Mostrando postagens com marcador Petrobrás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Petrobrás. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Petrobras anuncia nova descoberta na Bacia de Santos

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Petrobras anunciou mais uma descoberta em águas ultra-profundas da camada pré-sal da Bacia de Santos. A descoberta pelo consórcio formado pela Petrobras, a Shell e a portuguesa Galp Energia foi no poço pioneiro no bloco BM-S-8.

Em nota, a Petrobras informa que “análises preliminares indicam que a densidade do petróleo está entre 25 e 28 ºAPI - comparável à de outras descobertas do pré-sal da Bacia de Santos”.

De acordo com a Petrobras, o poço está localizado a cerca de 250 quilômetros da costa do estado de São Paulo, em águas onde a profundidade é de 2.139 metros.

O consórcio prepara o Plano de Avaliação de Descoberta, que será encaminhado à Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O petróleo descoberto na área conhecida como Bem-Ti-Vi é leve – portanto de melhor qualidade –, o que aumenta a importância da descoberta, uma vez que o país é auto-suficiente em petróleo pesado, mas ainda é obrigado a importar petróleo leve para fazer a mistura durante o processo de refino.

O poço encontra-se a uma profundidade de 6.773 metros e foi foi comprovado pela análise de amostras do petróleo por meio de teste de formação em reservatórios situados a cerca de 6.000 metros de profundidade.

Notícias sobre a descoberta circularam durante todo o dia de hoje em razão da entrevista concedida ontem (20) pelo presidente-executivo da Galp indicando o anuncio da conclusão positiva dos trabalhos de perfuração no poço pioneiro.

Hoje, as ações da Petrobras voltaram a subir na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa): 1,6% as preferenciais e 1,3% as ordinárias.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Falta de álcool afeta seis estados e o Distrito Federal, segundo a Fecombustíveis

Sabrina Craide
Repórter da
Agência Brasil

Brasília - Pelo menos seis estado e o Distrito Federal estão enfrentando problemas de desabastecimento de álcool, tanto o hidratado como o anidro, que é adicionado à gasolina. A informação é da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que afirma que o desabastecimento está afetando a comercialização de álcool e de gasolina em algumas regiões.
Segundo a entidade, os estados afetados são Minas Gerais, Paraná, Amazonas, Pará, Goiás, o interior de São Paulo e o Distrito Federal.
“Alguns postos, inclusive, foram obrigados a fechar, em meio à falta de álcool hidratado e de gasolina”, diz a entidade em nota à imprensa.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Paiva Gouveia, culpa a falta de estoques nas distribuidoras pela escassez de álcool nos postos.
“Houve essa falta porque não tem estoques, e sem estoque a reação é muito rápida. Quando o estoque está baixo como agora, que estamos saindo da entressafra, pode acontecer uma dificuldade de abastecimento”, explicou.
Ele garantiu no entanto que a situação já está sendo normalizada e que não existe risco de desabastecimento. “O que existe é um desconforto do consumidor, que pode chegar a um posto e não ter álcool, ele vai ter que procurar outro que tenha”, disse.
Já a Petrobras Distribuidora disse que a chuva dificultou a moagem de cana-de-açúcar e prejudicou a produção do álcool nas usinas. “Dessa maneira, as usinas não puderam entregar o produto conforme previamente contratado”, disse a empresa também em nota.
A Petrobras Distribuidora garantiu hoje (12) a entrega de 1,8 milhão de litros nos terminais de São Paulo, Barueri e Guarulhos para o abastecimento dos postos da Grande São Paulo e de 800 mil litros de álcool hidratado para o abastecimento dos postos de Belo Horizonte, que corresponde ao dobro da demanda local diária, segundo a empresa. No caso de São Paulo, a BR diz que o volume significa um incremento de 12,5% em relação ao que é consumido por dia.
Para o presidente do Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool de Minas Gerais (Siamig), Luiz Custódio Cotta Martins, a chuva é uma “desculpa que a Petrobras deu”.
“Com a chuva, diminuiu a produção, mas tínhamos estoques”, argumentou. Segundo ele não há escassez de álcool, mas sim falta de logística das distribuidoras.
“Hoje temos um estoque de mais de 800 milhões de litros e a produção diária ultrapassa o consumo diário e dá para abastecer o mercado nos próximos 15 dias”, disse.
Em nota, o Siamig diz também que são infundadas as informações de dificuldade de retirada do produto das usinas. “As áreas de tancagem são asfaltadas e não impedem que a distribuidora se abasteça do produto”, afirmou.
A União da Indústria da Cana-de Açúcar (Unica) também disse que não há falta de álcool nem qualquer comprometimento do abastecimento. “As dificuldades para produção que ocorreram no início da safra 2008/09, essencialmente causadas pelo excesso de chuvas, já foram superadas e a produção segue seu ritmo normal”, afirmou a entidade, em nota.
Segundo a Unica, eventuais problemas de abastecimento em postos específicos podem estar sendo provocados por causa da prática de algumas distribuidoras de não manter estoques operacionais mínimos compatíveis com o crescimento da demanda.
“Os estoques nas distribuidoras chegaram a estar abaixo do normal no início desta semana, mas em nenhum momento baixaram a ponto de comprometer o abastecimento ou o fornecimento aos postos”, diz a nota da Unica.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Petrobras anuncia descoberta de campo que pode ser o terceiro maior do mundo

