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quinta-feira, 5 de junho de 2008

Criação de 2,6 milhões de hectares de áreas protegidas na Amazônia celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente

Para o WWF-Brasil, apesar ser uma ótima notícia, ainda há muito a ser feito

Confirmando boa parte das expectativas geradas a partir da sinalização do ministro Carlos Minc durante a 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Bonn (Alemanha), onde foi para noticiar o lançamento da segunda fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o governo federal anunciou hoje, 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, a criação de três novas unidades de conservação: duas localizadas no Amazonas (Parque Nacional do Mapinguari e Reserva Extrativista do Ituxi) e uma no Pará (Reservas Extrativistas do Médio Xingu).

O anuncio dos 2.653.203 hectares de novas áreas protegidas foi feito pelo presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a solenidade comemorativa, realizada no Palácio do Planalto.

Segundo Denise Hamú, secretaria-geral do WWF-Brasil, somado à criação das outras quatro unidades de conservação no Amazonas - que correspondem a aproximadamente outros 3,2 milhões de hectares divulgados em maio, ainda durante a gestão da Marina Silva - o resultado do anúncio de hoje expressa uma relevante melhora no nível de comprometimento do governo federal em relação à conservação ambiental, especialmente no que tange à prevenção de impactos causados pela possível reconstrução da rodovia Porto Velho-Manais (BR-319). "Não só pelo significado desse passo em si, mas também pela contribuição às políticas de conservação da diversidade biológica, na manutenção de serviços ambientais e na redução do desmatamento, além de contribuir para promoção da segurança e melhoria de qualidade de vida das populações que residem essas localidades, dentro de um quadro do desenvolvimento sustentável que buscamos para a Amazônia", declarou Hamú.

Áreas como a Resex do Médio Xingu, localizada no Município de São Felix do Xingu (PA) e habitada por aproximadamente 50 famílias, sofrem, por exemplo, diversas ameaças de grileiros e madeireiros que derrubam castanhais e preparam-se para vender as terras, agindo, inclusive com violência contra os moradores os quais dependem dos recursos naturais e da área para sobreviver.

Além disso, esse local tem importância estratégica na consolidação do mosaico de áreas protegidas da Terra do Meio. Quadro semelhante caracteriza a Resex do Rio Ituxi, localizada no município de Lábrea (AM) e cujo movimento para a criação foi iniciado há seis anos. Enquanto aguardava uma resposta do governo, a comunidade local desempenhava papel ativo na conservação, fazendo frente a invasões de pesqueiros, grileiros, garimpeiros, madeireiros e pescadores de quelônios, sofrendo, inclusive, ameaças de morte.

"Essas são exemplos de atividades ilegais, muitas vezes criminosas, que tem ameaçado essas regiões e as pessoas que as habitam e que a criação dessas unidades de conservação ajudarão a combater", destacou Denise, explicando também que é a importância da conservação da natureza, da manutenção da segurança e da promoção do desenvolvimento sustentável nessas áreas, que motivou o WWF-Brasil a se envolver diretamente.

Envolvimento este que perpassa tanto pelo apoio aos estudos que geraram a criação das Resexs do Rio Ituxi e Médio Purus, quanto pelo apoio à realização dos procedimentos de justificativa e aprovação para a criação do mosaico da Terra do Meio, com o qual agora colabora para sua implementação. Contribuição significativa também desempenha o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) com o suporte financeiro e operacional a todas as ações de gestão de unidades de conservação, por ele eleitas, que vão desde os estudos para sua criação, até sua implementação e manutenção em longo prazo.

A secretária-geral mantém também o alerta, que vem sendo anunciado pelo WWF-Brasil desde o final do ano passado, de que ainda é grande e preocupante o número de importantes áreas que já foram aprovadas pelo Ministério do Meio Ambiente, mas permanecem sob análise de outros setores do governo ou paradas na Casa Civil.

