Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fotografia. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Entre Amigos & Amores do fotógrafo Pedro Stephan, no MAC-IBIRAPUERA, revela os espaços de socialização GLS do Rio

Após participar dos mais importantes festivais de foto do Brasil, a exposição multimídia “Entre Amigos & Amores - os espaços de socialização GLS do Rio”, de Pedro Stephan estréia no MAC-USP-IBIRAPUERA – um dos mais importantes salões dedicados ás artes visuais no Brasil – no dia 9 de setembro.
A exposição que irá até o dia 19 de outubro, fará parte de um grande salão com três exposições dedicadas á temática GLBT, uma delas da Espanha, a “Colección Visible” traz obras de artistas internacionais consagrados, com trabalhos que se remetem ao relacionamento afetivo entre casais glbt. A outra é do inglês Barry Wolf sobre os transgêneros de São Paulo. Stephan será o único artista brasileiro a participar desse grande evento, promovido pela ABEH (Associação Brasileira de Estudos da Homocultura), que realizará seu quarto congresso nacional na USP em setembro.

A Exposição
Com entre “Amigos & Amores” Pedro Stephan, fotógrafo especializado na temática homossexual, compõe um painel realístico e atual do cenário GLBTT do Rio de Janeiro, fotografando a pluralidade dentro de um segmento social estigmatizado.

A exposição fotográfica multimídia se originou de mais de 100 fotos, de ensaios realizados em diferentes espaços de socialização GLS no Rio.

As imagens percorrem a ampla gama de estilos de vida e comportamento, que algumas vezes passam desapercebidos aos olhos da sociedade. Indo da zona norte à zona sul, dos lugares elitizados aos mais populares e com público de todas as idades, “Entre amigos & Amores” é um convite à reflexão sobre a temática homossexual cada dia mais presente no cotidiano brasileiro.

Para a acadêmica e produtora cultural Heloísa Buarque de Hollanda, que assina um dos textos da exposição, Stephan é pioneiro na fotografia etnográfico-poética urbana brasileira de acento ativista. "Nessa exposição, seu mais recente trabalho, ele faz o mapeamento geopolítico dos espaços de socialização da comunidade homossexual carioca", analisa.
"Esse trabalho pioneiro é o resultado de uma pesquisa realizada ao longo de vários meses, tornando-se de grande importância como estudo antropológico de uma minoria estigmatizada e alvo de preconceitos e deboches", comenta o fotógrafo e curador da exposição Andreas Valentim.

“É uma conquista GLBTT ter uma exposição que mostra de maneira simpática e realista seus locais de convívio e diversão, além de contribuir para desmistificar o estigma que paira sobre a comunidade homossexual”, constata Pedro Stephan, revelando que pretende levar a exposição para outras cidades do Brasil.

Pelo fato ser uma “obra em progresso” Stephan continua fotografando os espaços gays do Rio e na edição paulista do “Entre Amigos & Amores” vai incluir ensaios inéditos recentemente realizados sobre o subúrbio e a baixada fluminense. O fotógrafo mostrará imagens desconhecidas do grande publico e mesmo do publico gay, acostumado a ver na mídia apenas o que acontece na badalada zona sul carioca.

Histórico
A exposição foi lançada em junho no FotoRio 2007 – um dos seis mais importantes festivais de foto do mundo. Causou polêmica ao ser censurada uma semana antes da inauguração. Depois de mobilização da mídia, ONGs gays e de Direitos Humanos e parlamentares pró-cidadania homossexual, reverteu-se a situação e a exposição foi inaugurada, tornando-se o grande frissom do festival. Em seguida, “Entre Amigos & Amores” ocupou a sala Renato Russo, durante o FotoArte Brasília 2007, considerado o maior festival da América Latina, onde teve uma expressiva visitação.

Em janeiro de 2008 a exposição foi para o Sul, onde participou do FestFotoPoa 2008, Festival Internacional de Porto Alegre, um dos mais rigorosos sob o ponto de vista de crítica. Ali Pedro Stephan participou do “Fotograma Livre”, onde fotógrafos emergentes que abordam temáticas inéditas com inovações estéticas são selecionados para participar do festival. O fotografo foi um dos vinte escolhidos entre quase cem fotógrafos de todo o Brasil.

