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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Notícas do Jornal Itaipu Eletrônico

Intercâmbio científico entre a Itália e o PR vai promover o turismo rural na Bacia do Paraná 3

Cia do Riso forma nova turma de voluntários

Só para aventureiros: JIE segue a rota do Tocantins rumo ao Parque do Jalapão, nas dicas de viagem

No Refúgio, população pode buscar plantas medicinais todas as terças. É de graça

Essa maravilha é nossa: Cataratas assumem liderança entre as novas maravilhas da natureza

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JIE - Jornal de Itaipu Eletrônico
Editado pela Assessoria de Comunicação Social da Itaipu Binacional

sábado, 24 de maio de 2008

Lugo promete renegociar usinas com Brasil e Argentina

Montevidéu, 24 mai (Lusa) - O presidente eleito do Paraguai, o ex-bispo católico Fernando Lugo, disse na sexta-feira à Agência Lusa que quer renegociar os contratos de energia elétrica com o Brasil e a Argentina, acusando "os governos de esquerda" destes países de "explorarem economicamente" o seu país."Somos um dos maiores produtores de energia elétrica do mundo e por isso mesmo vamos renegociar os contratos que temos com o Brasil na barragem de Itaipu e com a Argentina em Yacyretâ", afirmou Lugo em Montevidéu, onde esteve negociando apoios com o governo de Tabaré Vasquez.

"Não podemos continuar sendo explorados economicamente por países que têm governos de esquerda e que dizem estar lutando por uma América Latina mais próspera e democrática, como é o caso do Brasil e da Argentina", acrescentou Lugo, em declarações à Lusa."Tenho a certeza que o presidente Lula da Silva vai acabar por renegociar o contrato que existe entre os dois países, uma vez que o mesmo terá de sofrer alguns ajustes", disse."

Soberania
"Para o ex-bispo católico, "está na hora do Paraguai retomar a sua dignidade enquanto país e recuperar a sua soberania, exportando energia elétrica para países como o Uruguai".O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Minas e Energia, Edson Lobão, nunca admitiram publicamente que o Brasil poderá negociar com o governo de Fernando Lugo o contrato de Itaipu.

Já o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou que aceitava discutir o preço da energia com o novo governo do Paraguai. "É uma questão de analisarmos o contrato e fazer alguns ajustes", afirmou Amorim.

Especialistas ouvidos pela Lusa defendem a “revisão zero” do contrato, como forma de criar uma segurança jurídica no setor elétrico na região.

A usina de Yacyretâ fica situada na fronteira com a Argentina e também constitui uma das maiores fontes de rendimento do Paraguai. "O novo governo argentino já garantiu que está à disposição para acertar os preços da energia que consome", disse o ex-bispo católico.

Ajuste de preço
Pelo contrato em vigor, o Brasil paga US$ 400 milhões (R$ 661,5 milhões) por ano ao Paraguai. Se o governo de Fernando Lugo conseguir chegar a um entendimento com Lula e a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a receita poderá aumentar em US$ 1,8 bilhão (R$ 2,9 bilhões).

Uma das cláusulas do atual contrato, estipula que o excesso de energia elétrica produzida na barragem de Itaipu, deverá ser vendida aos brasileiros. Nos encontros que estabeleceu com alguns ministros do governo do Uruguai e com o Presidente Tabaré Vasquez, o futuro chefe de Estado paraguaio insistiu na possibilidade de "vender energia elétrica a outros países vizinhos".

"A possibilidade de o Uruguai poder comprar energia ao Paraguai, aumentar o intercâmbio comercial e a cooperação entre os países mais pequenos do Mercosul, foram os temas centrais da reunião entre os dois chefes de Estado", afirmou Gustavo Antúnez, um assessor do presidente uruguaio, Tabaré Vasquez.

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sanepar inaugura unidade que produz energia do gás metano


A primeira estação de tratamento de esgoto adaptada para gerar energia elétrica a partir do uso da biomassa foi inaugurada no dia 20, em Foz do Iguaçu, pelo presidente da Sanepar e da Aesbe, Stenio Jacob e pelo diretor-geral da Itaipu binacional Jorge Miguel Samek.

A Estação Ouro Verde fica a dois quilômetros da fronteira com a Argentina e o Paraguai. Trata o esgoto de uma população de 18 mil pessoas e devolve à bacia do Rio Paraná uma água com 84% de redução de poluentes orgânicos. O evento marcou mais uma etapa no projeto da Itaipu Binacional de dinamizar a pesquisa e buscar novas fontes de energia.

O projeto é mais um passo para reduzir custos das empresas prestadora de serviços de água e esgoto, além de proteger o meio ambiente, reduzindo a carga de poluição lançada nos rios. A tecnologia desenvolvida pela Sanepar com apoio da Itaipu em Foz do Iguaçu será repassada a outras empresas de saneamento básico estaduais que, por iniciativa da Aesbe e da Sanepar, participaram do encontro Renergia, um dos eventos do Fórum Mundial de Energias Renováveis.

O evento foi realizado entre 18 e 21 de maio e contou com a presença de 1,2 mil pessoas de vários países, vários deles da África interessados em novas tecnologias e no biocombustível. Uma delegação de seis países africanos visitou a Estação de Tratamento de Esgoto de Ouro Verde para conhecer a nova tecnologia.

