Mostrando postagens com marcador redução de jornada. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador redução de jornada. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Campanha Unificada pela Redução da Jornada de Trabalho Sem Redução de Salários ganha as ruas







Mais de mil trabalhadores e trabalhadoras participaram na manhã desta segunda-feira, na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal de São Paulo (SP), do ato de lançamento da Campanha Unificada pela Redução da Jornada de Trabalho sem Redução de Salários.

Organizado pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e por outras cinco centrais sindicais: GGTB, CUT, NCST, UGT e Força Sindical, o ato teve como objetivo conclamar a população a se juntar à Campanha, além de dar início a um abaixo-assinado que pretende recolher de um a cinco milhões de assinaturas pela aprovação da PEC 393/01.

A Proposta de Emenda à Constituição propõe a redução de 44 para 40 horas a jornada de trabalho semanal, no primeiro ano, e para 35 horas, dois anos depois da primeira redução, além de prever um aumento das horas extras.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, “o trabalho unificado das centrais visa melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e das trabalhadoras brasileiros, além de gerar mais empregos.”

O principal fundamento da Campanha, que ganhou as ruas também em outros estados brasileiros, é que a redução da jornada de trabalho vai criar novos postos de trabalho. Os organizadores da Campanha utilizam cálculos do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos) na defesa da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. De acordo com os cálculos, a redução teria o impacto potencial de gerar em torno de 2, 2 milhões novos postos de trabalho no país.

“Desde a constituição de 1988 não há a redução da jornada de trabalho no Brasil, com exceção das obtidas em acordos ou convenções coletivas. Enquanto países como a França, Espanha, EUA e, inclusive a nossa vizinha, Argentina já conquistaram jornadas de trabalho reduzidas, aqui o patronato ainda emperra nossa luta”, explicou Wagner Gomes.

Aproveitando o ensejo do encontro, os integrantes das centrais também levantaram outras bandeiras que afetam diretamente a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras. Entre elas, o 1º de Maio Unificado, a necessidade de redução da taxa de juros, o fortalecimento das centrais e o seu reconhecimento e a flexibilização das relações trabalho por meio das terceirizações.


Sindicatos vão ajudar a recolher assinaturas

Após o lançamento da Campanha, as assinaturas para o abaixo-assinado serão recolhidas pelos sindicatos filiados às centrais, em diversos estados brasileiros.

Espera-se que até maio cerca de cinco milhões de trabalhadores e trabalhadoras assinem o abaixo-assinado. Em seguida, as centrais levarão esses documentos à Brasília como uma moeda valiosa da opinião pública a favor da aprovação da PEC 393/01.



Crédito das Imagens: Karin Hetschko

Lilian Ambar / Karin Hetschko
Assessoria de Comunicação
Século Comunicação IntregradaFone/fax: (11) 3644-6928 (11) 8202-6949
e-mail: lilian@seculonet.com.br
http://www.seculonet.com.br/

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Redução de Jornada - Nota da Secretaria Geral da Presidência da República

Brasília, 30/01/08 - Em relação à matéria veiculada hoje na Agência Brasil, com o título “Governo deve enviar ao Congresso projeto de lei que reduz jornada de trabalho”, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, esclarece que não há nenhuma decisão de envio ao Congresso de projeto de lei ou de qualquer outra medida relativa à questão.

Em reunião realizada hoje com dirigentes das centrais sindicais, os trabalhadores apenas informaram ao governo que estão promovendo uma campanha em prol da redução da jornada de trabalho. O ministro Dulci afirmou que o governo respeita a mobilização e que esse é um assunto do movimento sindical e do Congresso Nacional.

O ministro Dulci esclarece ainda que os dirigentes das centrais sindicais foram informados que o governo deve enviar ao Congresso proposta de ratificação das convenções 151 e 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e que será constituído um grupo de trabalho para debater a participação de um representante dos trabalhadores nos conselhos de administração das empresas estatais federais.

Assessoria de Comunicação
Secretaria-Geral da Presidência da República
Telefone: (061)3411-1407 ou www.planalto.gov.br/secgeral

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Centrais sindicais definem luta por justiça tributária e redução da jornada


Foto: Isais Dalle


Por Carlos Rogério Nunes, Secretário de Comunicações da CTB

A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) está participando ativamente das propostas que estão sendo formuladas pelas centrais sindicais com o objetivo de definir ações conjuntas sobre a questão tributária e a luta pela redução da jornada de trabalho.

A CTB, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Força Sindical, a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT) e a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) já definiram que não abrem mão da defesa dos recursos dos programas sociais e da manutenção dos acordos firmados com os servidores públicos — garantindo os reajustes e a realização de concursos para novas contratações.

