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sábado, 10 de maio de 2008

Vídeos, fotos e instalações na mostra de Marcos Chaves no Oi Futuro

"É da sua natureza"
Individual de MARCOS CHAVES
Curadoria: Alberto Saraiva
OI FUTURO RJ
Em cartaz: 11 de maio a 29 de junho de 2008
terça a domingo, de 11h às 20hs
Grátis

A mostra "É da sua natureza" começa fora da galeria, com "Risos contidos", um contêiner lacrado [6 x 2,4 x 2,4m], instalado na saída da estação de metrô Largo do Machado, a praça mais próxima do OI FUTURO. Do contêiner sai o som de risadas contínuas, gravadas em situações diversas.
A exposição foca no binômio espaço urbano e natureza. Marcos Chaves elegeu como carro-chefe da exposição um grande painel de 5 x 1.80 composto por segmentos de 100 x 70cm, de fotografias de uma planta que se entrelaça a uma grade, sempre com a mesma paisagem, o Pão de Açúcar, ao fundo. Entrando na galeria, o visitante tem a visão de uma grande árvore. Ao se aproximar, ele vê a grade, signo da violência. Neste caso, a natureza ameniza a cidade e a planta acaba com a dureza do metal.
Outro segmento da exposição é "Álbum", um conjunto de 24 fotos independentes e, ao mesmo tempo, interligadas. Todas dizem respeito à adaptaçãoinvasão da natureza no mundo urbano. Um caroço de manga encaixado entre paralelepípedos, a raiz do oiti que surge entre o calçamento de pedras portuguesas, as marcas das patas do cachorro sobre o cimento que foram recobertas pelo musgo.
"Os nós" é outra obra formada por imagens de cipós, todos fotografados na Floresta da Tijuca, nas Paineiras.
Uma série de vídeos entremeia os conjuntos de fotos. Humor e ironia estão lado a lado em vários deles:
1. "Porrelise" - um bonecocaixa de música no chão se contorce, como se tentasse se levantar, ao som de "Pour Elise", de Beethoven;
2. "Talking Radio" - um rádio AM, semelhante a uma TV antiga, tem uma boca aplicada na sua frente, que se movimenta de acordo com o som que sai do aparelho: texto e música;
3. "Díptico" - mostra uma abelha que foge da câmera e uma câmera que foge da rota do avião que passa pelo ateliê do artista;
4. "A árvore que caminha", filmado em uma das praças mais movimentadas do centro do Rio de Janeiro, o Campo de Santana, mostra um velho Ficus, vulgarmente denominado "A árvore que caminha", do qual pende uma enorme "franja aparada" pelas centenas de pessoas que passam por ali diariamente.
Ainda na mostra, "Meu negócio é grama", fotografia de uma instalação realizada no projeto Faxinal, no Paraná, em 2002, e "Mutação", folha natural interferida pelo artista com faixas amarelas e pretas, trabalho ícone da exposição, "que evidencia um bio-hibridismo entre natureza e urbe", define o curador Alberto Saraiva.
Cartaz e livro
O carioca Marcos Chaves, assina um cartaz, em edição limitada, com foto inédita do artista. É uma das bicas das Paineiras, em um dia de verão, às 14h. A incisão do sol sobre o círculo de água que se forma em torno dele, cria um arco-íris. O OI FUTURO editará um livro de 300 páginas, com texto do curador Alberto Saraiva, e fotografias de diversas as fases da produção de Marcos Chaves.
Marcos Chaves [Rio de Janeiro, 1961] é graduado em Arquitetura e estudou Arte no MAM-RJ e na Escola de Artes Visuais, Parque Lage, Rio de Janeiro. Expõe regularmente em individuais e coletivas desde 1988. Este ano fez mostra solo em Madri e, na última década, tem participado de coletivas no Japão, Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça, Alemanha, Portugal, Espanha, França, País de Gales, México e Chile. Em 2002, foi artista convidado da Bienal Internacional de São Paulo. Em julho deste ano, ele participa da Manifesta7, bienal européia de arte contemporânea, em Bolzano, Itália.

OI FUTURO
Rua Dois de Dezembro, 63
Flamengo, RJ
21 3131-3060
terça a domingo, de 11h às 20hs
Grátis
Maria Fernanda de Freitas
Oi - Comunicação Corporativa
Oi Fixo: 31-21- 3131-2517
Oi: 31-21-8727-5785
mariafernanda.freitas@oi.net.br

terça-feira, 29 de abril de 2008

Alunos da escola Cícero Dias recebem prêmio de ciências do MEC

Alunos e professores do Centro de Ensino Experimental Cícero Dias, uma parceria entre o Oi Futuro, através do programa do Núcleo Avançado em Educação (NAVE), e o Governo do Estado de Pernambuco, acabam de voltar de Brasília, onde foram receber o Prêmio Ciências do Ensino Médio, promovido pelo MEC, por uma pesquisa de Biologia que contribui para a não-extinção do Pau-de-Jangada, planta natural da Mata Atlântica. A pesquisa da Cícero Dias foi classificada na categoria estadual e concorreu com um total de 263 escolas de todo país inscritas nesta terceira edição do Prêmio.

O Prêmio Ciências no Ensino Médio é realizado pelo Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de estimular, socializar e valorizar práticas de investigação científica entre os alunos de ensino médio das escolas públicas nacionais. Os trabalhos são selecionados nas categorias estadual, municipal e federal.

De junho a dezembro de 2007, alunos de Biologia da Cícero Dias estudaram aspectos relativos à preservação das espécies para descobrir os melhores tratamentos a serem dados à semente da espécie “Apeiba Triboubu” (planta conhecida como Pau-de-Jangada) que poderiam garantir sua germinação e prolongar a vida das suas plântulas (estágio embrionário da planta).

A importância deste trabalho se deve, sobretudo, pela utilização do Pau-de-Jangada para construção de embarcações do estilo jangada. Quando a madeira é imersa em água, não se encharca, permitindo a flutuação. “Um aspecto relevante destacado pelos próprios organizadores do prêmio foi o fato da pesquisa ter sido feita por alunos do ensino médio. São jovens empreendedores e protagonistas que, de forma autônoma, solidária e competente, são capazes de decidir o seu caminho pela vida, ”, ressalta Samara Werner Diretora de Projetos do Oi Futuro.

O premio do MEC incentiva a concepção de projetos escolares em diferentes áreas de conhecimento como Ciências da Natureza, Matemática, Ciências Humanas, Linguagens e todas as suas tecnologias. No caso da pesquisa do pau-de-jangada, além de visitas à Universidade Federal Rural e ao Jardim Botânico do Recife, os estudos envolveram as aulas de Filosofia e de Literatura, onde os alunos produziram também cordéis sobre o tema. “Este é um outro ponto diferencial da Cícero Dias: o caráter interdimensional. Os alunos buscam explorar todas as formas de conhecimento e interagir com todo o ambiente escolar”, frisa Samara Werner.