Para Denise, especialmente devido o alarmente reflexo socioeconômico e ambiental que caracterizam essas áreas, as medidas para mudar esse quadro precisam ser mais ágeis e encaradas como prioritárias. Existem terras, que ocupam regiões em que há expectativa da criação de unidades de conservação federais de uso sustentável. São localidades caracterizadas por graves situações de conflitos ligados à questão fundiária e ao uso de recursos naturais que ameaçam, inclusive, a vida de populações tradicionais que as ocupam.

Há também várias propostas de criação de unidades de conservação de proteção integral e processos com intervenções não muito claras. São dificuldades e morosidades que colocam em risco importantes patrimônios ecológicos, de grande diversidade biológica.

"Situação preocupante, sobretudo nesses tempos de mudanças climáticas e tendo as unidades de conservação papel importante no combate ao desmatamento. Apesar de o anúncio de hoje ser extremamente positivo, tudo isso mostra que é preciso acelerar o fluxo de decretação de áreas protegidas, especialmente em regiões onde as pressões contra a conservação tendem a se intensificar", explicou. Entre as três novas unidades de conservação, a Reserva Extrativista do Ituxi, do Médio Xingu já tinham seus estudos e processos de criação apoiados pelo Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).

Somadas às unidades criadas e ampliadas em maio, a extensão de novas áreas protegidas no Brasil chega à 5.821.489 de hectares, ou seja, quase cinco milhões de campos de futebol. Dois representantes da Resex Rio Xingu, Lauro Freitas Lopes e o presidente da Associação dos Moradores, Herculano Costa Silva, estiveram presentes na solenidade, onde comemoraram a conquista que representa a possibilidade de regularização fundiária da região, beneficiando cerca de 60 famílias que vivem atualmente em clima de total insegurança.

Herculano, que em março e maio esteve em Brasília para pedir proteção policial e cobrar do governo federal a criação da Reserva Extrativista do Médio Xingu, sentou-se no podium junto às autoridades após cumprimentar ministros e o presidente Lula. "Demorou, mas saiu e nova vida nasce no mosaico Terra do Meio. Só faltava essa reserva extrativista para completá-lo. Essa criação representa um grande passo para combatermos as ameaças contra a natureza e as pessoas nas terras de lá. Peço agora apoio do senhor presidente, no sentido de garantir minha segurança para que possa voltar para minha família", declarou Herculano, durante a cerimônia.

Outras medidas importantes também foram anunciadas, entre elas o envio da mensagem ao Congresso Nacional do projeto de lei que institui a Política Nacional sobre Mudanças do Clima, a criação do grupo de trabalho para gerir o Fundo para Proteção e Conservação da Amazônia e a renovação da interdição de comercialização do Mogno por mais dez ou 20 anos.

Áreas protegidas mobilizam soluções
Para o WWF-Brasil, as áreas protegidas têm se mostrado um instrumento de sucesso para promover o ordenamento territorial, rebatendo o crescimento não planejado - prática comum especialmente na Amazônia brasileira que tem gerado vários problemas, inclusive de criminalidades associadas - e também para proteger o pouco que resta da Mata Atlântica, resistir o processo avassalador de destruição do Cerrado e aumentar a representatividade da conservação no Pantanal, na Zona Costeira e na Caatinga.

Experiências em andamento mostram que o estabelecimento das potencialidades e restrições de uso e ocupação promovidas pela criação e implementação das unidades de conservação tem colaborado com definições fundiárias e de dominialidade, além de representar unidades ativas para a promoção do desenvolvimento sustentável nas regiões onde são implementadas. Um estudo, realizado em parceria entre o WWF-Brasil, o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), pesquisadores da Universidade de Minas Gerais (UFMG) e outros parceiros, avaliou a contribuição do Programa Arpa na redução das emissões de carbono, oriundas de desmatamento.