A exposição voltou ao Rio em abril de 2008 e ficou quase três meses no Centro Cultural da Justiça Federal, um dos mais importantes salões dedicados á fotografia no Brasil. Ali teve sucesso de crítica e uma imensa visitação de público ao ponto de ter que ser prorrogada para atender a demanda dos visitantes.

Biografia
Pedro Stephan, além de fotógrafo, é jornalista com atuação intensa na imprensa especializada gay do Brasil e do exterior. Seus ensaios foram publicados nas mais importantes revistas internacionais como a francesa “Tetu Magazine”, editada pelo estilista Yves Saint Laurent; nas alemãs “AK Magazine”, “Siegessaeule” e “Du und Ich”; e nas norte-americanas “Circuit Noize” e “La Vida”, entre outras. Tem mestrado em Comunicação e Cultura na ECO da UFRJ e atualmente faz doutorado em Literatura Comparada Industria Cultural e Outras Artes na Universidade Federal Fluminense.

Contribuiu para importantes trabalhos institucionais, como os cartazes da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo de 2004 e a Campanha de Prevenção à AIDS organizada pelo Grupo militante Arco-Íris, patrocinada pelo Ministério da Saúde e pela UNESCO. Atualmente vem se dedicando a um trabalho de documentarismo antropológico, fotografando os diversos aspectos da cultura homossexual brasileira, além do processo de emancipação homossexual, que talvez seja a grande conquista civil e democrática desta década.

SERVIÇO
Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo Sº. - 3º. andar - Parque Ibirapuera
Quando: 09/09 a 19/10- de terça-feira a domingo, das 9 às 18 horas
Entrada gratuita
Inauguração: Abertura no dia 09/09 – 19 horas

Chris Moraes

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Fotografias e bebês

Crianças de todas as nacionalidades são flagradas em suas várias atividades diárias: escolas, playground, entre amigos, dormindo ou fazendo o que mais gostam: observando o mundo a seu redor.
É assim que esse cubebook faz uma homenagem à inocência e às descobertas do mundo infantil.
Para quem gosta de fotografias e de bebês.
Na Toc na Cuca, você encontra esse título e muito mais, sobre fotografia, life-style, moda, arte, design, animação. É só escolher.


Children (Cubebook)
White Star / 736 páginas
R$49,00


Mais informações:
Raymundo Antunes – (11) 3034-5660
www.tocnacuca.com.br

Material produzido por Katiuscia Zanatta
(11) 3477-2841 ou 94978523 /
katizanatta@gmail.com

quinta-feira, 27 de março de 2008

Coleção de Artistas recebe o fotógrafo João Castilho no Oi Futuro

No próximo sábado, dia 29, o Oi Futuro, anexo ao Museu das Telecomunicações, em Belo Horizonte, recebe o fotógrafo João Castilho para abrir a temporada 2008 do projeto Coleção de Artistas. João apresentará o tema “Entre Rios e Outros Entres”, abordando suas experiências com fotografia no Brasil e na África. A entrada é franca.

“Na palestra, vou apresentar o vídeo Entre Rios, um trabalho surgido de uma ação: coletei objetos ao longo do rio Jequitinhonha e os levei para o Mali, país localizado na África Ocidental. No Mali, os objetos foram colocados em circulação em bairros perto do rio Niger, na capital Bamako. A idéia é discutir, a partir do trabalho, o lugar da fotografia nas artes visuais contemporâneas. Aproveitando o fato de que o vídeo é inteiramente realizado com fotografias e textos, apresentarei também trabalhos em que a fotografia entra em sintonia com a poesia e outras esferas da arte”, explica João.

Coleção de artistas é um ciclo de discussões que compõe o programa palavraimagem, uma parceria entre o Oi Futuro e o Instituto de Educação Continuada (IEC) da PUC Minas, por meio de um de seus cursos de pós-graduação lato sensu, Processos criativos em palavra e imagem.

Os encontros são pautados por análises públicas de artistas que transitam por linguagens variadas. No contexto do projeto, a palavra “coleção” é estimuladora de uma rede semântica diversa e policentrada. Ora a idéia de “coleção” é evocada para anunciar o conjunto de obras de determinados artistas, ora se apresenta como catalisadora metodológica de processos de criação específicos. A concepção da palavra se expande ainda mais no momento em que a proposta da série Coleção de Artistas é conectar olhares multidisciplinares acerca das relações que atravessam gestos criativos.