Cristiane Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Haroldo Lima, anunciou hoje (14) que a Petrobras descobriu um "megacampo" de petróleo e gás na Bacia de Santos, no Rio de Janeiro.
"É a maior descoberta dos últimos 30 anos no mercado de petróleo e este campo seria o terceiro maior do mundo", disse Haroldo Lima.Segundo Lima, o Campo Carioca fica perto do Campo de Tupy descoberto no ano passado.
De acordo Lima, as reservas do novo campo são estimadas em 33 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás associados), enquanto as reservas do campo de Tupy são estimadas de 5 a 8 bilhões de barris.
Alterada para correção do nome da Bacia (o correto é Santos, e não Campos)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

“Queremos continuar produzindo velas”, dizem os fabricantes de velas

Como desdobramento da falta crônica de parafina no mercado brasileiro, a Abrafave – Associação Brasileira dos Fabricantes de Velas, posicionou-se de maneira exemplar, enfrentando a crise de frente e tentando junto à Petrobras (única fabricante de parafina no Brasil) e à ANP – Agência Nacional de Petróleo, resolver de vez essa situação que desde o final de 2007 atingiu a todos os fabricantes de velas do país.
Tudo começou no final de 2007 quando a REDUC e RELAM (fábricas da Petrobrás que produzem parafina) pararam para manutenção.
Em janeiro de 2008, a crise assolou o mercado fortemente, teve uma pequena melhora em fevereiro e se agravou em março.
Após algumas reuniões entre Abrafave e Petrobrás, chegou-se a conclusão de que houve uma pequena melhora, uma vez que mesmo com a REDUC parada, a RELAM está funcionando com 75% de sua capacidade de produção de todo volume previsto para este mês.
A Petrobrás não possui capacidade para gerar grandes saldos excedentes e portanto resolver este problema em curto espaço de tempo. A Petrobrás e seus distribuidores, empenhados em resolver o problema o mais rápido possível, tem realizado e continuarão realizando importações.
Só a Gequimica importou desde novembro de 2007 até março de 2008, mais de 3.000 tons, porém as dificuldades para encontrar produto agravam-se dia após dia em decorrência da conjuntura mundial.
A crise é mundial
O Sr Jozarba Cavalcante Rodrigues, Presidente da Abrafave descreveu a crise como sendo a maior dos últimos tempos. E todos os fabricantes de velas do país fazem coro com ele. Por todo o mundo, a situação tem se agravado. Uma grande produtora de parafinas nos EUA já anunciou que irá encerrar sua produção de parafinas até o final de 2.008. Motivo: alteração de seus processos produtivos de óleos lubrificantes.
Nos quatro cantos do mundo empresas produtoras de velas tem buscado formas alternativas à parafina. Diversas gorduras vegetais e animais tem sido desenvolvidas com bons resultados.
Aqui no Brasil o sebo bovino já conquistou seu espaço e hoje é responsável por mais de 15% da composição média das velas produzidas aqui. Na Ásia constata-se que é cada vez maior a participação da cera de palma na fabricação de velas. Novos materiais estão sendo desenvolvidos cabendo ao fabricante a iniciativa de testá-los.
Assessoria de Imprensa
Yara Rocca
Abrafave