Novos projetos

O prêmio dado pelo Mec, na classificação estadual foi de R$ 25 mil reais. Segundo a professora de Biologia, Danielle Calado, que coordenou os trabalhos da pesquisa a intenção agora é que a escola possa utilizá-lo em novos projetos de pesquisa científica. “Entre as idéias em discussão junto aos alunos há a proposta de criar um projeto de reciclagem e tratamento de garrafas PET, para promover, por exemplo, geração de renda para os pais de alunos”, conta a professora.

Sobre o Centro de Ensino Experimental Cícero Dias

É fruto de uma parceria entre o Oi Futuro e o Governo do Estado de Pernambuco. A ação conjunta resultou numa nova escola de pesquisa em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura de Pernambuco. A Cícero Dias funciona em período integral, das 7h30 às 17h e a proposta pedagógica - idealizada pelo educador Antonio Carlos Gomes da Costa - é baseada na educação interdimensional. O espaço possui ambientes especializados para o desenvolvimento da cultura digital, tais como laboratórios de informática, mídia e educação, além de uma Fábrica de Jogos.

Maria Fernanda de Freitas
Oi - Comunicação Corporativa
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Daniel Veloso Gomes de Pinho
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

A arte e a moda das ruas de Belo Horizonte em discussão no Oi Futuro

Grafites, pós-grafite, colagens, estampas, cores e imagens encontrados nas ruas de Belo Horizonte foram os materiais escolhidos pelas as professoras do curso de Design Gráfico e de Moda da Universidade Fumec, Cássia Macieira e Juliana Pontes para gerar o livro “Na rua: pós-grafite, moda e vestígios”. Na próxima quinta-feira, dia 10, a partir das 19h, as duas participam de um bate-papo no projeto Oi Cabeça, no Multiespaço Oi Futuro. A entrada é franca.

“Na rua: pós-grafite, moda e vestígios” reúne textos de diversas autoras, entre elas, Vera Casa Nova, Natacha Rena, Josana Matedi, Ana Paola Araújo, Tereza Cristina Fernandes Leão, Fernanda Camargo, além das professoras organizadoras. O livro traz também imagens de diferentes tipos de intervenções urbanas, como o grafite, o pós-grafite, passando pelas estampas da moda e fachadas arquitetônicas.

Segundo Cássia Macieira, a obra é o primeiro registro da arte dos coladores de desenho nas ruas de Belo Horizonte. “Na verdade, a intenção é legitimar esta intervenção urbana, destacando a obra de Xerel, autodidata que, pioneiramente, há doze anos cola desenhos por toda a cidade e todos os coladores que também praticam esta intervenção”, diz Cássia Macieira.

Para a designer gráfica Juliana Pontes, o livro investiga os possíveis diálogos entre a arte urbana, o pós-grafite, as estampas das roupas, as fachadas da arquitetura, os anúncios publicitários, os objetos cotidianos e os cidadãos da urbe. “Tomamos como cenário a cidade de Belo Horizonte, sua estrutura e o conceito de que o contexto urbano é a superfície desta discussão”, diz Juliana Pontes. De acordo com a designer, a capital mineira é o ponto de referência para todos os registros imagéticos e textuais do livro, mesmo que de forma implícita em discursos aparentemente pontuais.

Após o bate-papo com as autoras, serão sorteados 20 exemplares do livro, que também será doado á bibliotecas de todo o país.

Sobre as autoras
Juliana Pontes é designer gráfica, mestre em comunicação social pela UFMG e professora do curso graduação e pós-graduação em Design da Universidade FUMEC. Organizadora do livro "Na rua: pós-grafite, moda e vestígios" junto com Cássia Macieira, pesquisa a atua na área do design de superfície, editorial e institucional.

Cássia Macieira é designer têxtil, com graduação em Gravura e Cinema; mestre em Artes Visuais pela UFMG; professora nos cursos de Design de Moda e Pós-graduação da Universidade FUMEC e no curso de Tecnólogo em Moda do Uni-BH.

Novidades no Mural
Quem visitar o Oi Futuro também poderá conhecer o novo painel que ocupa a Galeria Mural. O trabalho é da artista plástica mineira Clô Paoliello, sobre fotos de Heloísa Madureira.

A Galeria Mural do Oi Futuro é um espaço especialmente dedicado aos artistas gráficos de Minas Gerais. A intenção do projeto é fazer com que o público conheça melhor os talentos mineiros já consagrados no Brasil e no exterior.

Clô Paoliello é mineira de Belo Horizonte, ilustradora e designer gráfica. Com formação em Belas Artes e especialização em desenho, Clô Paoliello atua em outras atividades afins como estamparia, animação, ilustração e design gráfico.

SERVIÇO
Oi Cabeça
Dia 10 de abril, quinta-feira, 19h
“Na rua: pós-grafite, moda e vestígios”
Bate-papo com as autoras Cássia Macieira e Juliana Pontes

Local: Multiespaço / Museu das Telecomunicações / Oi Futuro
Av. Afonso Pena, 4001 - Belo Horizonte - MG
Informações: 3229 3131
Entrada franca
www.oifuturo.org.br

Marcio Batista
Comunicação Corporativa
Oi Fixo 31 21 3131 3095
Oi 31 21 8746 7862
marcio.batista@oifuturo.org.br

quinta-feira, 27 de março de 2008

Coleção de Artistas recebe o fotógrafo João Castilho no Oi Futuro

No próximo sábado, dia 29, o Oi Futuro, anexo ao Museu das Telecomunicações, em Belo Horizonte, recebe o fotógrafo João Castilho para abrir a temporada 2008 do projeto Coleção de Artistas. João apresentará o tema “Entre Rios e Outros Entres”, abordando suas experiências com fotografia no Brasil e na África. A entrada é franca.

“Na palestra, vou apresentar o vídeo Entre Rios, um trabalho surgido de uma ação: coletei objetos ao longo do rio Jequitinhonha e os levei para o Mali, país localizado na África Ocidental. No Mali, os objetos foram colocados em circulação em bairros perto do rio Niger, na capital Bamako. A idéia é discutir, a partir do trabalho, o lugar da fotografia nas artes visuais contemporâneas. Aproveitando o fato de que o vídeo é inteiramente realizado com fotografias e textos, apresentarei também trabalhos em que a fotografia entra em sintonia com a poesia e outras esferas da arte”, explica João.

