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terça-feira, 3 de junho de 2008

Ministro Carlos Minc empossa presidente do Ibama e secretária-executiva do MMA

O ministro do MeioAmbiente, Carlos Minc, empossa nesta quarta-feira (4), às 10h, no auditório do Ibama-sede, em Brasília, a nova secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, e o novo presidente do Ibama, Roberto Messias.

Antes de assumir o cargo no MMA, Izabela Teixeira foi subsecretária adjunta de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro e é servidora de carreira do Ibama. Roberto Messias tem larga experiência na área ambiental, com uma carreira sólida e focada na temática. No Ibama desde 2003, foi superintendente do instituto em Minas Gerais e diretor de Licenciamento.

Já foi secretário-geral do WWF Brasil, diretor-regional da União Internacional para Conservação da Natureza para a América do Sul, entre outros cargos relevantes, tanto em instituições públicas quanto em organizações não-governamentais de renome nacional e internacional, além de professor de graduação e pós-graduação nas Universidades Federais de Minas Gerais, do Pará e do Ceará.

Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente
+55 61 3317-1227/1165
Fax:+55 61 3317-1997

quarta-feira, 5 de março de 2008

Peixe marinho corre mais risco no Sul

Livro diz que 32% das 142 espécies aproveitadas na pesca artesanal da região estão sob ameaça; problema afeta toda costa brasileira - Crédito: IBAMA/ Daniela Kalikoski

Brasília, 04/03/2008

SARAH FERNANDES
da PrimaPagina

Em todas as regiões do Brasil banhadas pelo mar há espécies de peixes cuja sobrevivência está ameaçada, afirma um livro sobre pesca artesanal publicado pelo PNUD e pelo IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis). O problema é mais grave no Sul, onde 32% dos 142 tipos de peixes marinhos aproveitados pela pesca artesanal têm risco de não conseguir se reproduzir.


No Sudeste, 29% das 191 espécies ligadas à pesca artesanal estão ameaçadas — ou seja, estão sendo capturadas numa intensidade que ameaça a desova e capturas futuras. No Nordeste, região brasileira com maior diversidade de peixes marinhos pescados artesanalmente, o risco ronda 13% das 253 espécies. No Norte, estão em perigo 3% das 74 variedades de pescados marinhos. Os dados do livro, intitulado “Nas redes da pesca artesanal” e lançado no final do ano passado, são de 2005.


A situação, avalia o estudo, está ligada a fatores como extração excessiva pela pesca industrial e artesanal, poluição das águas, aumento desordenado do turismo, especulação imobiliária e desapropriação de terras dos pescadores. “Essas avaliações sugerem que as expectativas de aumento da produção no Sudeste-Sul devem, necessariamente, envolver medidas efetivas de manejo e redução da intensidade da pesca”, aponta o texto.


Uma das estratégias para tentar reverter o quadro tem sido a criação de reservas extrativistas costeiras e planos de ordenamento da pesca, respeitando os ciclos reprodutivos das espécies. “Uma regra da biologia é só capturar um peixe depois de ele ter se reproduzido pelo menos uma vez. Porém, muitos indivíduos que ainda não se reproduziram são capturados”, alerta Adriane Lobo, consultora do PNUD e organizadora do livro.


O PNUD financiou a elaboração dos estudos e a contratação dos consultores que trabalharam nas pesquisas e na edição do livro.


Pesca artesanal


A ameaça às espécies de peixes e a redução dos cardumes afetam diretamente as comunidades que vivem da pesca artesanal — atividade que emprega cerca de 2 milhões de pessoas e, em 2002, foi responsável por 52,5% das 535.403 toneladas de peixes extraídas no país. O livro considera uma atividade pesqueira como artesanal quando é desenvolvida por membros da família — sem contratação de empregados — e visa principalmente a subsistência.


Em razão da redução do número de peixes, os pescadores tradicionais mudaram o foco de captura. Na região Sul, por exemplo, cação, bagre e miragaia perderam espaço para tainha e camarão, que apresentam um ciclo de vida mais curto. Além disso, a redução do pescado tem sido responsável pelo “aumento da pobreza entre os pescadores, desagregação da comunidade e fragilidade da cultura tradicional”, segundo Adriane.


“Há muito, o Estado praticamente esteve ausente dos processos de estímulo ao desenvolvimento socioeconômico das comunidades de pescadores, da criação de políticas e estratégias de desenvolvimento sustentável do setor — o que aumentou a pobreza em que já estavam imersas, a sobrepesca e a degradação costeira”, aponta o estudo.


