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quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Terremoto na Argentina

Um tremor de 6,3 graus ocorreu em Santiago Del Estero região norte da Argentina.


Amplitude 6,3

Data-Hora
Quarta-feira, 03 de setembro de 2008, 11:25:13 UTC
Quarta-feira, 03 de setembro de 2008 em 08:25:13 AM no epicentro
Local 26,569 ° S, 63,181 ° W
Profundidade 547,4 km (340,2 km)
Região Santiago del Estero, ARGENTINA

Distâncias
171 km (107 milhas) NE (38 °) de Santiago del Estero, Argentina
207 km (129 milhas) E (84 °) de San Miguel de Tucuman, Argentina
304 km (189 milhas) SE (132 °) de Salta, Argentina
571 km (355 milhas) WSW (254 °) de Assunção, Paraguai

Localização provável
horizontais + / - 7,7 km (4,8 milhas); profundidade + / - 10,7 km (6,6 milhas)
Parâmetros NST = 181, NPH = 181, Dmin = 788,8 km, Rmss = 0,83 seg, GP = 50 °, M-type = regional momento magnitude (MW), Version = 8

Fonte
U.S Geological Survey
U.S. Geological Survey, National Earthquake Information Center:
World Data Center for Seismology, Denver
Event ID
us2008wmav

sábado, 24 de maio de 2008

Lugo promete renegociar usinas com Brasil e Argentina

Montevidéu, 24 mai (Lusa) - O presidente eleito do Paraguai, o ex-bispo católico Fernando Lugo, disse na sexta-feira à Agência Lusa que quer renegociar os contratos de energia elétrica com o Brasil e a Argentina, acusando "os governos de esquerda" destes países de "explorarem economicamente" o seu país."Somos um dos maiores produtores de energia elétrica do mundo e por isso mesmo vamos renegociar os contratos que temos com o Brasil na barragem de Itaipu e com a Argentina em Yacyretâ", afirmou Lugo em Montevidéu, onde esteve negociando apoios com o governo de Tabaré Vasquez.

"Não podemos continuar sendo explorados economicamente por países que têm governos de esquerda e que dizem estar lutando por uma América Latina mais próspera e democrática, como é o caso do Brasil e da Argentina", acrescentou Lugo, em declarações à Lusa."Tenho a certeza que o presidente Lula da Silva vai acabar por renegociar o contrato que existe entre os dois países, uma vez que o mesmo terá de sofrer alguns ajustes", disse."

Soberania
"Para o ex-bispo católico, "está na hora do Paraguai retomar a sua dignidade enquanto país e recuperar a sua soberania, exportando energia elétrica para países como o Uruguai".O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, nunca admitiram publicamente que o Brasil poderá negociar com o governo de Fernando Lugo o contrato de Itaipu.

Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que aceitava discutir o preço da energia com o novo governo do Paraguai. "É uma questão de analisarmos o contrato e fazer alguns ajustes", afirmou Amorim.

Especialistas ouvidos pela Lusa defendem a “revisão zero” do contrato, como forma de criar uma segurança jurídica no setor elétrico na região.

A usina de Yacyretâ fica situada na fronteira com a Argentina e também constitui uma das maiores fontes de rendimento do Paraguai. "O novo governo argentino já garantiu que está à disposição para acertar os preços da energia que consome", disse o ex-bispo católico.

Ajuste de preço
Pelo contrato em vigor, o Brasil paga US$ 400 milhões (R$ 661,5 milhões) por ano ao Paraguai. Se o governo de Fernando Lugo conseguir chegar a um entendimento com Lula e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a receita poderá aumentar em US$ 1,8 bilhão (R$ 2,9 bilhões).

Uma das cláusulas do atual contrato, estipula que o excesso de energia elétrica produzida na barragem de Itaipu, deverá ser vendida aos brasileiros. Nos encontros que estabeleceu com alguns ministros do governo do Uruguai e com o Presidente Tabaré Vasquez, o futuro chefe de Estado paraguaio insistiu na possibilidade de "vender energia elétrica a outros países vizinhos".

"A possibilidade de o Uruguai poder comprar energia ao Paraguai, aumentar o intercâmbio comercial e a cooperação entre os países mais pequenos do Mercosul, foram os temas centrais da reunião entre os dois chefes de Estado", afirmou Gustavo Antúnez, um assessor do presidente uruguaio, Tabaré Vasquez.

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sábado, 23 de fevereiro de 2008

Brasil propõe repasse de energia elétrica para a Argentina


Buenos Aires (Argentina) - Presidentes Lula, Cristina Kirchner, da Argentina e Evo Morales, da Bolívia, durante encontro na residência oficial de Olivos - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr


Mylena Fiori
Enviada especial


Buenos Aires (Argentina) - Depois de duas horas de reunião entre os presidentes do Brasil, da Argentina e da Bolívia, além de ministros e técnicos dos três países, a solução encontrada para o risco de desabastecimento argentino foi a troca de energia.
“Tanto quanto possível, vamos contribuir para minorar essa dificuldade, sem repasse de gás, mas com repasse de energia se tivermos energia para fornecer. Nós oferecemos um certo limite de energia a eles e receberemos em pagamento também energia no momento em que eles puderem”, explicou o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.
Ele disse, ainda, que o Brasil não cederá gás boliviano para a Argentina. “O Brasil não vai abrir mão o gás”, afirmou.
Segundo Lobão, a Argentina pediu ao Brasil um milhão de metros cúbicos de gás/dia mais energia elétrica – mesma ajuda concedida em 2007. Este ano, o auxílio se limitará a cerca de 200 megawatts/hora de energia elétrica, informou o ministro. A solução foi negociada pelos dois países – a Bolívia, de acordo com Lobão, apenas participou no sentido de ajudar a Argentina.
Minutos antes de embarcar para o Brasil, já na Base Aérea de Buenos Aires, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva frisou a importância da ajuda recíproca. “Não se trata de sobrar gás ou não, se trata de uma política de solidariedade que os países do Mercosul têm de ter para ajudar uns aos outros”, disse Lula, destacando que Brasil, Argentina e Bolívia têm previsão de crescimento entre 4% e 8% para 2008 e precisarão de mais energia.
“Acho que essa política de solidariedade é extremamente importante para a gente garantir aos investidores que querem investir em nossos países a permanente possibilidade de produzir energia”, completou o presidente. Lula disse, ainda, que é importante que o Brasil produza energia em quantidade suficiente para ajudar os demais países da região.
Na reunião de hoje (23), além de negociar uma solução para a crise energética argentina, Brasil, Argentina e Bolívia criaram um grupo de trabalho permanente com ministros de energia dos três países para discutir questões estruturais e de curto prazo referentes ao fornecimento energético para os três países. De acordo com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que também participou do encontro trilateral, a primeira reunião do grupo de trabalho deve ocorrer nos próximos dez dias.