Em consonância com a temática Redes e Rizomas, um dos eixos que orientam as ações educativas desenvolvidas pelo Oi Futuro Belo Horizonte, propõe-se um intercâmbio de experiências aberto à comunidade em que o ponto de confluência maior é relação entre linguagem, tecnologia e pensamento.



Sobre João Castilho
Nascido em 1978, o mineiro João Castilho é formado em jornalismo pela PucMinas, em 2001, e fez pós-graduação em Artes e Contemporaneidade pela Escola Guignard, em 2003.
Desde 2002 desenvolve o projeto Paisagem Submersa com os fotógrafos Pedro David e Pedro Motta, que inclui website, exposições, instalações e livro a ser publicado pela Cosac & Naify, em 2008.
Em 2007, participou de residência artística no Mali (África), onde realizou o projeto Entre Rios e as séries que compõem a expofoto.
Suas fotografias já foram publicadas em revistas como National Geographic, Conde Nast Traveller Magazine, ViewMag, FS, e nos jornais Le Figaro e Folha de São Paulo. Realizou exposições individuais no Museu de Arte da Pampulha e na Celma Albuquerque Galeria de Arte, além de diversas exposições coletivas no Brasil e na Europa - onde expôs no Noorderlicht Photofestival, na Holanda, e na 5ª Bienal de Fotografia e Artes Visuais de Liège, na Bélgica.
Até o dia 06 de abril, João Castilho está em cartaz no Oi Futuro do Rio de Janeiro com a expofoto Séries, que apresenta a projeção de cerca de 60 fotos, divididas em seis partes. As quatro primeiras foram feitas no Mali, na África Ocidental, e retratam histórias do cotidiano do povo da região. Na seqüência, duas séries voltadas para os sertões brasileiros, concentradas nas paisagens baianas e mineiras.


palavraimagem apresenta: Coleção de artistas – MARÇO

“Entre Rios e Outros Entres”
Convidado: João Castilho
Dia 29 de março – sábado – 10h30
Multiespaço // Oi Futuro - anexo ao Museu das Telecomunicações
Avenida Afonso Pena, 4001
Entrada franca
Tel: (31) 3229-3131


Marcio Batista
Comunicação Corporativa
Oi Fixo 31 21 3131 3095
Oi 31 21 8746 7862
marcio.batista@oifuturo.org.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Cristiano Mascaro lança livro e abre exposição no Instituto Tomie Ohtake


No próximo dia 28 de fevereiro, às 20 horas, haverá abertura da exposição Cristiano Mascaro – Todos os olhares e o lançamento do livro Desfeito e refeito, da BEĨ Editora. Na mesma data, junto ao fotógrafo, a gravadora Anna Letycia e o artista plástico Dudi Maia Rosa também inauguram mostras individuais.


Cinqüenta ampliações foram selecionadas pelo crítico Agnaldo Farias e pelo próprio fotógrafo para integrar a Todos os olhares. A mostra traz o panorama citadino de Mascaro, parte fundadora da sua obra autoral desenvolvida a partir da década de 1980 e presente até hoje em seus trabalhos mais recentes.“Ele é um mestre no que se refere à percepção da arquitetura como protagonista”, explica Agnaldo Farias. “Lavradas em preto e branco, o que comprova sua preocupação em ressaltar a fotografia como um problema de linguagem e não como um convite à ilusão, a obra de Cristiano Mascaro consiste em propor um conjunto de olhares, demonstrando-os como uma modalidade de construção e não como simples operação dos sentidos”, completa.


Abertura da exposição e lançamento do livro 28 de fevereiro, às 20h Instituto Tomie Ohtake Av. Faria Lima, 201 (entrada pela rua Coropés) Pinheiros – São Paulo – SP Tel. (11) 2245 1900 Visitação de terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca Em cartaz até o dia 4 de maio de 2008


Cristiano Mascaro: desfeito e refeito editora BEĨ

páginas 128

formato 29 x 17 cm

ISBN 978-85-86518-93-5

preço R$ 82,50


Informações sobre o livro Assessoria de imprensa

Paula Poleto paulap@bei.com.br

Tel. (11) 3089 8876


Informações sobre a exposição

Marcy Junqueira – Pool de Comunicação


Tel. (11) 3032 1599 Fax (11) 3814 7000

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Viagem ao mundo em 60 cliques - Por Boiteux

A exposição “Destinos Turísticos: uma viagem global” é uma criteriosa escolha de 60 imagens, dentre as mais de 10 mil, captadas pelo turismologo Bayard Boiteux em viagens pelo mundo. O diretor da Escola de Turismo e Hotelaria da UniverCidade, que visitou 90 países para exposição, confessa que não é fotografo: ‘Captei as imagens considerando curiosidades únicas e atrativos inigualáveis’.