Os resultados mostraram, utilizando-se dados das taxas históricas entre 1997 e 2007, que cerca de 50% das florestas remanescentes da Amazônia se encontram sobre alguma designação de área protegida no seu sentido amplo. Desse total, 16,8% recebem apoio do Programa Arpa. Hoje as áreas protegidas da Amazônia detêm cerca de 50% do estoque de carbono florestal do domínio. Segundo o estudo, as 61 áreas protegidas apoiadas pelo programa estão preservando um estoque de carbono florestal da ordem de 4,6 bilhões de toneladas de carbono (18% do estoque total protegido na Amazônia). Trata-se de um volume equivalente ao dobro do esforço de redução de emissões do primeiro período de compromisso do Protocolo de Quioto, na hipótese de sua efetiva implementação. Talvez de maior destaque são as conclusões no sentido de que, somente considerando as 61 unidades de conservação apoiadas pelo Arpa até o final de 2007, projeta-se uma redução de emissões de carbono em cerca de 1,1 bilhão de toneladas até 2050. Foi detectado efeito positivo na redução do desmatamento no entorno das unidades de conservação (e provável não deslocamento dessa degradação para outro local em termos líquidos), com potencial de redução de emissões significativamente maior.

Além disso, apesar de apenas por curto período, as unidades de conservação de uso sustentável com sua implementação apoiada pelo Arpa já demonstram maior eficiência na resistência ao desmatamento com relação àquelas não apoiadas pelo Arpa.

WWF-Brasil
comunicacao@wwf.org.br

terça-feira, 3 de junho de 2008

WWF-Brasil lança segundo vídeo da Trilogia Pense de Novo

O aquecimento global não é um fenômeno natural, mas um problema criado pelos homens. Qualquer pequena tora de madeira, cada gota de óleo e gás que os seres humanos queimam são jogados na atmosfera e contribuem para as mudanças climáticas.

Preocupado com o tema, o WWF-Brasil fez a trilogia Pense de Novo, uma série de três animações que busca chamar a atenção para as mudanças climáticas, seus principais efeitos, causas e soluções. O primeiro vídeo, batizado como "MUNDO", mostra que as ações do homem estão causando o aquecimento do planeta por causa da emissão excessiva de gases de efeito estufa que formam uma espécie de cobertor de fumaça em volta do globo terrestre e impede o calor de sair da atmosfera.

O segundo, lançado na semana do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, chamado de "CLIMA E DESMATAMENTO", aborda o maior problema brasileiro para as mudanças climáticas: o desmatamento.

Ao serem cortadas e queimadas, as árvores liberam para a atmosfera o dióxido de carbono que havia nelas. É assim que acontece cerca de 75% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, levando o país a ser o 4o. maior emissor do planeta. A produção dos vídeos foi feita pela empresa Buraco de Bala, de Brasília, e a divulgação está por conta da Radiola Comunicação.

Todos os vídeos transmitem conteúdo sério, de forma lúdica, animada e descontraída, pedindo que todos "Pensem de Novo" sobre suas ações e as conseqüências delas para o planeta.

WWF-Brasil
O WWF-Brasil é uma organização da sociedade civil brasileira, sem fins lucrativos, reconhecida pelo governo como instituição de utilidade pública. Criado em 1996 e sediado em Brasília, o WWF-Brasil atua em todo o país com a missão de contribuir para que a sociedade brasileira conserve a natureza, harmonizando a atividade humana com a conservação da biodiversidade e com o uso racional dos recursos naturais, para o benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil também é membro da maior rede ambientalista mundial: a Rede WWF. Criada em 1961, a rede é formada por organizações similares e autônomas de 40 países, e conta com o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários. Ela atua nos cinco continentes, em mais de 100 países. O secretariado-internacional da Rede WWF está sediado na Suíça.


Mariana Ramos
Assessora de Comunicação do WWF-Brasil
marianaramos@wwf.org.br

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Minc sinaliza criação de novas áreas protegidas em reunião com doadores do Arpa

Bonn (Alemanha) - O primeiro compromisso do Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao chegar hoje, quinta-feira, 29 de maio, na 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Bonn (Alemanha), foi uma reunião com os doadores do Arpa (Programa de Áreas Protegidas da Amazônia).