Coleção de artistas é um ciclo de discussões que compõe o programa palavraimagem, uma parceria entre o Oi Futuro e o Instituto de Educação Continuada (IEC) da PUC Minas, por meio de um de seus cursos de pós-graduação lato sensu, Processos criativos em palavra e imagem.

Os encontros são pautados por análises públicas de artistas que transitam por linguagens variadas. No contexto do projeto, a palavra “coleção” é estimuladora de uma rede semântica diversa e policentrada. Ora a idéia de “coleção” é evocada para anunciar o conjunto de obras de determinados artistas, ora se apresenta como catalisadora metodológica de processos de criação específicos. A concepção da palavra se expande ainda mais no momento em que a proposta da série Coleção de Artistas é conectar olhares multidisciplinares acerca das relações que atravessam gestos criativos.

Em consonância com a temática Redes e Rizomas, um dos eixos que orientam as ações educativas desenvolvidas pelo Oi Futuro Belo Horizonte, propõe-se um intercâmbio de experiências aberto à comunidade em que o ponto de confluência maior é relação entre linguagem, tecnologia e pensamento.



Sobre João Castilho
Nascido em 1978, o mineiro João Castilho é formado em jornalismo pela PucMinas, em 2001, e fez pós-graduação em Artes e Contemporaneidade pela Escola Guignard, em 2003.
Desde 2002 desenvolve o projeto Paisagem Submersa com os fotógrafos Pedro David e Pedro Motta, que inclui website, exposições, instalações e livro a ser publicado pela Cosac & Naify, em 2008.
Em 2007, participou de residência artística no Mali (África), onde realizou o projeto Entre Rios e as séries que compõem a expofoto.
Suas fotografias já foram publicadas em revistas como National Geographic, Conde Nast Traveller Magazine, ViewMag, FS, e nos jornais Le Figaro e Folha de São Paulo. Realizou exposições individuais no Museu de Arte da Pampulha e na Celma Albuquerque Galeria de Arte, além de diversas exposições coletivas no Brasil e na Europa - onde expôs no Noorderlicht Photofestival, na Holanda, e na 5ª Bienal de Fotografia e Artes Visuais de Liège, na Bélgica.
Até o dia 06 de abril, João Castilho está em cartaz no Oi Futuro do Rio de Janeiro com a expofoto Séries, que apresenta a projeção de cerca de 60 fotos, divididas em seis partes. As quatro primeiras foram feitas no Mali, na África Ocidental, e retratam histórias do cotidiano do povo da região. Na seqüência, duas séries voltadas para os sertões brasileiros, concentradas nas paisagens baianas e mineiras.


palavraimagem apresenta: Coleção de artistas – MARÇO

“Entre Rios e Outros Entres”
Convidado: João Castilho
Dia 29 de março – sábado – 10h30
Multiespaço // Oi Futuro - anexo ao Museu das Telecomunicações
Avenida Afonso Pena, 4001
Entrada franca
Tel: (31) 3229-3131


Marcio Batista
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Oi Fixo 31 21 3131 3095
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quinta-feira, 20 de março de 2008

Oi Cabeça apresenta PHOTOMATON & VOX, performance intermídia da obra do poeta Herberto Helder

Totalmente reestruturado, o projeto Oi Cabeça, desenvolvido Oi Futuro, abriu sua temporada 2008 no dia 13 de março, trazendo muitas novidades para o público. Agora, o Oi Cabeça apresenta, além das tradicionais palestras sobre arte e tecnologia, performances e oficinas comandadas por artistas que fazem experimentações com novas mídias. Na próxima quinta-feira, dia 27, poemas de Herberto Helder ganham uma nova roupagem pelas mãos do coletivo intermídia “não macule minha faca”, na performance photomaton & vox.

A performance intermídia photomaton & vox propõe um processo compositivo a partir de poemas de Herberto Helder. Ao evocar no título da apresentação um dos mais emblemáticos livros de HH, o coletivo afirma seu alinhamento a uma atividade poética em constante decomposição, recomposição e desvio dos meios costumeiros e literais de percepção do mundo e da linguagem. Dentro dessa proposta, tecnologias high e low, ligadas a outros sistemas semióticos, constroem um universo emaranhado de paisagens.

Nascido na Ilha da Madeira, Herberto Helder é um dos maiores poetas contemporâneos. Participou da vanguarda portuguesa dos anos 1950, com o grupo do Café do Gelo. Atualmente vive no anonimato e sua obra poética completa, incessantemente revista por ele, está agrupada no volume Ou o poema contínuo, publicado no Brasil pela editora Girafa.

Sobre o “não macule minha faca”
“não macule minha faca” é um coletivo intermídia formado por julius, a poeta Letícia Féres e o músico Frederico Pessoa. Os três artistas se apresentaram pela primeira vez em homenagem à poeta Hilda Hilst, no projeto Terças Poéticas, no Palácio das Artes, em agosto de 2007.

Frederico Pessoa
Músico, estudou violão clássico e teoria musical com Guilherme Poliello, da Fundação de Educação Artística, e tecnologia de MIDI – Técnicas de Gravação e Produção Musical, no Morley College, em Londres. Participou de projetos multimídia com a falecida artista plástica Gisele Lotufo e com outros artistas. Compôs trilhas sonoras para espetáculos de dança, como Holográfico (Francisco Nunes/2004 e FID, em 2005/2006) e Conversações (Teatro Alterosa – 1,2 na Dança, em 2005). Atualmente trabalha compondo trilhas para vídeo e com o projeto Butterbox.

julius
Designer e cyberpoeta. É aluno da Pós-Graduação em Design de Interação na PUC Minas e bacharel em Letras pela UFMG, com formação complementar em Artes Visuais. Cursou parte da Graduação em Filosofia na UFJF e tem formação técnica em Eletrônica. Integrou o grupoPOESIAhoje e, entre cursos mais importantes, participou do Palavra falante: a voz na poesia, com o poeta Ricardo Aleixo. Tem poema publicado no Catálogo do Projeto Terças Poéticas. Atualmente é designer de interfaces no Centro de Comunicação da UFMG.

Letícia Féres
Poeta, editora de textos e redatora, é bacharel em Letras pela UFMG com aperfeiçoamento em Edição de Livros, na Universidad Complutense de Madrid..Teve poemas premiados na II Bienal de Piores Poemas, organizado pelo Grupo Oficcina Multimedia. Seus livros-objetos Zoé (em parceria com Cíntia França) e Apontamentos de Amor e Solidão, de Mariana Alcoforado foram expostos na IV Mostra Novos Ilustradores, da EBA/UFMG. Atualmente é revisora da Editora UFMG e desenvolve projetos de promoção da leitura para a Biblioteca da Escola da Serra.