terça-feira, 25 de março de 2008

Aprovado desdobramento de ações da Petrobras

Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Em Assembléia Geral Extraordinária realizada ontem (24), na sede da Petrobras no centro do Rio de Janeiro, os acionistas da empresa aprovaram proposta de desdobramento das ações da companhia em 100% - o que significa que cada uma das ações passará a valer duas.
A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da Petrobras em nota oficial divulgada no final da noite. Segundo a nota, a decisão valerá para todas as ações representativas do capital social da petrolífera, o que significa que engloba tanto as ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), como os papéis da empresa negociados na Bolsa de Nova York (ADRs).
Com a decisão da Assembléia Geral Extraordinára, será distribuída gratuitamente uma nova ação da mesma espécie para cada ação de posse do investidos em 25 de abril deste ano, o mesmo acontecendo com os investidores detentores das ADRs .
Na mesma reunião foram aprovadas a incorporação à Petrobras das empresas Pramoa Participações e UPB Participações, além da nomeação de uma empresa especializada para que seja feita a avaliação dos laudos relativos às operações de incorporação.
Tanto a decisão de desdobramento quanto a da incorporação já haviam sido antecipadas pelo diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, quando da divulgação do balanço financeiro da companhia relativo ao ano passado.
Com a decisão, justificou Barbassa na ocasião, as ações da estatal ficariam mais acessíveis aos pequenos investidores, uma vez que a valorização das mesmas nas bolsas as havia tornado muito caras.
O balanço financeiro da Petrobras, divulgado no dia 3 deste mês, indicou que as descobertas de dois campos gigantes na chamada camada pré-sal elevaram o valor da companhia em 87%, entre 2006 e 2007.
A estatal passou a valer no mercado R$ 429,9 bilhões, contra os R$ 230,4 bilhões de 2006.Apesar dessa valorização, a companhia fechou 2007 com um lucro líquido de R$ 21,5 bilhões, resultado 17% inferior ao de 2006, em razão da valorização do real frente ao dólar e também de aporte de recursos feitos pela companhia para dar maior estabilidade de longo prazo ao plano de pensão de seus funcionários (Petros), como explicou à época o diretor financeiro da empresa.
Fonte: Agência Brasil

Poli/USP cria equipamento que pode aumentar em até 25% a extração de óleo de xisto

O Brasil possui a segunda maior reserva de xisto (folhelho pirobetumionoso) do mundo, volume que equivale a pelo menos 35 vezes a reserva total de petróleo do País.