No encontro Minc confirmou a continuidade do programa na sua agenda de governo e sinalizou a criação de novas unidades de conservação na Amazônia no próximo Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho. "Fiz questão de vir a Bonn para dar boas notícias e reafirmar nosso compromisso com o Arpa e a ampliação da meta de criação de unidades de conservação de 50 para 60 milhões de hectares", afirmou Minc, no encontro realizado com representantes da Rede WWF, do Banco Mundial e do KfW (Banco de Cooperação Alemã) - principais doadores do Arpa.

O novo ministro também sinalizou a possível criação de quatro novas unidades de conservação no próximo dia 5 de junho. Segundo ele, na Amazônia serão criadas a Reserva Extrativista do Xingu, a Reserva Extrativista do Ituxi e o Parque Nacional do Mapingari, além de uma reserva extrativista no litoral da Bahia (Mata Atlântica).

Momentos antes da conversa, o Ministério do Meio Ambiente realizou evento paralelo para lançar oficialmente a segunda fase do Arpa. Com início previsto para janeiro de 2009, a próxima fase do programa deve criar 20 milhões de hectares em quatro anos, sendo 10 milhões em unidades de conservação de uso sustentável. Durante o evento o KfW já assinou contrato com o Funbio (Fundo Brasileiro de Biodiversidade) para a doação de 10 milhões de euros para fundo fiduciário de capitalização permanente do Arpa - o FAP (Fundo de Áreas Protegidas). "O WWF-Brasil, e outros membros da Rede WWF, assumem seu compromisso com o Arpa, atendendo o desejo da sociedade brasileira em atingir o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Ao mesmo tempo, oferecemos ao novo ministro brasileiro de Meio Ambiente, Carlos Minc, a oportunidade de reforçar o Arpa e conseguir novas doações para a implementação da segunda fase do programa", afirmou o presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza, presente na reunião que também contou com o diretor-geral do WWF Internacional, James Leape, e a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.

A Rede WWF anunciou o seu comprometimento com o programa e sinalizou doação de US$ 30 milhões de dólares para a segunda fase do Arpa. A quantia, na sua maioria ainda por ser captada, será disposta da seguinte forma US$ 10 milhões de dólares para investimento direto nas atividades do programa, US$ 15 milhões de dólares para aplicação no FAP e US$ 5 milhões de dólares serão oferecidos em produtos e serviços desenvolvidos pelo WWF-Brasil, como estudos propondo áreas prioritárias a serem criadas para a conservação da Amazônia brasileira, realização de planos de manejo para a consolidação de unidades de conservação já criadas, atividades de capacitação e formação para o fortalecimento de equipes como os gestores de unidades de conservação, entre outras atividades.

Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Arpa é implementado em conjunto pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e sete governos estaduais da Amazônia brasileira - Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins. O apoio financeiro é dado pelo Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF), por meio do Banco Mundial, pelo KfW (Banco de Cooperação do Governo da Alemanha) e pela Rede WWF, por meio do WWF-Brasil.

Seus recursos são gerenciados pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). Além disso, existe uma cooperação técnica ao programa fornecida pelo WWF-Brasil e pela GTZ (Agência de Cooperação Técnica Alemã).

João Gonçalves,
assessor de comunicação do WWF-Brasil
+55 61 8175 3410
joao@wwf.org.br

segunda-feira, 26 de maio de 2008

WWF-Brasil discute áreas prioritárias de conservação na Amazônia na COP9 da CDB

A visão ecológica desenvolvida pelo WWF-Brasil, em conjunto com a Rede WWF, para definição de áreas prioritárias para todo o bioma amazônico, que abrange 6,7 milhões de quilômetros quadrados, em nove países - Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname e Guianas - foi apresentada no evento paralelo "Áreas prioritárias para conservação no bioma amazônico: experiências e metodologias".

O estudo concluiu ser necessário que ao menos 30% de todos os ecossistemas terrestres e aquáticos amazônicos sejam conservados. Promovido pelo Arpa (Programa Áreas Protegidas da Amazônia)/Ministério do Meio Ambiente, o evento aconteceu na última sexta-feira, 23, em Bonn (Alemanha), durante a 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).

