Mostrando postagens com marcador IPEA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IPEA. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Oded Grajew apresenta "Lei de Metas" no Ipea

O coordenador do Instituto São Paulo Sustentável, Oded Grajew, apresenta, às 14h desta terça-feira (10/06) no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), propostas sobre indicadores de que as cidades dispõem hoje e novas variáveis sobre qualidade de vida que precisam ser consideradas pelo poder público e pela sociedade.

Grajew é um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e presidente do conselho do Instituto Ethos de Empresas Responsabilidade Social.

No seminário "Novos indicadores municipais de desenvolvimento e desigualdade", ele também vai detalhar a "Lei de Metas", aprovada neste ano na Câmara Municipal de São Paulo, que obriga os próximos prefeitos a apresentar cumprir metas sociais e ambientais ao longo de seus mandatos.

A idéia é contribuir com as redes de conhecimento que o Ipea vem articulando e começar a elaborar novos indicadores que possam ser generalizados nos âmbitos municipal, estadual e federal e monitorados pela sociedade.

Após o seminário, Grajew e o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, atendem a imprensa.

O quê: Seminário "Novos indicadores municipais de desenvolvimento e desigualdade"
Palestrante: Oded Grajew, coordenador do Instituto São Paulo Sustentável.
Onde: Ipea, SBS, Q1, Bloco J, edifício Ipea-BNDES, auditório do 16º andar,
Brasília – DF.
Quando: terça-feira (10/06), às 14h.

Gabriela Menezes Campos
gabriela.campos@ipea.gov.br

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Ipea: Indústria perde participação no PIB

O documento intitulado Principais características da inovação na indústria de transformação no Brasil está disponível para download aqui
Fonte IPEA

terça-feira, 13 de maio de 2008

Com políticas atuais de inclusão, Brasil só alcança igualdade racial em meio século

Nova pesquisa que mostra que população negra será maioria já neste ano, mas a igualdade com brancos ainda está longe
A população negra será maioria no Brasil agora em 2008, quando se comemoram os 120 anos da Abolição da Escravatura. É o que apontam projeções demográficas de um estudo inédito do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que será divulgado hoje às 12h.
No entanto, permanece a desigualdade no acesso a bens, a serviços e a direitos fundamentais – como educação.Nas atuais velocidade e intensidade de implantação de políticas públicas – focadas ou universais –, a sonhada igualdade só virá daqui cinco décadas, ou quando a Lei Áurea completar 170 anos.
Os pesquisadores do IPEA analisaram variáveis agregadas para todo o país sobre população, escolaridade e renda e compararam por faixas etárias entre negros e brancos a partir de dados primários do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A pesquisa completa vai virar livro a ser lançado ainda neste ano e será apresentada à imprensa amanhã, às 12h.

O quê: Apresentação da pesquisa “Desigualdade racial no Brasil”.
Quando: Às 12h desta terça-feira, 13 de maio de 2008.
Onde: Sala de reuniões do 11º andar do IPEA. SBS, quadra 1, bloco J, Edifício IPEA-BNDES, Brasília (DF)

ESTANISLAU MARIA
Coordenador de Comunicação
www.ipea.gov.br

segunda-feira, 12 de maio de 2008

IPEA avalia impactos econômicos do aquecimento global no Brasil

Fórum de Mudanças Climáticas abre,nesta quarta-feira, conjunto de ações de longo prazo e organiza rede nacional com o objetivo de preparar o país para os possíveis cenários

O pior cenário traçado pelos especialistas mostra que grande parte da Floresta Amazônica desaparecerá até 2080, devido ao aquecimento global, e o nível do mar deve subir de 10 cm a 90 cm.
No Brasil, foram previstos, entre outros impactos:
redução dos recursos hídricos e da vegetação no semi-árido;
aumento de chuvas na região Sudeste, com efeitos na agricultura e na freqüência e intensidade de inundações;
redução na produção nacional de grãos;
secas e inundações na região amazônica;
perda de biodiversidade.

