consultor de Development Planning United University College London; Arlindo Vilaschi, Executivo do Banco Interamericano de Desenvolvimento; Jaime Vásconez, Presidente do Centro Internacional de Gestão Urbana - CIGU; Makiko Tagashira; Oficial para Assuntos Sociais do Setor de Integração Social do Departamento das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais – UNDESA; Michael H. Shuman, Diretor do Green Policy Institute; Jennifer Sara, Assessora do Banco Mundial – BIRD; David Westendorff - Consultor da UN-HABITAT, Centro de Estudos da Moderna China, Universidade de TSingthua; André Herzog, Assessor do BIRD; Joan Prats, Professor da Universidade de Barcelona; Ricard Goma i Carmona, Vice-Prefeito de Barcelona e dirigente da Cidades e Governos Locais Unidos – CGLU; Patrício Vergara, Vice-Coordenador Geral da Red DETE-ALC; Jules Patenaude – Executivo da Prefeitura de Montreal; Luiz Cezar Queiroz Ribeiro, Coordenador do Observatório de Políticas Públicas e Gestão Municipal do Rio de Janeiro.

UFFIZI CONSULTORIA EM COMUNICAÇÃO – Fone: 51.3330.6636
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