A responsabilidade de escolher as fotografias, juntamente com Boiteux, foi dos curadores, professores e amigos Maurício Werner e Roberta Guimarães: ‘Tivemos dificuldades, pois além de ser um número alto, 10 mil, a sensibilidade de Bayard está presente em cada clique. Todas as imagens são especiais’, releva Roberta.

Entre os 90 países que estão: Emirados Árabes, Japão, África do Sul, Ilhas Mauricio, Maldivas, França, Grã Bretanha, Itália, França, Coréia do Sul entre outros.

Bayard Boiteux planeja ainda duas outras exposições para os cariocas – uma somente sobre o Rio de Janeiro e outra com imagens de Buenos Aires.

A mostra é gratuita e ficará aberta ao público até dia 09 de março, de segunda a sexta, das 08h30 às 20h30, na UniverCidade de Ipanema – Av.Epitácio Pessoa 1664.

Bruna Presmic
Assessoria de Comunicação da UniverCidade
Tel.: (21) 3970-6565 / 8697-5842

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Araquém Alcântara lança 'Águas do Brasil'


Em novo livro, Araquém Alcântara, o mais importante fotógrafo brasileiro de natureza, registra a exuberância de rios, lagos e cachoeiras de norte ao sul do país

Livro de arte tem prefácio de Gilberto Gil e textos de Otávio Rodrigues

Pode-se dizer que o fotógrafo brasileiro Araquém Alcântara escreve uma nova e diferente geografia do país. O livro de fotos Águas do Brasil (Editora Terra Brasil), que está chegando às livrarias, é a mais nova comprovação da impressionante documentação visual que realiza.

Com mais de 30 livros como autor e outros tantos como co-autor, desde o início dos anos 70 o artista registra com minúcia o que chama de “essência do Brasil”. Ou seja, os segredos da natureza tropical, sendo considerado pioneiro e um dos melhores fotógrafos do gênero em todo o mundo.

Águas do Brasil deriva de várias expedições fotográficas empreendidas por Araquém nos últimos anos, quando clicou todos os rios, lagos, cachoeiras, peixes, pescadores e banhistas que atraíram suas lentes entre o Oiapoque e o Chuí.

Há cerca de cinco anos, ele percebeu a força de reunir tanta vida (sim, a água parece respirar nas fotos de Araquém) em uma única obra. Viajou por várias partes do país, durante cinco meses em 2007, exclusivamente para concluir algumas captações que não constavam em seu acervo. Entre milhares de opções, selecionou as cerca de cento e trinta fotos que compõem o livro.

Águas do Brasil tem textos de Otávio Rodrigues, prefácio de Gilberto Gil, apresentação de Carlos A. Nobre. Projeto gráfico de Victor Burton e Ângelo Bottino. Edição bilíngüe português-inglês, formato 30 cm x 24 cm, 224 páginas.

A nova geografia

A obra consiste num inédito e atualizado inventário dos riquíssimos recursos hídricos naturais do Brasil – um conjunto que raramente é presenciado pela quase totalidade da população.

É esta a nova geografia que não consta dos livros escolares, tampouco é conhecida em sua plenitude por professores, políticos, gestores públicos, intelectuais, comunicadores e outros formadores de opinião. A relevância global do projeto é, portanto, inequívoca.

A motivação de Araquém Alcântara para compor Águas do Brasil vem de uma causa. O fotógrafo catarinense criado em Santos (SP) já enveredou dezenas de vezes por matas, cavernas, praias e montanhas do país. Habituou-se a avançar com o pântano até os joelhos, carregar quilos na mochila, trabalhar rodeado de mosquitos, avizinhar-se de cobras e onças. Adversidades dessa categoria já não o tiram do sério. Ele soube superar mesmo quando raptado pelos caiapós ou doente de malária. Deixá-lo bravo é mais fácil: basta mencionar desmatamento, poluição ou desperdício de água.