Neste contexto, o IPEA instala às 9h30 desta quarta-feira (14/5) o Fórum de Mudanças Climáticas, que vai:
articular a disseminação de informações sobre as projeções das variações de temperatura, precipitação e nível do mar nas diferentes regiões do Brasil até o final do século 21;
discutir os possíveis impactos econômicos, sociais e ambientais das mudanças climáticas no Brasil;
analisar possíveis medidas de mitigação das mudanças climáticas;
promover a ampliação do grau de influência das mudanças climáticas nas políticas públicas no Brasil, ao mesmo tempo em que promoverá a independência e o rigor acadêmico na analise das informações, gerando maior diálogo e consenso entre os envolvidos em âmbito nacional e internacional.

O fórum será permanente e inaugura uma rede nacional de especialistas no assunto. No âmbito do fórum será desenvolvido um conjunto de ações de longo prazo com o objetivo de aprimorar o planejamento das políticas públicas na preparação do país para enfrentar os possíveis cenários de mudanças climáticas.

O ministro-extraordinário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, e o presidente do IPEA, Marcio Pochmann, fazem a abertura do evento.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também confirmou presença.
Participam ainda dos debates os senadores Leomar Quintanilha (presidente da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado), Cesar Borges e Sibá Machado (membro da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle); o diretor do CDS/UnB, Elimar Pinheiro do Nascimento, o embaixador Sérgio Barbosa Serra e o pesquisador Pedro Leite da Silva Dias (LNCC/CNPq/MCT).

O quê: Fórum de Mudanças Climáticas.
Quando: 9h30 de quarta-feira, dia 14/5.
Onde: Auditório do IPEA. SBS, Q1, Bloco J. Edifício BNDES-Ipea. Subsolo. Brasília (DF)


Estanislau Maria
(Coordenador de Comunicação)
(61) 3315-5334
(61) 9116-6396
(21) 3515-8578

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Renda e educação dos pais pesam mais do que cor em desigualdade racial na escola

Estudo afirma que, no acesso à educação, a origem social influencia mais do que a raça, embora peso da discriminação seja relevante - Foto: Agência Brasil / Elza Fiuza