O Departamento de Engenharia de Minas e Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) está desenvolvendo, em parceria com a Petrobras, um equipamento que possibilitará aumentar a extração de óleo do folhelho pirobetuminoso em 25%. O folhelho pirobetuminoso é uma rocha sedimentar oleífera, popularmente conhecida como xisto, que contém um complexo orgânico chamado querogênio da qual se extrai óleo e gás por um processo de decomposição térmica. O Brasil possui a segunda maior reserva deste minério no mundo, cujos subprodutos são similares ao do petróleo.
O aproveitamento de 25% a ser propiciado pelo equipamento da Poli se dará porque ele é capaz de extrair óleo de fragmentos finos de xisto, que hoje não são aproveitados no processo de extração usado pela Petrobras. Por esse processo, a rocha, depois de lavrada em mina a céu aberto, é transportada para um britador, onde é reduzida de tamanho e, em seguida, aquecida em um reator. Isso faz com que o óleo seja liberado. O problema é que somente as frações maiores da rocha, com mais de meia polegada, podem ser processadas pelo atual sistema.
“O que criamos foi um equipamento capaz de processar partículas bem finas da rocha, com menos de meia polegada de espessura”, explica o coordenador do projeto, o professor Giorgio De Tomi, do Departamento de Minas e Petróleo da Poli. No caso, usa-se água, sob pressão, para arremeter os fragmentos de xisto contra um obstáculo metálico. “Com o impacto, as frações se quebram em partículas ainda menores e o óleo é separado”, explica.
Extração sustentável – O equipamento desenvolvido pela Poli também diminuirá o impacto ambiental, evitando que milhares de toneladas de rejeitos sejam depositadas no meio ambiente sem o aproveitamento do óleo. Hoje, das 10 mil toneladas diárias de xisto lavradas na unidade da Petrobras em São Mateus do Sul, no Paraná, cerca de 80% são processadas, ou seja, aproveitadas para a extração de óleo e gás e demais derivados. Os 20% restantes são rejeitados por estarem abaixo da granulometria adequada para o processamento. “A idéia, agora, é utilizar os dois processos, aproveitando todo o material que hoje é rejeitado”, conta De Tomi.
Um protótipo do equipamento desenvolvido pelo pesquisador acaba de ser montado no Departamento de Minas e Petróleo da Poli. Assim que os testes terminarem, ele será produzido em escala industrial e poderá ser instalado em São Mateus do Sul, onde estão concentradas as operações da Petrobras. Nessa unidade, a Petrobras produz, a partir da exploração do xisto, óleo combustível, nafta industrial, gás combustível, gás liquefeito (GLP), enxofre e fertilizante (água ácida).
Mineral estratégico - De acordo com o engenheiro da Petrobras Leandro Carlos dos Santos, que participa do projeto em conjunto com a Poli, o xisto tem uma grande importância estratégica para o País. “Isso porque seus produtos são equivalentes ao do petróleo, sendo, portanto, uma alternativa energética expressiva”.
A Petrobras detém a patente internacional do único processo moderno, em operação comercial, para extração do óleo de xisto – o Petrosix. Outros processos existentes são muito antigos ou não conseguiram atingir o estágio industrial. A patente do equipamento da Poli já foi requerida pela USP.
A maior parte do xisto localizado em território nacional pertence à formação Irati, que abrange os Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Goiás. Se fosse possível minerar todo o xisto existente na formação Irati, seriam extraídos cerca de 800 bilhões de barris de óleo. “Esse volume equivale a pelo menos 35 vezes a reserva total atual de petróleo no Brasil”, diz Santos. “Portanto, ter essa reserva torna-se estratégico na medida em que, se for mantido o atual ritmo de consumo, os estoques mundiais de petróleo serão suficientes para apenas mais quatro decadas”, finaliza.

Acadêmica Agência de Comunicação
Assessoria de Comunicação e Imprensa
Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo
Escola Politécnica da USP
Érika Coradin
(11) 5549-1863 / 5081-5237 / 9185-9557
academica@academicacom.com.br

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Feti promove palestras com equipe da Petrobrás