Abundância e seca

A militância explica porque, depois de nos encher os olhos com a exuberância das águas, o novo livro inclui a palidez das palafitas, do chão duro e dos brasileiros que vagam sob o sol do norte, cada um munido de um balde vazio.

Na verdade, todos os trabalhos de Araquém fogem do óbvio e denunciam a ignorância e o descaso, num protesto não-verbal e ao mesmo tempo eloqüente, repleto de ampliações, cores e detalhes generosamente expostos a partir de seu olhar crítico.

O artista resume: “Se nada for feito já pela preservação das nascentes e da natureza em geral, os futuros brasileiros vão nos julgar como, no mínimo, coniventes e assassinos. A destruição acontece a cada minuto. Precisamos fazer alguma coisa”.

O que se vê na carreira de Araquém, com tantas imagens de impacto tornadas públicas, é que ele faz com excelência a parte que lhe cabe.

O livro Águas do Brasil é enriquecido com textos de Otávio Rodrigues situando cada foto e analisando, com objetividade e abrangência, a gravidade do problema da escassez da água doce no mundo, sem esquecer que o Brasil possui o maior manancial do planeta.

O prefácio é de Gilberto Gil. Palavras de João Cabral de Melo Neto, Manoel de Barros, Thiago de Mello, Guimarães Rosa, Pero Vaz de Caminha e outros autores ainda complementam a obra.

Perfil de Araquém Alcântara

“Tenho obsessão pela natureza primitiva, intocada e pura”. Assim, Araquém Alcântara, 57 anos, explica suas escolhas nos mais de 30 livros que lançou como autor ou co-autor em quase quatro décadas de expedições por um Brasil desconhecido dos próprios brasileiros. São registros que fizeram dele um dos pioneiros e mais importantes fotógrafos do gênero no mundo.

Outra de suas motivações é o manifesto visual pela urgência de se encontrar a sustentabilidade em prejuízo da destruição ambiental. Em sua obra pautada por essas duas paixões figura Terra Brasil (DBA, 1998; Melhoramentos, 2001), que já ultrapassou 80 mil cópias e é o livro de fotografia mais vendido no país.

Separados ou em conjunto, as publicações de Araquém compõem um riquíssimo inventário da história natural do país, com o testemunho de uma infinidade de espécies de pássaros, répteis, mamíferos, flores, árvores e outros seres, além das histórias das pessoas que habitam esses locais.

Tudo começou em Santos (SP), para onde Araquém, nascido em Florianópolis (SC), se mudou. Na costa paulista seu pai lhe apresentou a Mata Atlântica. O fez com tamanho respeito pelo verde que encantou o jovem.

“Foi pelas mãos de meu pai em meio à Mata Atlântica que percebi, ainda garoto, a eloqüência da beleza da mata, o quanto ela possui e nos apresenta de mistério, eterno e divino”, diz.

Para ele, documentar a floresta tropical é de uma dificuldade estimulante. “A mata fechada é escura. Ela entrecorta o sol e a sombra. Por um lado, fascina. Por outro, aflige. A mata não é convidativa para um fotógrafo”.

Araquém conta mais: “O trabalho exige silêncio, contemplação e paciência. Sem uma quase simbiose com a mata não se obtém a foto. E, às vezes, o cenário inclui uma onça, um jacaré ou uma jibóia”.

Seu grau de envolvimento com o assunto que focaliza fica ainda mais claro quando Araquém repete frase atribuída ao célebre fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson: “Ele dizia que, para se conseguir uma boa foto, é preciso ter a visão, a mente e o coração na mesma linha de mira”.

Tal dedicação tem lhe rendido importantes manifestações de reconhecimento. Uma das mais recentes é o Prêmio Dorothy Stang de Humanidade, de 2007. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Fernando Pini, concedido pelas indústrias gráficas para Mar de Dentro, considerado o Melhor Livro de Arte do Ano.

Em 2006, recebeu o Prêmio Jabuti, o mais importante do meio literário, na categoria Fotografia, com o livro Amazônia.

Araquém foi o primeiro fotógrafo a documentar todos os 52 parques nacionais do país, como também o primeiro brasileiro a produzir uma edição especial para a National Geographic, intitulada Bichos do Brasil.