Além da questão ambiental, as empresas mostraram-se interessadas principalmente na redução dos custos. Na gestão dos serviços das companhias estaduais de saneamento o item energia elétrica representa 16% do custo total de exploração, o equivalente a R$ 2 bilhões anuais, segundo dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento – SNIS - de 2006.

Depois da folha de pagamento, a energia elétrica representa a maior despesa das companhias. "Um dos principais custos do setor de saneamento é o da energia elétrica. Este é um projeto importante, que pode ser compartilhado entre os Estados, de forma a reduzir custos”, explica o presidente da Aesbe e da Sanepar, Stenio Sales Jacob.

Ele acrescenta que a experiência será repassada para outras 211 estações de tratamento de esgoto no Paraná. Na Estação Ouro Verde da Sanepar o tratamento de esgoto é feito pelo processo anaeróbio. Possibilita a produção de biogás a partir do gás metano, transformando-o em energia e evitando que seja queimado e contribua para agravar o efeito estufa.

O engenheiro Péricles Weber, responsável pelo projeto da Sanepar, lembra que além de produzir energia e evitar a carga poluidora dos rios, a energia limpa possibilita a redução na emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa e pode significar, para a empresa de saneamento, a venda de créditos de carbono no mercado, conforme estabelece o Protocolo de Kioto.

Na estação de Ouro Verde serão gerados cerca de 990 KW/h por mês, suficientes para atender à demanda de energia do sistema de tratamento de esgoto. O excedente de energia retornará para a rede de baixa tensão da companhia estadual de energia elétrica.

Além da geração de energia a partir do gás metano, a Sanepar também vai apresentar um modelo híbrido, que alia a energia produzida pelo biogás com a de painéis solares. Cicero Blay, da Itaipu Binacional, afirmou que a energia limpa é a energia do futuro e que a pesquisa para alcançar a energia totalmente limpa, o hidrogênio, passa pelo gás metano.

Ao falar sobre o projeto de pesquisa da Itaipu por novas formas de energia, ele informou que vários produtores da região do Paraná já estão preparados para gerá-las a partir do subproduto de suas empresas. Segundo Blay, a Itaipu conduz trabalhos com suinocultores, produtores de leite e outras culturas. A idéia do Programa de Geração Distribuída da Itaipu Binacional é gerar energia limpa e próxima do seu local de consumo.

A Associação das Empresas de Saneamento Básico Estaduais - Aesbe é uma entidade civil sem fins lucrativos, constituída por 24 Companhias Estaduais de Saneamento Básico. Essas empresas atendem 103 milhões de pessoas com abastecimento de água, em 3919 municípios. Também prestam serviços de esgotamento sanitário a 45 milhões de pessoas, em 893 municípios.A associação está em atividade desde 1985 e nos seus quase vinte anos de existência vem desenvolvendo ações voltadas às questões do saneamento básico, discutindo e apresentando matérias variadas aos diversos fóruns, visando a evolução do setor.

Assessoria de Imprensa da Aesbe
www.aesbe.org.br

segunda-feira, 21 de abril de 2008

País não descarta reajustar valor pago ao Paraguai por energia excedente de Itaipu, diz Amorim

Mylena Fiori
Enviada especial

Acra (Gana) - Mesmo com a determinação do país de manter sem alterações o Tratado de Itaipu, não está descartado um eventual reajuste dos valores pagos ao Paraguai pela energia a que o país vizinho tem direito mas não usa. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, isso já foi feito no passado, por defasagem de preços, e poderá se repetir.

“Vamos continuar discutindo com o Paraguai normalmente como ele pode obter uma remuneração adequada para sua energia. Isso é justo”, disse Amorim em Acra, onde participa de atividades da 12ª Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad). O tratado de Itaipu prevê que o excedente de um dos sócios deve ser vendido o outro pelo preço de custo.

Questionado se o país faria isso, mesmo em detrimento de interesses nacionais, Amorim afirmou que o mais importante é a harmonia entre os países da região. Ele frisou, no entanto, que o Brasil não cederá a chantagens. “Mas também não creio que vá haver isso. Vai haver uma atitude normal de conversa, de encontrar soluções para um país com o qual temos uma relação muito próxima”.

Durante a campanha para a presidência do Paraguai, o candidato vitorioso, Fernando Lugo, defendeu a retomada da soberania paraguaia sobre seus recursos naturais e prometeu pressionar os governos brasileiro e argentino pela revisão dos tratados das hidrelétricas binacionais de Itaipu e Yacireta.

“Vivemos uma época de mudanças na América do Sul e temos que encarar as mudanças como coisas positivas, nos adaptarmos e, eventualmente, em algumas dessas mudanças, não pensarmos que podemos manter uma paz dos cemitérios”, comentou Amorim sobre a eleição de Lugo.

O ministro defendeu ajuda brasileira ao parceiro do Mercosul e citou como exemplo as tratativas para construção de uma linha de transmissão de Itaipu a Assunção, de forma a permitir maior acesso dos paraguaios aos 50% da energia de Itaipu a que têm direito por contrato.
“E um absurdo que o Paraguai sendo sócio da maior hidrelétrica do mundo, a energia em Assunção seja ruim, nao dê para ter uma indústria baseada em energia. Então vamos ajudá-lo a fazer linhas de transmissão importantes, quem sabe com isso podem até ter uma indústria intensiva de energia. Esse é o bom caminho para o Paraguai. É nossa responsabilidade ajudar os países mais pobres da nossa região”.