Fundação de Ensino Técnico Intensivo (FETI) trouxe à cidade nesta quinta-feira (14) uma equipe do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo (PROMINP), para ministrar palestras do Projeto do Fórum Regional com o objetivo de mostrar ações desenvolvidas no processo de capacitação profissional para as usinas sucroalcooleiras.
O evento, que começou nesta quinta-feira e segue até esta sexta-feira (dia 15) na sede da FIEMG, conta com empresas parceiras como a EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), UTRAMIG (Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais), EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), SECTS (Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia) e SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial).
No encontro estiveram presentes representantes das empresas parcerias, subsecretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Luiz Fernando Gobbo, a equipe da FETI, diretores da Petrobrás e empresários da região. O secretário-executivo do comitê setorial do PROMINP, Michel Fabianski, apresentou aos presentes as ações sobre o Plano Nacional de Qualificação Profissional e falou da importância dos projetos sobre a infra-estrutura de Capacitação no Biocombustíveis.
Segundo o coordenador do Fórum Regional do PROMINP, Antônio Humberto Pereira de Almeida, este evento é de grande importância para a região devido à vinda de novas usinas sucroalcooleiras. “É uma ferramenta para alavancar o desenvolvimento das indústrias e incentivá-las a capacitar os profissionais aumentando a geração de renda”, ressalta.
O programa, que faz parte da Petrobrás, já qualificou 112 mil profissionais em 160 categorias, sendo 10% dos profissionais para nível superior e 90% para nível técnico.

Prefeitura Municipal de Uberaba
Departamento de Comunicação - 14/02/2008

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Seis carros mineiros e um do DF disputam a XIV Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS

Competição reunirá 70 equipes do Brasil, Venezuela e Colômbia, entre os dias 13 e 16 de março, em Piracicaba, SP

Se depender do otimismo, o pódio da XIV Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS terá mineiros e brasilienses. Agendada para 13 e 16 de março, no ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo), em Piracicaba, SP, a competição vai reunir 70 equipes, seis delas de Minas Gerais e uma de Brasília.

As equipes consideram-se favoritas. Os alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a terceira colocada em 2007, terão dois Baja SAE, enquanto que a equipe da Universidade de Brasília, campeã da Etapa Nordeste, aposta muito no novo projeto.

Ao todo, cerca de 800 universitários participam da competição, e representam 55 instituições de ensino, de 13 estados brasileiros, Brasília, Colômbia e Venezuela. Além dos alunos da UFMG, Minas Gerais será representada por duas equipes do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-MG) - Cefast 01 e Cefast 02 -, uma da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), equipe Cerrado, e uma da Universidade Federal de Itajubá, equipe Saci.

TECNOLOGIA

Para tentar o pódio, os alunos da UFMG apostam em novo baja. “Começamos do zero”, afirma Osvane Faria, capitão da equipe Baja UFMG 2, ao destacar que o veículo terá diferenciais importantes em relação ao carro antigo, que será utilizado pela equipe Baja UFMG 1.

“O novo Baja SAE vem com sistema de suspensão Duplo Leque, tanto na parte dianteira quanto na traseira, além de ser mais leve (cerca de 130 kg)”, revela o capitão. Os ‘bajeiros’ da UFMG depositam também esperanças no projeto antigo. “Ele vem dando bons resultados”, comenta Faria.

Já as equipes Cefast 01 e Cefast 02 do Cefet disputam a competição com expectativas de repetir o resultado de 1999, quando o Centro Tecnológico se sagrou campeão. “Não queremos só melhorar nossa classificação (9º lugar em 2007), mas vencer a competição pela segunda vez, pois atingimos um nível elevado e nos consideramos altamente competitivos frente aos adversários”, afirma Rafael Sabioni, capitão da Cefast 01.

DISTRITO FEDERAL

A Universidade de Brasília (UnB) é a única instituição de ensino do Centro-Oeste a participar da competição de bajas e será representada pela equipe Piratas do Cerrado, que tem como meta ficar entre as 10 primeiras equipes na classificação geral. A equipe vem credenciada pela conquista da III Competição Baja SAE BRASIL – Etapa Nordeste, realizada em 2007, na Bahia.

Algumas das novidades no projeto, segundo a equipe, são a utilização de subchassis, que permitem uma manutenção mais eficiente, uma caixa de direção automotiva projetada pelos alunos e adoção de materiais nobres como alumínio aeronáutico. “Estamos indo com um projeto totalmente novo, com peças novas e reutilização mínima de componentes”, conta Bruno Veloso, componente da equipe, composta de 20 estudantes, 11 deles veteranos na competição.