A pesca artesanal é freqüente nas quatro regiões do Brasil banhadas pelo mar, porém, prevalece nas regiões Norte e Nordeste. Já no Sul e Sudeste “pouco mais da metade do pescado é proveniente da captura industrial”, segundo Adriane. Ela ressalta, entretanto, que faltam informações para compor estatísticas sobre pesca, e que poucos dados cobrem as atividades mais tradicionais. “A pesca artesanal acaba sendo reportada como industrial, por ser na indústria o ponto de coleta da informação”, afirma.


Os pescadores artesanais se organizam em colônias — eram 381 em 2004, segundo o livro. A maioria delas tem pouca estrutura para comercialização e, por isso, depende de um intermediário para transportar a produção até os mercados consumidores, o que reduz o ganho das famílias.


Estudo
Confira o primeiro capítulo do livro "Nas redes da pesca artesanal", publicado pelo PNUD em parceria com o IBAMA.
Fonte: PNUD

sábado, 26 de janeiro de 2008

Pesquisa genética representa "seguro de vida" para onça-pintada


Pesquisadores do Cenap colhem material orgânico de onça pintada-Foto: Adriano Gambarini

Um seguro contra a extinção. Esse é um dos princípios que norteiam o programa de pesquisas em laboratório realizado pelo Cenap (Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação dos Predadores Naturais), do Instituto Chico Mendes, que tem sede em Atibaia (SP). Os projetos visam preservar informações genéticas de espécies de carnívoros ameaçados de extinção, como a onça-pintada.

A partir da coleta de material orgânico dos animais, o centro procura identificar a melhor estrutura genética em relação às diferentes populações de carnívoros encontradas no País e busca, entre outras coisas, respostas para as doenças que acometem essas espécies.

”Nossa preocupação é responder perguntas cujas respostas só podem ser encontradas no material genético destes animais. Na prática, isso representa o seguro de vida da onça-pintada contra uma possível extinção no futuro”, destaca Ronaldo Morato, chefe do Cenap.

Ele faz questão de destacar, no entanto, que o foco atual é a prevenção e não a reprodução. “Buscamos garantir que esse material genético continue sendo conhecido e explorado, sem necessariamente gerar indivíduos em laboratório. Até porque a onça-pintada possui boa variabilidade genética”, explica Morato.

Em 2003, o centro começou a formar o banco de amostras biológicas de carnívoros, reunindo partes de tecidos, sangue, papa de leucócitos e sêmen de algumas espécies. Em seguida, foi criado um projeto para a produção de embriões, sem que houvesse, porém, preocupação de transferi-los para uma receptora que os gerasse.

A dificuldade maior é aprimorar a qualidade de armazenamento das amostras biológicas, principalmente sêmen. "Não é fácil armazenar corretamente esse tipo de material, principalmente porque os felinos possuem baixa qualidade do sêmen. Foi aí que surgiram parceiras importantes, como a que temos com a Universidade Estadual do Ceará", pontua Morato.

Os resultados foram tão favoráveis que outros projetos surgiram, envolvendo o congelamento de oócitos (gameta feminino da espécie). “A partir dessa técnica podemos coletar os ovários das fêmeas encontradas mortas nas rodovias e congelar, garantindo a preservação da informação genética ali existente”, explica o chefe do centro.

Com a Universidade Estadual do Ceará (UECE), a Estadual Norte Fluminense e a Federal de Minas Gerais (UFMG), o Cenap participa no desenvolvimento de técnicas que melhoram a preservação de gametas.

Em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), busca o melhoramento das técnicas de inseminação artificial, a partir de indução hormonal em fêmeas de onça-pintada. Nas parcerias com a PUC do Rio Grande do Sul, trabalha-se a extração e preservação de DNA, além da análise genética de cada indivíduo.

Apesar de essas técnicas estarem sendo desenvolvidas de forma disseminada pelo mundo desde a década de 90, somente a partir do ano 2000 é que o Brasil acelerou seu trabalho nesse campo de pesquisa. "O Cenap foi com certeza um dos pioneiros nesse trabalho focado na conservação de espécies e preservação dessas informações genéticas", diz Morato.

Agência de Notícias do
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
Boletim Eletrônico - Número 15 - Ano II - Brasília-DF, 25 a 30 de janeiro de 2008