Com mediação do diretor de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias, o evento paralelo contou com a participação do coordenador do Laboratório de Ecologia da Paisagem do WWF-Brasil, Sidney Rodrigues, e da pesquisadora do Instituto Emilio Goeldi, Ana Luisa Albernaz. "O bioma amazônico tem sistemas ecológicos muito diversos e complexos.

A definição de áreas prioritárias de conservação busca garantir uma representatividade de espécies para o futuro, de forma eficiente, ao longo do tempo", afirma Rodrigues, explicando que a visão ecológica é basicamente uma ferramenta de suporte para a tomada de decisão.

Segundo ele, o trabalho envolveu a compilação de dados disponíveis sobre o bioma, avaliação das áreas protegidas existentes e identificação de objetivos e metas de conservação. O estudo, feito em conjunto com representações da Rede WWF em outros países do bioma amazônico, concluiu que ao menos 30% de todos os ecossistemas terrestres e aquáticos amazônicos sejam conservados. "Só assim serão mantidas características do bioma, e teremos garantida a proteção de espécies, habitats, paisagens e processos ecológicos existentes na Amazônia", concluiu Rodrigues.

Efetividade de gestão - O WWF-Brasil também apoiou o Arpa na realização do evento paralelo "Avaliação da efetividade de gestão de áreas protegidas: metodologia, aplicação e resultados", realizado na sexta-feira, 23, durante a COP9 da CDB. No evento, que contou com a participação da técnica do Centro Mundial de Monitoramento da Conservação do Programa das Nações Unidas para Meio Ambiente (UNEP), Helena Pavese, e do diretor do Departamento de Articulação de Ações da Amazônia, Ronaldo Weigand, foram apresentadas diferentes experiências de avaliação de efetividade de gestão em áreas protegidas.

Entre elas a metodologia RAPPAM (Rapid Assessment and Priorization of Protected Area Management/ Avaliação Rápida e Priorização da Gestão de Unidades de Conservação), desenvolvida pela Rede WWF, que permite a avaliação rápida e priorização do manejo em unidades de conservação. Em parceria com o WWF-Brasil, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) aplicou a metodologia para avaliar 246 unidades de conservação federais. O processo, realizado entre 2005 e 2007, permitiu rever procedimentos inadequados e enxergar possíveis ajustes e avanços na gestão dessas áreas.

João Gonçalves
assessor de comunicação do WWF-Brasil
joao@wwf.org.br

segunda-feira, 19 de maio de 2008

9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica

WWF-Brasil acompanha a 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP9/CDB)

19 de maio de 2008

WWF-Brasil acompanha a 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP9/CDB) O WWF-Brasil estará observando a 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, que acontece em Bonn (Alemanha), entre 19 e 30 de maio.

Além de acompanhar as discussões dos temas centrais da conferência, a organização participa de uma série de eventos paralelos, entre eles o da divulgação de estudo sobre a importância das unidades de conservação na redução das emissões de carbono na atmosfera.

O estudo, elaborado em conjunto com o Instituto Ambiental da Amazônia (IPAM) aponta que as áreas protegidas apoiadas pelo Arpa (Programa de Áreas Protegidas da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente) ajudam a reduzir em 1,8 bilhão as emissões de carbono.

O WWF-Brasil também tem a expectativa, apesar das mudanças ocorridas no Ministério do Meio Ambiente na semana passada, de que o governo brasileiro aproveite a conferência para anunciar oficialmente o lançamento da segunda fase do Arpa.

A organização estará representada, em diferentes momentos da conferência, pelo presidente do seu Conselho Diretor, Álvaro de Souza, pela sua secretária-geral, Denise Hamú, e pelo superintendente de Conservação de Programas Regionais, Cláudio Maretti.

Seminário de Atualização para Jornalistas - Em parceria com o Fundo Brasileiro para Biodiversidade (Funbio), e apoio do Arpa/Ministério do Meio Ambiente, o WWF-Brasil promoveu o Seminário para Atualização de Jornalistas sobre a 9ª Conferência das Parte da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP9/CDB).