Neste ano, as duas equipes que obtiverem as melhores colocações ao final das provas dinâmicas e estáticas poderão representar o Brasil na Baja SAE Montreal, competição que será realizada pela SAE International, entre 11 e 14 de junho, em Montreal, no Canadá. Nos Estados Unidos, o Brasil é tricampeão na modalidade.Vilmar Fistarol, presidente da SAE BRASIL, destaca o caráter educativo da Competição Baja SAE. “A competição estudantil da associação possibilita o aprofundamento técnico dos futuros engenheiros, que passam a ter contato com desafios reais, similares aos que enfrentarão depois de formados”, afirma Fistarol, ao lembrar que os universitários brasileiros são tricampeões mundiais na categoria Baja SAE, em competições internacionais realizadas nos EUA.

COMPETIÇÃO

A Competição tem início ainda em janeiro, com o envio de relatórios técnicos de cada projeto e segue com o desenvolvimento e construção dos veículos quase sempre dentro das instituições de ensino. Quando chegam em Piracicaba, os Baja SAE são submetidos a avaliações de segurança, aceleração, velocidade, manobrabilidade, tração e um enduro de resistência, com quatro horas de duração, realizado em pista de terra cheia de obstáculos. Além disso, a partir deste ano, as equipes deverão apresentar o projeto para uma banca de juízes, especialistas da indústria.

14ª Competição Baja SAE BRASIL-PETROBRAS
Data: 13 a 16 de março de 2008
Local: ECPA (Esporte Clube Piracicabano de Automobilismo)
rodovia SP 135, km 13,5, bairro Tupi, Piracicaba, São Paulo.


Companhia de Imprensa
Maria do Socorro Diogo
msdiogo@companhiadeimprensa.com.br
Juliana Santos
juliana@companhiadeimprensa.com.br
Lucas Tieppo
lucas@companhiadeimprensa.com.br
Telefones (11) 4435-0000 – 7204-1921

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

História do Petróleo no Brasil

HISTÓRIA DO PETRÓLEO NO BRASIL - O PETRÓLEO NA AMAZÔNIA

Wladmir Coelho*

“O ministro Juarez Távora - através de uma longa exposição radiofônica - compara o potêncial de produção da bacia amazônica à Venezuela e previa, para o final da década de 1950, que metade do petróleo consumido no Brasil seria proveniente da região.”

Consolidar a Petrobrás, nos primeiros anos da empresa, significou apontar a localização de áreas com potêncial petrolífero além daquelas conhecidas no estado da Bahia. Estas áreas eram reconhecidas inclusive pelo governo que - pelo menos- desde o anteprojeto do "Estatuto do Petróleo" pretendia promover a sua exploração através da concessão.

O primeiro presidente da Petrobrás, General Juracy Magalhães, oferecendo um tratamento científico à questão, contratou, em 1954, os serviços do geólogo Walter Link para um estudo detalhado das áreas com possibilidade de acúmulo de petróleo. O resultado deste estudo seria apresentado em 1961 com conclusões ainda hoje polêmicas.

No mesmo ano de 1954, portanto de modo anterior aos estudos cientificos de Walter Link, os técnicos da Petrobrás perfuram poços nas cidades de Nova Olinda, Autás Mirim e Mauês, no estado do Amazonas, concluindo pela existência de petróleo naquela região.

O governo assume a descoberta como uma realização de grande importância para o futuro auto abastecimento nacional e incumbe o chefe do Gabinete Militar da Presidência da República - General Juarez Távora - de comunicar oficialmente a descoberta.