Novidades no Mural
Quem visitar o Oi Futuro também poderá conhecer o novo painel que ocupa a Galeria Mural. O trabalho é da artista plástica mineira Clô Paoliello, sobre fotos de Heloísa Madureira.

A Galeria Mural do Oi Futuro é um espaço especialmente dedicado aos artistas gráficos de Minas Gerais. A intenção do projeto é fazer com que o público conheça melhor os talentos mineiros já consagrados no Brasil e no exterior.

Clô Paoliello é mineira de Belo Horizonte, ilustradora e designer gráfica. Com formação em Belas Artes e especialização em desenho, Clô Paoliello atua em outras atividades afins como estamparia, animação, ilustração e design gráfico.

SERVIÇO

Oi Cabeça
Data - 27/03/2008
Horário – 19 horas
Local – Multiespaço // Oi Futuro – Avenida Afonso Pena, 4001 – térreo
Tel: 31- 3229-3131
Entrada Franca

Galeria Mural – Oi Futuro
Painel da artista plástica Clô Paoliello
Data: 12/03 a 08/06/2008
Horário: de terça a domingo, de 11h às 18 horas
Tel: 31 3229-3131
Entrada franca


Marcio Batista
Comunicação Corporativa
Oi Fixo 31 21 3131 3095Oi 31 21 8746 7862
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terça-feira, 18 de março de 2008

Interatividade e alta tecnologia à disposição do público

Oi CASA GRANDE APRESENTA NOVO CONCEITO EM ESPAÇO DE ENTRETENIMENTO, COM INTERATIVIDADE E ALTA TECNOLOGIA À DISPOSIÇÃO DO PÚBLICO

Patrocínio da Oi viabiliza a casa de espetáculo que terá o conceito de espaço multiuso, abrigando grandes eventos artísticos e o conteúdo do Oi Futuro
Com o apoio, a Oi reforça a associação de sua marca a projetos de vanguarda, focados na cultura, música e tecnologia, que são parte dos pilares do investimento em marketing de entretenimento da empresa
Rio de Janeiro, 18 de março de 2008 – A Oi, a primeira empresa quadri-play do Brasil, é a patrocinadora máster do Oi Casa Grande, um novo espaço cultural, multiuso e inédito. A união da Oi ao Casa Grande cria um espaço de entretenimento com novo conceito, oferecendo ao público acesso a um conteúdo inovador, com novas tecnologias e muita interatividade. O objetivo é proporcionar experiências diferenciadas, desde a compra do ingresso - que poderá ser feita pelo telefone móvel - até o conteúdo artístico de vanguarda que o Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da empresa, agregará ao projeto. A funcionalidade das instalações, que terão cobertura wi-fi completa e gratuita, também será um diferencial oferecido pela casa de espetáculos.
O Oi Casa Grande será aberto ao público no mês de maio, com o espetáculo “A Noviça Rebelde”, de Charles Möeller e Cláudio Botelho. O espaço é viabilizado pela parceria da Oi com os fundadores do teatro, Max Haus e Moysés Ajhaenblat, e seus novos sócios David Zylberztajn, Luiz André Calainho, Aniela Jordan, Gustavo Ajhaenblat, Leonardo Haus, e Silvia Haus.
Com o patrocínio, a companhia, que possui uma marca fortemente associada à inovação, dá suporte à reconstrução e remodelação do antigo teatro, ícone cultural do país em diferentes momentos políticos. Assim, o Oi Casa Grande será um dos mais completos espaços de entretenimento do Brasil e terá capacidade para 950 pessoas.
A gerente de Comunicação da Oi, Flávia da Justa, explica que a imagem da Oi reflete mais do que uma empresa de telecomunicações, mas um estilo de vida ligado à ousadia, inovação, confiabilidade e inteligência. “É natural que a marca Oi esteja associada a uma iniciativa de vanguarda como esta, que vai oferecer entretenimento diferenciado, com qualidade, e acesso às mais novas tecnologia para o público”, afirma.
Oi Futuro

O Oi Futuro também levará seu conteúdo para o público do Oi Casa Grande. “Quem estiver no Oi Casa Grande poderá interagir com o Oi Futuro não apenas no que diz respeito às artes visuais e cênicas, mas também com uma programação especialmente desenhada para o novo teatro, em sintonia com o conceito de convergência de linguagens e idéias do Século XXI”, explica Maria Arlete Gonçalves, diretora de cultura do Oi Futuro. O visitante irá experimentar essa interatividade já nas escadas do teatro, quando feixes de luz coloridos vão acompanhar os seus passos. Logo depois, o público poderá acessar a programação do Oi Futuro (fotos e vídeos) numa bancada, movimentada com toques. Ainda nesse espaço, numa TV de plasma, será possível acessar vídeos de arte em diferentes canais. O público também poderá brincar de artista, construindo, através da manipulação de painéis de acrílico de cores variadas, um mosaico luminoso.
Localizado no coração da Zona Sul do Rio de Janeiro, o Oi Casa Grande preserva o mesmo endereço histórico da avenida Afrânio de Melo Franco, no Leblon, e traz uma proposta ousada: a oferta de programação nos sete dias da semana. Além da intensa programação, a Oi também ajudará no resgate da memória das artes cênicas e da música no teatro. Fotos, cartazes, objetos cênicos e grandes momentos do Casa Grande serão catalogados e reunidos, pela primeira vez, para utilização posterior em exposições físicas e conteúdos na internet e celular.
Um dos objetivos da Oi é oferecer experiências de marca positivas aos clientes do Oi Casa Grande, através da conveniência e dos serviços que sua tecnologia permite. O local será totalmente coberto por rede wi-fi de alta velocidade, aberta e gratuita para todos os espectadores. A tecnologia de ponta também estará presente em diversos outros itens, como na arquitetura, iluminação, na sonorização e na geração de conteúdos.

Interatividade

O público poderá interagir com o conteúdo do Oi Casa Grande, por diversos canais oferecidos pela Oi, como a Oi FM e os serviços Oi TV e Oi TV Móvel. Tais conteúdos também estarão disponíveis para download em todos os canais de serviços da empresa.