Em dezembro de 1997, ele realizou a sua mais importante exposição individual no exterior, Terra Brasil, na Canning House Gallery, em Londres, com 50 imagens dos parques nacionais.

E ainda tem trabalhos seus adquiridos pelos acervos do Museu do Café (Kobe, Japão), do Centro Georges Pompidou (Paris, França), do Museu Britânico (Londres, Reino Unido), do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e do Museu de Arte Moderna (MAM, São Paulo), entre outras casas.

Mais informações estão disponíveis no site oficial do artista: http://www.araquem.com.br/.

Assessoria de Imprensa:
Manoel Carlos Jr. - manecojr@uol.com.br
Luciana Lamanna – lu.4@uol.com.br
Daniela Oliveira – dani.4@uol.com.br
Natalia Mestre – natalia.4@uol.com.br
Tels: (11) 3667.9826 / 3663.1568 / 3661.2445

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Livros como você sempre quis

Superpromoção de inauguração na Toc na Cuca

Todo o acervo da livraria com 20% de desconto. Se isso já seria suficiente para chamar a atenção para o novo endereço, imagine com os melhores preços da cidade: “como somos importadores, conseguimos preços que já são menores que as outras livrarias”, explica Raymundo Antunes, um dos donos do negócio.

Livros de Arte, Cinema, Moda, Fotografia, Design, Decoração, Toys e Animação fazem parte do acervo de cerca de 1500 títulos, alguns deles aguardados de forma ansiosa por grandes profissionais desses mercados.

Os descontos também são válidos para os livros vendidos através do site www.tocnacucacom.br. Mas vale a pena conhecer a nova loja, que acaba de ser inaugurada na Rua Aspicuelta, em um dos endereços mais descolados da cidade.

Na vizinhança, galerias de arte, lojas de estilistas e bares da moda, além de restaurantes deliciosos. A livraria ainda oferece atendimento diferenciado, com a experiência de 17 anos de um apaixonado pelos livros.

Raymundo e Guilherme Antunes se esmeram para ter os lançamentos de vanguarda e atender à clientela exigente. “Mas aqui a gente tem não só o que o consumidor procura, mas o que ele não pode deixar de ter”, explica Raymundo.

Toc na Cuca
End.: Rua Aspicuelta, 345
Tel.: (11) 3034-5660
Mais informações:
Raymundo Antunes – (11) 3034-5660
www.tocnacuca.com.br


Katiuscia Zanatta
(11) 3477-2841 ou 94978523
katizanatta@gmail.com

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Arquivo Público Doutor Calil Porto destaca o Dia da Fotografia em exposição de janeiro

O Arquivo Público Municipal Doutor Calil Porto, departamento da Prefeitura de Araguari, promove todos os meses exposições fotográficas abertas ao público. Em 2008, o Arquivo preparou uma edição especial que mostra a história do município e o trabalho de um fotógrafo que, no passado, contribuiu para a área da fotografia bem como para a história e cultura de Araguari. A exposição tem como tema o “Dia da Fotografia” e acontece até o dia 30 de janeiro.

Para a arquivista Aparecida da Glória Campos Vieira, a fotografia é um documento importante que auxilia a compreensão da história. “Todo mundo já apontou a câmara para alguém ou alguma coisa, apertou um botão e ouviu um clic. Todos ou pelo menos quase todos, têm acesso hoje, às máquinas fotográficas e a sensação do momento são as digitais. Simples ou sofisticadas, está cada vez mais comum a captação de imagens que guardam lembranças da família, de viagens ou do dia-a-dia, mas nem sempre foi assim”, afirma ela.

A escolha do tema se deve porque a fotografia foi mundialmente distinguida por irradiar arte, sutileza, ambigüidade, reprodução. Entretanto, nos primórdios anos do século XX, essa prática ainda era para poucos profissionais e amadores abastados que dominavam as técnicas fotográficas da época que dependiam, principalmente, do material humano: o fotógrafo.

Na cidade de Araguari várias imagens enfocam a urbe nas primeiras décadas do século XX, sob o ponto de vista dos profissionais radicados ou ditos de passagem que dominavam a arte do retrato e expandiam a idéia de se deixar fotografar.