O ministro Juarez Távora - através de uma longa exposição radiofônica - compara o potêncial de produção da bacia amazônica à Venezuela e previa, para o final da década de 1950, que metade do petróleo consumido no Brasil seria proveniente da região. Entretanto o representante do governo enumerava uma série de dificuldades (técnicas e financeiras) enfrentadas pela Petrobrás para a conclusão deste objetivo e retomava o discurso de defesa da abertura ao capital privado como fórmula de garantir a rápida exploração do mineral descoberto.

A descoberta do petróleo em Nova Olinda é utilizada pelo governo como forma de propor a primeira mudança na política econômica do petróleo posterior á criação da Petrobrás, afirmando o Chefe do Gabinete Militar - durante a entrevista radiofônica -que a empresa petrolífera nacional deveria pedir: "(...) ajuda de empresas particulares que desejem empreitar serviços de pesquisa e exploração, sob o controle da Petrobrás, mediante pagamento das despesas feitas e mais um lucro razoável , exclusivamente com o óleo que conseguirem produzir" (TÁVORA 1955 p.316).

O general não explicava como seria realizada esta "ajuda" e quais eram estas empresas, mas torna visível a movimentação do governo no sentido de alterar ou revogar a Lei 2004 cujo artigo 2º afirmava:

A União exercerá o monopólio [da exploração e comercialização do petróleo] estabelecido no artigo anterior:

I - por meio do Conselho Nacional do Petróleo, como órgão de orientação e fiscalização;

II - por meio da sociedade por ações Petróleo Brasileiro S.A. e das suas subsidiárias, constituidas na forma da presente lei, como órgãos de execução (BRASIL 1954 p.13).

Esta alteração no texto da lei não ocorreu , mas a idéia do auto abastecimento ficou no mínimo "adormecida" e no final da década de 1950 o Brasil não produzia a metade do petróleo consumido internamente, além disto a exploração e pesquisa na região amazônica foi abandonada e rotulada de insuficiente do ponto de vista comercial.

A política econômica do petróleo nos primeiros anos da Petrobrás assumiu uma característica observada no Brasil desde o Estado Novo, priorizando o abastecimento -através do petróleo importado - introduzindo como diferencial a criação de refinarias pertencentes a empresa e dos primeiros projetos para a distribuição do combustível através de dutos.

*Mestre em Direito, historiador, Diretor Cientifico da Fundação Brasileira de Direito Econômico

Fonte: blog Política Econômica do Petróleo de Wladmir Coelho

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Crise no mercado de parafina

“A situação atual da indústria de velas é alarmante”, afirma Jozarba Cavalcante Rodrigues, Presidente da Abrafave – Associação Brasileira dos Fabricantes de Velas.

A Petrobras, único fabricante de parafina no país, parou para manutenção e o reflexo disso o mercado veleiro já está sendo sentido na pele. Não tem parafina e o pouco que tem está muito mais caro. Os preços dispararam. Se a situação não mudar o quanto antes, os fabricantes de velas começarão a demitir funcionários.

Atualmente o setor emprega mais de 30.000 pessoas diretamente nas fábricas que estão espalhadas pelo país. O consumo de vela no Brasil é de 60.000 toneladas por ano, representando US$ 350.000.000/ano. Em 2007 o setor teve um crescimento acima do PIB.

Mas não é só o setor veleiro que utiliza parafina e está sentindo os efeitos da falta dela no mercado. A indústria de móveis, têxtil, fósforo, ceras, emulsões, tintas, material escolar, chiclete, entre outros também estão.

Cerca de 40% das fábricas de velas estão trabalhando com apenas 50% de sua capacidade, uma vez que o setor veleiro consome 60% de toda parafina produzida pela Petrobrás.

Desde o começo do mês de dezembro, quando a Petrobrás começou a parada, o mercado veleiro (principal atingido) começou o ano sentindo fortemente o efeito disso.

O Presidente da Abrafave bem como demais membros da diretoria colocam-se à disposição da imprensa para prestar maiores esclarecimentos e repercutir a notícia nos meios de comunicação do país.

Assessoria de Imprensa
Yara Rocca
Abrafave