Para os clientes Oi Paggo será possível efetuar compras de seus ingressos com descontos, além de desfrutar de toda a conveniência que o serviço permite. A compra de ingressos poderá ser feita, ainda, pela web ou pelo celular, através da Ticketronic.
Sobre a Oi
A Oi é a maior empresa de telecomunicações do Brasil em telefones instalados e faturamento. A companhia oferece transmissão de voz local e em longa distância, telefonia móvel, comunicação de dados, internet e entretenimento. Com a aquisição de freqüências para terceira geração, 3G, a Oi tem perspectiva de uma agressiva atuação na mobilidade em São Paulo a partir do segundo semestre. A empresa, que já está fortemente presente no mercado corporativo em todo o Brasil, tem controle 100% nacional e é pioneira na prestação de serviços convergentes e integrados de telecomunicações no País. No mercado de varejo, a Oi atua em 16 estados das regiões Norte, Nordeste e Sudeste (Região I) e, no mercado corporativo e de longa distância, a companhia opera nacionalmente.
A imagem da Oi reflete um estilo de vida associado à ousadia, inovação, confiabilidade e inteligência. A frase "Oi, simples assim" resume a identidade da empresa.

Rodrigo Carro
Comunicação Corporativa da Oi
(21) 3131-2368
(21) 8625-5653

terça-feira, 4 de março de 2008

Rio de Janeiro terá escola de alta tecnologia

Oi Futuro e Secretaria de Estado de Educação investem na criação de um centro de referência em educação de jovens, que contará com uma escola inovadora de Ensino Médio integrado à tecnologia.

O Rio de Janeiro ganhará um núcleo do Geração Oi, programa de desenvolvimento de tecnologias educacionais inovadoras, que contará com uma escola de alta tecnologia, uma Fábrica de Cultura Digital – voltada para busca de novas soluções de ensino – e um Centro de Disseminação do Conhecimento. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC) e o Oi Futuro, instituto de responsabilidade social da Oi. O convênio para implantação da escola será firmado amanhã, terça-feira, entre o presidente do Oi Futuro, José Augusto da Gama Figueira, e a secretária de estado de Educação, Tereza Porto. Com uma metodologia moderna, o Geração Oi capacitará os jovens para as novas tecnologias do mundo contemporâneo.
A unidade, que será inaugurada em maio, com capacidade para atender 600 jovens, será montada em uma antiga central telefônica da Oi na Rua Uruguai, na Tijuca, que está sendo totalmente reformada. Além da formação no Ensino Médio, os jovens receberão certificação em tecnologia e produção digital quando concluírem o curso. Em três anos, os alunos, que estudarão em período integral, vão receber 800 horas de especialização. A meta é preparar jovens que, no futuro, possam ter facilidade para atuar em profissões modernas como, por exemplo, roteiristas, programadores, designers e gestores para atuar com TV Digital, Internet, celular, jogos eletrônicos e outros canais.
Com esse projeto, o Oi Futuro e a SEEDUC levarão a cultura digital para a Educação para, assim, produzir formação diferenciada e de excelência. O Geração Oi desenvolverá metodologias de aprendizagem baseadas nas tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir para inserção dos jovens no cenário atual de evolução tecnológica.

“A Secretaria tem muito interesse em investir em projetos pedagógicos que levem tecnologia para a educação. A parceria com o Oi Futuro será fundamental nesse processo”, afirma a secretária de estado de Educação do Rio, Tereza Porto.

“A Educação de qualidade, contemporânea, inovadora, é capaz de transformar o Brasil que temos no Brasil que queremos. Inserir as novas tecnologias no contexto da escola pública é fundamental para o jovem atender às demandas do século XXI”, ressalta a diretora de Educação do Oi Futuro, Samara Werner.

Mercado profissional em expansão

O Geração Oi contribuirá para formação de jovens preparados para atuar em um mercado de tecnologia da informação em expansão no Rio de Janeiro, principalmente com a chegada da TV Digital. Com forte vocação para produção de softwares, o estado tem condições de aproveitar as oportunidades geradas por toda a cadeia produtiva relacionada às novas mídias, da programação de sistemas à criação do roteiro de programas e games. Para isso, será preciso contornar o déficit de mão-de-obra nesse segmento – o que demonstra que várias oportunidades surgirão para os jovens do projeto.

De acordo com estatísticas do Ministério da Ciência e Tecnologia, no Brasil existe uma carência de 17 mil profissionais no setor de tecnologia, que movimenta cerca de R$ 13 bilhões por ano no país. Se esse mercado não se estruturar para qualificação profissional, 230 mil vagas não terão condições de serem preenchidas em 2012.

Sobre o Geração Oi

O Geração Oi é um programa do Oi Futuro voltado para a pesquisa e desenvolvimento de soluções educativas que utilizem de forma diferenciada as tecnologias da informação e da comunicação no Ensino Médio. O projeto será formado pela escola, pela Fábrica de Cultura Digital e pelo Centro de Disseminação. Modelo similar foi implantado em 2006 pelo Oi Futuro no Centro de Ensino Experimental Cícero Dias, em Recife (PE).
Escola – A Secretaria de Estado de Educação será responsável pela estrutura de gestão da escola, que contará com um corpo docente qualificado. A proposta pedagógica é baseada na educação interdimensional, que desenvolve não apenas o raciocínio e a inteligência, mas também a parte afetiva do aluno. A prática acadêmica da nova escola unirá as matérias do Ensino Médio à Fábrica de Cultura Digital. Inicialmente, para o ano letivo de 2008, serão admitidos 160 alunos.
Fábrica de Cultura Digital - A área de pesquisa terá ambientes especializados para o desenvolvimento de soluções digitais, como laboratórios de produção e formação, além de ambientes de testes, estúdios de web rádio, jogos eletrônicos e TV Digital. A proposta desse núcleo é fazer com que os jovens pensem de forma diferente facilitando a entrada no mercado de trabalho e criando novas metodologias de educação que possam ser incorporadas ao processo pedagógico.
Centro de Disseminação do Conhecimento – As novas soluções para educação presencial e a distância, desenvolvidas no centro de pesquisa, serão aplicadas na escola e difundidas para a rede de ensino no centro de disseminação. Nesse núcleo, que terá um amplo espaço com recursos multimídia, serão promovidos seminários de educação e tecnologia, além de grupos de discussão. Professores de outras escolas também serão convidados a participar de “residências pedagógicas”.
Parceria público-privada
A iniciativa pioneira de parceria público-privada na Educação servirá como projeto-piloto para a Secretaria de Educação. Para garantir a qualidade e eficiência do projeto, foram reunidos outros parceiros como universidades, empresas e centros de pesquisa.

O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) ficará responsável pelo programa Fábrica de Jogos, já implantado no Centro Experimental Cícero Dias, em Recife. Pioneira no país, a Fábrica ensina os alunos a produzir games, desde a programação até a animação dos jogos, entre outras atividades relacionadas à tecnologia de ponta.