De acordo com a arquivista Aparecida Campos Vieira, a Foto Geraldo, de propriedade de Geraldo Vieira (já falecido), começou história em Araguari a partir da década de 1930. A fama do estúdio fotográfico difundiu-se por toda a região. A vida cotidiana de Araguari era registrada a cada imagem. Em todos os lugares, mesmo quando não contratado, Geraldo Vieira continuava seu ofício de trabalho e eternizava imagens. “Geraldo Vieira faleceu aos 82 anos em 1993 e foi um ícone na cidade com seus trabalhos fotográficos porque ele foi além do trabalho que já existia, mas, registrou parte da história da cidade”, ressaltou a arquivista.

Em agosto de 1996, Bruno Vieira, apreciador e conhecedor do trabalho do pai, além de fotógrafo, entendeu a importância da atividade para a cidade e para perpetuar-lhe a memória, resolveu doar grande parte do acervo de negativos e fotografias ao Arquivo Público Municipal. Segundo Aparecida Campos, no mesmo ano, o Arquivo convidou Bruno Vieira para participar de um projeto do Departamento que consistia em fotografar pontos turísticos de Araguari no mesmo ângulo que seu pai havia retratado.

A arquivista disse que a exposição é uma homenagem ao Dia do Fotógrafo e uma exaltação à figura de Geraldo Vieira, com fotografias dele e de Bruno Vieira. “Convidamos a comunidade araguarina para visitar a exposição que mostra mais um pouco da história do município”, concluiu Aparecida Campos.

Rubiana Cristina
Assessoria de Comunicação e Imprensa
Fones: (34) 3690-3172/ 3690-3242 / 3690-3054 / 8833-9749.
imprensa@araguari.mg.gov.br - www.araguari.mg.gov.br

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

De olho no conhecimento

Variedade, melhores preços e muita cultura na Toc na Cuca

Uma das livrarias mais tradicionais e bacanas de São Paulo, a Toc na Cuca acaba de abrir sua segunda loja, na rua Aspicuelta, bem no centro cultural da Vila Madalena, entre galerias de arte, lojas de estilistas e bares da moda.

Não bastasse a localização e o acervo incrível, que conta com os últimos lançamentos nas áreas de design, decoração, moda, arquitetura, animação, cinema e fotografia, a Toc na Cuca ainda tem como bônus o atendimento diferenciado, feito pelo próprio dono, Raymundo Antunes, um apaixonado pelos livros.

“Gosto de tudo que vendo, e percebo em pouco tempo de conversa o que fascina o consumidor”, garante ele, sem perder, no entanto, a simplicidade cool, que também está na decoração da loja: paredes brancas, pé direito alto, portas amplas que dão vazão a um frescor agradável em meio ao quente verão paulistano. E prateleiras móveis, para acompanhar a mudança do acervo, e fazer do ambiente sempre novo.

Os freqüentadores fazem parte de um público diferenciado, formado por artistas, pensadores e até celebridades. “Conquistamos uma clientela seleta, formada por grandes profissionais da moda, da fotografia e do design, o que resultou em um convite para atuar na Daslu”, lembra Raymundo. A Toc na Cuca esteve na loja mais chique de São Paulo durante sete anos, mas o ciclo se fechou e Raymundo ampliou seus horizontes.

A pequena loja cheia de livros na Avenida 9 de julho, onde tudo começou, continua em atividade e serve, também, como QG para a venda por atacado. A Toc na Cuca é importadora e, por isso, tem os preços mais competitivos do mercado, inclusive na venda pelo site www.tocnacuca.com.br.

Raymundo e Guilherme Antunes, os dois proprietários, garantem que o grande diferencial é estar na contramão do mercado. “Hoje, vemos as pequenas livrarias sendo fechadas e as que ficam acabam nas mãos de empresas maiores e se tornam megastores. Nós não vamos deixar de lado esse ar de loja pequena, intimista, aonde se encontra livros especiais, que não se pode deixar de ter”, afirma Raymundo.

São 17 anos de atuação, novos lançamentos a cada semana e um canal aberto com várias exportadoras das Américas e da Europa. Tudo para conseguir os melhores descontos e o produto de vanguarda. Em janeiro, a loja está com uma promoção e descontos que chegam a 20%, no preço que já é cerca de 30% menor do que qualquer concorrente.


Mais informações:
Raymundo Antunes – (11) 3034-5660
www.tocnacuca.com.br
Material produzido por Katiuscia Zanatta
(11) 3477-2841 ou 94978523 / katizanatta@gmail.com