Brasília, 22/02/2008



TIAGO MALI
da PrimaPagina

A desigualdade de acesso à educação entre negros e brancos no Brasil se deve mais à origem social do que à discriminação de cor. Entretanto, o preconceito também influencia a diferença. Essa é uma das conclusões de um estudo feito pelo Centro de Internacional de Pobreza, uma instituição de pesquisa do PNUD, resultado de parceria com o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas).
O texto, intitulado Toda a Desigualdade Socioeconômica entre os Grupos Raciais no Brasil é causada por Discriminação Racial?, do economista Rafael Guerreiro Osório, faz uma análise detalhada da evolução educacional dos brasileiros nascidos de 1973 a 1977, tendo como base diferentes edições da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, feita pelo IBGE).
O economista acompanhou, por meio das amostras de 1982, 1987, 1992, 1996 e 2005, o acesso da população à educação. Ele dividiu os grupos de acordo com a instrução do chefe da família, a renda familiar e a cor da pele e verificou, por exemplo, a porcentagem de crianças nascidas entre 1973 e 1977 que chegaram aos estavam alfabetizadas em 1982, estavam no ensino médio em 1992 e na universidade em 1996. Para evitar distorções, o estudo controlou fatores que poderiam influenciar o resultado, como região, sexo e idade. A partir dos dados, foi criado um modelo estatístico pelo qual é possível estimar a influência de cada uma das variáveis (educação, renda e cor da pele) no resultado.
Nesse modelo, os fatores que influenciaram o sucesso educacional (chegar ao nível de escolarização indicado para a idade) são os socioeconômicos, mais do que a cor da pele. Por exemplo, a probabilidade de uma criança de 7 anos estar alfabetizada em 1982 cresce quando a educação do chefe de família e a renda da casa são maiores, independentemente de o aluno ser branco, preto ou pardo. A região também influencia, e a probabilidade cresce na seguinte ordem: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Desse modo, a criança nascida na região Norte teria menos chances de estar alfabetizada, e a nascida no Sul, mais chances. Esse padrão de influência da educação dos pais e da renda se repete em todos os níveis analisados — ensino fundamental, ensino médio e superior.
O fato de a região e de a origem social serem mais relevantes que a discriminação por cor traz uma conclusão ruim, na opinião do autor do estudo. "Isso só mostra que o Brasil é um país com baixa mobilidade social e que o peso da origem social é grande. É muito difícil para alguém com renda baixa e cujos pais não tiveram acesso à educação conseguir atingir um nível educacional alto", afirma Osório. Para o especialista, isso pode explicar a manutenção dos negros entre os segmentos de renda mais baixos da sociedade e a perpetuação de uma desigualdade racial que vem dos tempos da escravidão.
Influência importante
Uma parte central do estudo analisa como se comporta a influência da discriminação por cor. A constatação de que o fato de ser negro faz, sim, diferença é sustentada pela observação de que pretos e pardos levam desvantagem em todos os indicadores de acesso à educação, mesmo quando a renda e a escolarização dos pais são iguais às dos brancos. Por exemplo, entre um negro e um branco nascidos entre 1973 e 1977 na região Norte, provenientes de famílias com o mesmo nível de renda e com os pais com o mesmo grau de instrução, eram maiores estatisticamente as chances de o branco estar na universidade em 1996.
Essa diferença em relação à cor é encontrada em maior ou menor escala em praticamente todos os cenários analisados. "A grande novidade que trazemos é conseguir medir onde a discriminação exerce maior influência para atingir a educação. E, nesse sentido, são justamente os negros de classe média que sofreram mais os efeitos negativos da discriminação na geração analisada", afirma Osório.
Para esse segmento da sociedade, ser negro estava relacionado a menor probabilidade de ter entrado na universidade em 1996. O estudo identificou um padrão: quanto maior a disputa por acesso ao ensino (poucas vagas e muitos em condição de concorrer a elas), mais a cor da pele influencia o sucesso educacional — sempre com desvantagem para pretos e pardos.
Nos domicílios de menor renda e menor instrução, a cor da pele faz pouca diferença na probabilidade de uma criança nascida entre 1973 e 1977 ter chegado à faculdade em 1996 — nessas condições, a chance é pequena tanto para pretos ou pardos quanto para brancos. Na outra ponta, quando negros e brancos estão entre o 1% mais rico da população, a influência da cor no acesso à universidade também é pequena: a probabilidade é alta para os dois grupos.
É, portanto, na camada intermediária que a cor pesa mais. Para uma pessoa que estivesse entre os 20% mais ricos do Brasil, nascida no Nordeste em uma família cujo chefe estudou até a quarta série do ensino fundamental, a influência da cor da pele no acesso à universidade é o dobro de uma pessoa com as mesmas características, mas que estivesse entre os mais pobres.
Do mesmo modo, quando havia mais disputa pelas classes de alfabetização, em 1982, ser branco ou negro fazia diferença — era menor a chance de um preto ou pardo estar alfabetizado. Já em 2005, a influência da cor da pele era pequena. O que aconteceu entre os dois períodos? O acesso à alfabetização foi universalizado: quase todos têm oportunidade de atingir esse nível educacional na idade certa. Isso significa, portanto, que, quanto maior o acesso à educação, menor os efeitos da discriminação por cor.
Cotas
Rafael Osório aproveita a conclusão para recuperar um assunto polêmico, não abordado no estudo: "Isso significa que universalizar a educação é melhor do que a política de cotas? Depende da urgência com que o Brasil quer tratar a questão. Dar oportunidade a todos para chegar à universidade realmente acabaria com a desigualdade racial nesse caso. Mas precisamos ver até onde isso é possível de ser feito e a urgência das pessoas que estão na idade de estudar. As cotas podem ser um bom instrumento para corrigir com rapidez essa desigualdade racial, motivada, entre outros motivos, também pela discriminação", afirma.


Leia o estudo
Toda a Desigualdade Socioeconômica entre os Grupos Raciais no Brasil é causada por Discriminação Racial?