Já o planetapontocom será responsável pelo departamento de mídia-educação, onde atuará junto a professores e estudantes na formação das competências para o desenvolvimento de novas formas de ensinar as disciplinas curriculares. Além disso, o planetapontocom irá transferir conhecimento aos jovens na área de conteúdo, permitindo que, no futuro, eles possam atuar, por exemplo, na produção de conteúdo para TV Digital, games e outras mídias digitais.

A Unesco irá construir com o Oi Futuro os indicadores de avaliação da nova escola, para que os resultados alcançados possam ser mensurados.

Maria Fernanda de Freitas
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Marcio Batista
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domingo, 17 de fevereiro de 2008

Sai o resultado do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados

Lista dos selecionados pode ser acessada no site www.oi.com.br/patrocinios2008

Este ano, a Oi vai investir cerca de R$ 24,5 milhões na cultura brasileira, através de leis de incentivo. Um total de 64 projetos receberá apoio do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados de 2008 em vários estados do país.

Entre os projetos selecionados há obras de teatro, mostras de cinema, filmes, shows de música, festivais de dança, novas tecnologias e mídias e cultura popular, que serão lançados em 2008 no Rio de Janeiro, Bahia, Ceará, Piauí, Minas Gerais, Pará e Rio Grande do Norte. Além disso, a empresa vai investir nos fundos de Cultura do Ceará e da Paraíba.

Os projetos terão a confirmação do patrocínio condicionada à apresentação dos certificados válidos nas Leis Estaduais de Incentivo à Cultura. Seguindo o mesmo modelo das últimas edições, o Oi Futuro será o responsável pela gestão do programa.

Em 2007, a empresa patrocinou iniciativas de relevante expressão no cenário cultural do país como: filme Iluminados, peças Gota D’Água, Dancing Eldorado, Brincando em Cima Daquilo e Auto de Angicos; Bienal do Livro da Bahia; Festival de Teatro de Guaramiranga, no Ceará; evento Música no Parque, na Bahia; Theatro XVIII, na Bahia; Anima Mundi, Rio e Belo Horizonte; Cine-Degase; 7 - O Musical; show Coisa de Jorge; Festival de teatro “riocenacontemporanea”; III Encontro Mestres do Mundo, no Ceará; Mostra de Cinema de Tiradentes e 14º Panorama Percussivo Mundial (Perc PAN), FIDA – Festival Internacional de Dança, no Pará, entre outros.

Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro é o instituto responsável pelas ações de responsabilidade social da Oi. Atua em dois eixos: educação e cultura. E está presente em várias cidades do país, democratizando o acesso ao conhecimento, incentivando a criação artística, valorizando a diversidade cultural brasileira e investindo na tecnologia de ponta para acelerar e promover o desenvolvimento. São mais de dois milhões de pessoas beneficiadas através dos projetos Tonomundo, Oi Kabum! Escolas de Arte e Tecnologia, Geração Oi, Conecta, Novos Brasis, Patrocínios Culturais Incentivados e do espaço cultural também denominado Oi Futuro. Assim, Oi Futuro reafirma sua crença na educação e na cultura como fatores de transformação social, reconhecendo seu compromisso de inserir um número cada vez maior de brasileiros no mapa da cidadania.

Marcio Batista
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sábado, 16 de fevereiro de 2008

Santander Cultural e Oi Futuro, em parceria inédita, realizam o FILE 2008, maior mostra de arte eletrônica da América Latina, em Porto Alegre e no Rio

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE 2008 apresenta este ano o projeto “Se Liga”, com 323 obras produzidas por 206 artistas de 30 países

Obras exibidas simultaneamente nas duas cidades vão conectar os públicos à evolução do universo artístico eletrônico-digital


São Paulo, fevereiro de 2008 – Numa iniciativa inédita, o Santander Cultural e o Oi Futuro realizam o FILE – Festival Internacional de Linguagem Eletrônica 2008, que este ano conectará pela primeira vez duas capitais com mostras simultâneas: uma em Porto Alegre, 20 de fevereiro a 20 de abril, e outra no Rio de Janeiro, 27 de fevereiro a 30 de março. Além dos trabalhos inéditos, as mostras trazem a evolução das produções artísticas no campo das artes eletrônicas e digitais desde 2000.
O FILE é a maior mostra sobre o universo eletrônico-digital da América Latina, uma iniciativa brasileira criada em 2000 e que, pela primeira vez, ocorre no Sul do País. As mostras somarão 323 obras e instalações de 206 artistas de 30 países. A preocupação com o meio-ambiente, o consumismo e o papel do homem no novo século estão entre os temas explorados pelos artistas, em obras que abrangem webart, netart, vida artificial, hipertexto, animação computadorizada, realidade virtual e software art, além de games, filmes interativos, e-videos e panoramas digitais (fotos 360º).
Conectado à rede das importantes produções mundiais do gênero, o festival tem o objetivo de promover e estimular as expressões estéticas produzidas no cenário da cultura eletrônica e digital. Este ano, o festival apresenta o projeto “Se Liga”: um convite para que os públicos se conectem à Internet, ao mundo virtual, às cidades onde as mostras ocorrem, às novas formas de arte, enfim, à tecnologia do século XXI. Esta edição traz trabalhos de artistas da Bélgica, Venezuela, Argentina, França, Estados Unidos, Áustria, Reino Unido, Itália, Canadá, Eslováquia, Turquia, Alemanha, República Tcheca, Espanha, Portugal, Austrália, Dinamarca, México, Estônia, Coréia do Sul, além de mais de duas dezenas de artistas brasileiros.
Liliana Magalhães, superintendente do Santander Cultural, destaca a importância e a necessidade do Brasil se inserir no contexto mundial das novas mídias e tecnologias incluídas na produção artística contemporânea, daí a iniciativa de realizar o FILE 2008 pela primeira vez em Porto Alegre para iniciar a temporada de artes visuais e em sintonia com o Rio.
“Desde a abertura do Santander Cultural, em 2001, promovemos mostras que refletem as tendências da arte no mundo virtual. Realizamos projetos relevantes como a mostra internacional Hiper Relações Eletrodigitais em parceria com o Instituto Sérgio Motta, em 2004, e outros que hoje estão em franca expansão, como o Telecentro, um centro de inclusão digital instalado no Santander Cultural, em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre. Este ano, com a parceria com o FILE e o Oi Futuro, ampliamos esse debate, levando simultaneamente aos públicos de Porto Alegre e do Rio”, relata Liliana.

Destaques do FILE 2008
Entre as obras que serão apresentadas no festival, destacam-se trabalhos inéditos e os que serão apresentados simultaneamente em Porto Alegre e no Rio de Janeiro, “ligados” pela Internet.