A decisão das centrais, tomada em reunião realizada dia 10 de janeiro, é uma resposta à pressão dos setores conservadores da sociedade que querem cortar recursos dos programas sociais e dos projetos de investimentos em infra-estrutura para compensar a perda da arrecadação orçamentária decorrente do fim da CPMF, da ordem de R$ 40 bilhões. Para as centrais sindicais, os cortes deveriam ocorrer no superávit primário — a reserva de recursos que sustenta a especulação financeira da dívida pública e sangra o orçamento.

Os dirigentes sindicais deixaram claro que não aceitam qualquer iniciativa que enfraqueça o papel do Estado como agente indutor do desenvolvimento. Com esta finalidade, será lançada no dia 21 de janeiro a campanha unitária que dará mais um passo para mobilizar os trabalhadores em torno desta bandeira.

“Não podendo abrir mão de recursos fundamentais para o atendimento das necessidades da população brasileira”, diz Wagner Gomes, presidente da CTB. As centrais sindicais também apresentarão ao governo e ao Congresso Nacional a proposta de reforma tributária elaborada durante a “Jornada pelo Desenvolvimento com Distribuição de Renda e Valorização do Trabalho”.

Em nota, as centrais sindicais reafirmam que diante das ações governamentais para fazer frente à perda de arrecadação decorrente do fim da CPMF é preciso exigir que o peso desta decisão não recaia sobre os acordos firmados entre o governo e os trabalhadores — como a continuidade da política de valorização do salário mínimo, do reajuste da tabela do Imposto de Renda sobre a Pessoa Física, da regulamentação da Emenda Constitucional 29 (que estabelece o percentual mínimo de recursos a ser destinado à Saúde nos Orçamentos Públicos) e da política de valorização do serviço e dos servidores público por meio de reajustes negociados e novas contratações por concurso público.

Reforma tributária justa

A nota também reafirma a proposta de ampliação e democratização do Conselho Monetário Nacional (CMN) — órgão normativo máximo do sistema financeiro brasileiro. “Mais que debater isoladamente as medidas adotadas em função da CPMF, as centrais sindicais defendem uma ampla reforma tributária com vistas a promover o crescimento econômico e a distribuição da renda”, afirma o documento.

A nota nomina como prioridades a instituição da progressividade como princípio e ampliação da tributação sobre a propriedade, os lucros e os ganhos de capital, de maneira a favorecer a produção frente aos ganhos financeiros; promoção da distribuição de renda e eliminação da guerra fiscal entre estados e municípios; implantação do imposto sobre grandes fortunas e heranças; exclusão dos impostos dos itens da cesta básica de consumo popular; revisão da tabela de Imposto de Renda para desonerar os menores salários, aumentar o número de faixas e rever as alíquotas aplicadas; e aprimoramento da tributação para a remessa de lucros das corporações transnacionais e para o capital especulativo.

Segundo documento, as centrais sindicais “reafirmam a unidade na luta em prol de uma reforma tributária justa, sem perda de direitos dos trabalhadores, sem redução dos investimentos sociais e que seja um instrumento na construção de um modelo de desenvolvimento pautado pela distribuição da renda e participação da sociedade”.

“Algumas iniciativas — como a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas, taxação de remessas de lucro e dividendos, elevação da alíquota sobre herança, entre outras — que visem a aumentar a carga tributária para os ricos e reduzir para os trabalhadores são urgentes”, diz Wagner Gomes.

Luta estratégica

Sobre a redução da jornada de trabalho, as centrais aprovaram a realização de um grande abaixo-assinado. “O Brasil vive uma realidade de extremos. Por um lado, um número elevado de trabalhadores está desempregado; por outro, grande parte dos que estão empregados trabalham longas jornadas”, afirma o cabeçalho do documento.

“A redução da jornada de trabalho sem redução de salário é um importante instrumento para a criação de empregos, para a distribuição de renda e melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro”, diz o texto. O abaixo-assinado afirma ainda que as centrais sindicais apóiam a redução constitucional da jornada de trabalho por meio “da aprovação da PEC 393/01 e demais iniciativas, incluindo metas graduais de redução até atingir 36 horas semanais, que tramitam no Congresso Nacional”.

A jornada de trabalho no Brasil é uma das mais extensas do mundo. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) de 2000 mostra que 71% da população economicamente ativa trabalham mais de 40 horas por semana, sendo que para 39% a jornada é de pelo menos 45 horas. A explicação é a deterioração do quadro econômico e social do país.

Além do medíocre crescimento da economia na média dos últimos anos, instauraram-se reestruturações produtivas, terceirizações, reengenharias — processos que forçaram a redução de quadro de pessoal e a precarização das relações de trabalho. “A luta pela redução da jornada de trabalho é estratégica para o desenvolvimento econômico com soberania e valorização do trabalho”, afirma Wagner Gomes.

Lilian Ambar / Karin Hetschko/Osvaldo Bertolino
Assessoria de Comunicação
Século Comunicação Intregrada
Fone/fax: (11) 3644-6928 (11) 8202-6949
e-mail: lilian@seculonet.com.br
www.seculonet.com.br