Instalações apresentadas simultaneamente em Porto Alegre e no Rio de Janeiro

Cícero Silva e Marcos Khoriati (Brasil) - O projeto “GPSarte” propõe transformar as representações das cidades por meio da intervenção criativa dos visitantes da mostra nos mapas digitais (do Google Maps) de Porto Alegre e do Rio de Janeiro. O visitante instala em seu celular o software especial desenvolvido pelos artistas, que captura o sinal de até 12 satélites ao mesmo tempo e rastreia a posição da pessoa. Cada passo gera um traço no mapa da cidade. Portanto, seu trajeto formará imagens sobre os mapas, transformando o visitante num “artista digital”. As imagens ou rotas criadas poderão ser pintadas pelos próprios visitantes no computador, por meio de cadastro no site dos artistas, e poderão ser exibidas nas mostras das duas cidades.
Cícero Silva é professor e pesquisador de mídias e arte digital. Fundou, junto com Marcos Khoriati, o site GPSface. Atualmente é pesquisador no Center for Research in Computing and the Arts na Universidade da Califórnia em San Diego (CRCA/UCSD) na área de mobilidade e interatividade. É mestre e doutor em Comunicação e Semiótica e foi Visiting Scholar na UCSD (2007) e na Brown University (2005). Marcos Khoriati é analista de sistemas e pesquisador na área de TI. Atua na área de tecnologia há mais de 15 anos. Já desenvolveu sistemas interativos para celulares para empresas como a Nokia, entre outras.
Ernesto Klar (EUA/Venezuela) - “Convergenze Parallele” é uma instalação audiovisual em que o visitante pode espalhar partículas de pó num feixe de luz. As partículas são localizadas, visualizadas e sonorizadas em tempo real por um sistema de software customizado. Essa instalação de Klar reage a movimentos no ar no espaço expositivo, permitindo ao espectador ver e “ouvir o movimento” ampliado das partículas de pó. A sonorização varia de acordo com a trajetória das partículas no feixe de luz. Ernesto Klar é um artista de mídia e som baseado em Nova York e leciona na Parsons The New School For Design. Seus trabalhos foram apresentados em Eyebeam, Chelsea Art Museum, BAP Lab Festival em Nova York, ICA em Boston, e CCCB em Barcelona, entre outros locais.
Leonardo Solaas (Argentina) – “Dreamlines” é uma experiência visual não-linear e interativa. Num terminal de computador, o usuário digita uma ou mais palavras que definem um sonho que ele gostaria de sonhar. O sistema procura na Internet imagens relacionadas e gera uma pintura onírica, que muda constantemente. Os elementos se fundem na tela num processo análogo à memória e à livre associação. Leonardo Solaas estudou filosofia, foi artesão e é autodidata em tudo relacionado à programação, mídia arte e tecnologia. Vive em Buenos Aires e já foi agraciado com o prêmio mais significante em artes de novas mídias da Argentina, o Premio do Museo de Arte Moderno - Fundación Telefónica.

Márcio Ambrósio (Brasil) – “OUPS!” nasceu da vontade do artista de misturar novas tecnologias e animação clássica em uma forma lúdica e artística. Cada seqüência animada tem um roteiro, mas o visitante pode interagir e se transformar em um ator da história. Basta ele entrar num local definido da instalação para se ver integrado num cenário de animações que seguem seus movimentos. Ele se encontra imerso em um universo criativo de imagens e sons. O brasileiro formado em Design Industrial atuou em várias áreas antes de se dedicar à arte. Foi publicitário, grafista e já assinou a produção e pós-produção de animações, que concorreram em festivais. Mas foi em 1999 que Ambrósio aprofundou seus conhecimentos em animação, participando de workshops em Bruxelas, na Bélgica. Desde 2004, ele trabalha no coletivo zzzmutations, onde produz curtas-metragens de animação e desenvolve projetos experimentais.

Rafael Beznos (Brasil) – “Dreamloading” é uma instalação que utiliza a tecnologia do touch screen (toque na tela), aliada à programação de vídeos e animações integradas ao som. Ao tocar na tela, os movimentos dos visitantes se transformam em desenhos. Segundo o artista, o resultado é uma videocenografia que completa as imagens projetadas como plano de fundo.


Obras inéditas do FILE POA
Além da obra de Cícero Silva e Marcos Khoriati, a instalação Jump! de Yacine Sebti é apresentada pela primeira vez no País.

Yacine Sebti (Bélgica) - "Jump!" é uma instalação que convida o visitante a estabelecer um diálogo com sua própria imagem, de uma forma lúdica. Para participar, ele deve seguir algumas regras do jogo. A primeira é "Pule para ser gravado". Ao entrar na instalação, o visitante encontra sua imagem espelhada sobre a imagem de uma multidão de pessoas que pulam todas juntas. A partir daí, ele poderá interferir nesta imagem: enquanto pula, ele lentamente desloca os pulos dos visitantes anteriores. Além desse aspecto lúdico, este trabalho oferece ao visitante uma criação visual do espaço: o seu corpo se torna o pincel da tela animada. Yacine é artista programador premiado e realiza vídeos instalações interativos desde 2003. Também participa de projetos de dança, teatro e música com suas obras.

Outros destaques do FILE POA
Andrew Hieronymi (EUA) – “MOVE” é uma instalação que usa visão computadorizada e interação do corpo. Os participantes experimentam seis tipos diferentes de ações: Pule, Evite, Persiga, Arremesse, Esconda-se e Pegue, numa interação com imagens de formas geométricas como círculos e retângulos. Cada um dos seis módulos oferecem uma interação individual ao visitante, que corresponde às ações comuns feitas por avatares em games. O trabalho recente de Hieronymi se concentra nos limites entre jogos e arte em ambientes físicos. Mestre em Design/Artes de Mídia pela University of Califórnia, Los Angeles – UCLA, sua criação foi exibida em Future Play (Michigan), Microwavefest (Hong Kong), Media_city (Coréia), Chiangmai (Tailândia) e CTheory (Nova York), além de edição anterior do FILE (Brasil).

Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti (Brasil) - “Piso”, também apelidada de “Onda”, é a maior instalação da mostra de Porto Alegre. Com 25 metros de comprimento, é formada por um piso metálico que se desloca quando alguém pisa em uma de suas extremidades. Portanto, a instalação tem também uma interface interativa, desenhada para transferir dados de força e de movimento na relação humano-humano e na relação humano-espaço-tempo. Os visitantes podem sentar, deitar ou surfar na “onda” dos artistas brasileiros. Vale destacar que no FILE POA, a obra ficará exposta até 19 de março. Uma nova instalação, a “File Screening”, com obras audiovisuais produzidas digitalmente, a substituirá na segunda fase.
Rejane Cantoni é artista e pesquisadora de sistemas de informação, mestre e doutora de Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica – PUC de São Paulo, mestre em Visualização e Comunicação Infográficas pela Universidade de Genebra e pós-doutora do Departamento de Cinema, Rádio e Televisão pela Universidade de São Paulo - USP. Leonardo Crescenti é artista e arquiteto pela USP. Investiga e desenvolve projetos em várias mídias e suportes, além de atuar como fotógrafo e diretor de fotografia, com prêmios importantes nesta área, incluindo do Festival de Cannes.

FILE Symposium
Como parte das atividades paralelas do FILE POA, o Santander Cultural realiza o FILE Symposium, um ciclo de palestras e debates nos dias 20 e 21 de fevereiro, às 19 horas. A cada dia, o encontro reunirá três artistas que falarão sobre suas obras e pesquisas e debaterão com o público sobre arte digital.
Os brasileiros Christus Nóbrega e Márcio Ambrósio e o belga Yacine Sebti falam no primeiro dia, mediados por Diana Domingues, pesquisadora da Universidade Federal de Caxias do Sul - UFCS. No segundo dia, o artista gaúcho Leandro Selister coordena o debate com Rafael Beznos, do Brasil, Leonardo Solaas, da Argentina e Ernesto Klar, dos Estados Unidos.

Obras inéditas no Rio de Janeiro
O FILE RIO apresentará nove obras inéditas, entre elas:

Jed Berk (EUA) - Na instalação “Transitional Species” o artista levanta discussões sobre a preservação do meio-ambiente. Com ajuda de um terminal computadorizado, o visitante pode criar novas espécies de animais, misturando diversas imagens de arquivo. As imagens são projetadas em um habitat novo, criado especialmente para que esses animais vivam em harmonia.

Loodik (Brasil) - Loodik é, na verdade, o nome de um estúdio de criação formado pelos paulistanos André Perrotta, Erico Cheung e Luis Stateri. Na instalação “Time-Flower”, eles brincam com a necessidade humana de transformar seu ambiente. Enquanto uma flor desabrocha em uma imagem que está sendo projetada, o visitante pode interferir no processo e, apenas com o movimento de suas mãos no ar, pode arrancar pétalas e transformar totalmente a planta.

Outros destaques do FILE RIO

Julie Freeman (Reino Unido) - “The Lake”, uma obra pioneira de arte digital foi instalada na Tingrith Fishery no verão de 2005. A obra usa hidrofones, software customizado e tecnologia avançada para acompanhar peixes com etiquetas eletrônicas no Fringe Lake circular, e traduz seus movimentos numa experiência audiovisual em tempo real. Os visitantes poderão perceber o comportamento dos peixes através de sons e imagens.

Alexa Wright (Reino Unido) - “Alter Ego” é uma instalação baseada numa tela onde o usuário interage com o que parece ser a sua própria imagem no espelho, mas é, na realidade, um avatar (um boneco virtual) que adquire as características faciais do usuário e que assume as caretas que o visitante faz. Alexa é uma artista que trabalha com fotografia e mídias digitais interativas, sendo também colaboradora do cientista Alf Linney em instalações que apresentam a convergência entre o “real” e o “virtual”.

Sobre o FILE

O FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - é uma organização cultural sem fins lucrativos, que tem por meta divulgar e desenvolver as artes, tecnologias e pesquisas científicas, por meio de exposição, debates, palestras e cursos. O Festival promove anualmente no Brasil um ponto de encontro de profissionais das área das artes e das novas mídias internacionais.
O FILE contribui para uma reflexão atual sobre as principais questões do universo eletrônico-digital contemporâneo, reunindo trabalhos de webart, netart, vida artificial, hipertexto, animação computadorizada, teleconferência em tempo real, realidade virtual, software art, além de games, filmes interativos, e-videos, panoramas digitais (fotos 360) e instalações de arte eletrônica e robótica, em salas interativas e imersivas.

Sobre o Santander Cultural

O Santander Cultural é uma instituição vinculada ao Banco Santander no Brasil, voltado à integração e à difusão da diversidade das linguagens e dos conteúdos artístico-culturais, comprometido com a cultura contemporânea, com o conhecimento e com o desenvolvimento sócio-econômico.
Atua nos campos das artes visuais, da música, do cinema e da reflexão, preocupado com a inserção dos diversos segmentos sociais, em parcerias com as áreas de produção cultural brasileira e internacional.
Em seis anos de atuação, o Santander Cultural apresentou 17 grandes mostras de artes visuais, milhares de exibições de filmes, festivais, seminários e cursos, e centenas de shows musicais, workshops e masterclasses. As ações educativas, especificamente, tiveram, no período, a participação de cerca de 300 mil estudantes e professores.
Em parceria com uma rede de 945 instituições, o Santander Cultural promove a cultura, a educação e a cidadania a partir de Porto Alegre, em sintonia com a pauta dos principais movimentos sócio-culturais mundiais, com ênfase na responsabilidade social e em busca da sustentabilidade.

Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro é o instituto responsável pelas ações de responsabilidade social do Oi. Atua em dois eixos: educação e cultura. E está presente em várias cidades do país, democratizando o acesso ao conhecimento, incentivando a criação artística, valorizando a diversidade cultural brasileira e investindo na tecnologia de ponta para acelerar e promover o desenvolvimento. São mais de dois milhões de pessoas beneficiadas através dos projetos Tonomundo, Oi Kabum! Escolas de Arte e Tecnologia, Geração Oi, Conecta, Novos Brasis, Patrocínios Culturais Incentivados e do espaço cultural também denominado Oi Futuro. Assim, Oi Futuro reafirma sua crença na educação e na cultura como fatores de transformação social, reconhecendo seu compromisso de inserir um número cada vez maior de brasileiros no mapa da cidadania.

SERVIÇO

FILE POA - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Local: Santander Cultural, Rua Sete de Setembro, 1028
ABERTURA PARA CONVIDADOS: 19 de fevereiro, às 19h30
Data: de 20 de fevereiro a 20 de abril de 2008
Horário: Segunda à sexta-feira das 10h00 às 19h00 Sábados, domingos e feriados das 11h00 às 19h00
Entrada franca
Agendamento de VisitasTel.: (51) 3287-5940, de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 16h00

FILE RIO - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica
Local: Oi Futuro - Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo
ABERTURA PARA CONVIDADOS: 26 de fevereiro, às 19h30
Data: de 27 de fevereiro a 30 de março de 2008
Horário: de terça a domingo das 11h00 às 20h00
Informações: (21) 3131-3060
Entrada franca

www.file.org.br


File
Eliane Weizmann – 11 36633381/ 11 92282420
filepress@hotmail.com


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Em Porto Alegre
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