Realizado em São Paulo, nos dias 6 e 7 de maio, o seminário abordou temas como repartição de benefícios, mecanismos financeiros, biodiversidade florestal, mudanças climáticas e áreas protegidas. Também foi apresentado um quadro geral da participação do Brasil na conferência, pelo diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Dias.

Todo o conteúdo do seminário, incluindo as apresentações e depoimentos dos palestrantes sobre qual deve ser o foco do jornalista na cobertura da COP9 da CDB estão disponíveis no site do WWF-Brasil. Seminário de Atualização para Jornalistas sobre a COP9 da CDB www.wwf.org.br/seminario_cop9

Apoio à imprensa - A equipe de comunicação do WWF-Brasil estará atendendo a imprensa diretamente de Bonn, com apoio de Brasília, durante as duas semanas da COP9 da CDB. Caso haja interesse em agendar uma entrevista com o WWF-Brasil durante o encontro, entre em contato diretamente com:

Em Bonn

Denise
oliveiradoliveira@wwf.org.br
+ 61 8175-2695
João
gonçalvesjoao@wwf.org.br
+ 61 8175-3410

Em Brasília
+ 61 3364 7400
Ana Cíntia
guazzellianacintia@wwf.org.br
+ 61 8165-6807
Maristela
pessoamaristela@wwf.org.br
+ 61 3364-7464

O suporte também será fornecido por meio do site da organização, que já hospeda uma seção especial com notícias e atualizações regulares sobre a COP9 da CDB. Além disso, a seção também irá disponibilizar documentos, como as apresentações e síntese das principais mesas do Seminário de Atualização para Jornalistas sobre a COP9 da CDB.

Especial COP9 da CDB - Site WWF-Brasil
www.wwf.org.br/cop9

Serviço
9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP9/CDB)
19 a 30 de maio de 2008 Hotel Maritim - Bonn - Alemanha

O WWF-Brasil é uma organização não-governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

domingo, 6 de abril de 2008

Reunião de clima resulta em agenda de trabalho ambiciosa

04 de abril de 2008 - Bangcoc, Tailândia - As reuniões da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre clima esta semana em Bangcoc resultaram em uma agenda de trabalho ambiciosa, que garante a discussão mais aprofundada sobre os principais assuntos relacionados a um novo acordo em 2009. Esta é a opinião do WWF-Brasil sobre a conclusão do primeiro encontro da ONU sobre mudanças climáticas após a 13ª. Conferência das Partes em Bali, em dezembro passado. O acordo de 2009 é necessário, pois o primeiro período do Protocolo de Quioto termina em 2012 e os países necessitam de um tempo para ratificar o novo compromisso até que ele entre em vigor, devido à complexidade do assunto.

"Os países em desenvolvimento colaboraram bastante para a formulação da agenda, mas ainda é preciso que apresentem propostas concretas para serem discutidas por todos", afirma Karen Suassuna, analista em mudanças climáticas do WWF-Brasil, que acompanhou as discussões na Tailândia.

O Brasil, por exemplo, já apresentou duas propostas em anos anteriores: a da compensação por reduções de emissões pelo desmatamento, que sugere que os países sejam compensados financeiramente pela diminuição no desmatamento como forma de incentivo, e a da responsabilidade histórica, que afirma que cada país deve se comprometer com as reduções de suas emissões de acordo com seu histórico de poluição.

Dificuldades nas negociações

As negociações não são fáceis e muitos países têm apresentado resistência. Desta vez, o Japão foi quem mais colocou obstáculos para que as negociações avançassem. O país manteve sua posição conservadora ao exigir que as nações em desenvolvimento também assumam metas de redução de emissões. Em Bali, o acordado foi que os países em desenvolvimento iriam agir para reduzir suas emissões, porém sem metas obrigatórias.

"O governo japonês terá de construir uma relação de mais confiança com os grandes países em desenvolvimento se quiser liderar o G8 (Grupo dos sete países mais desenvolvidos + Rússia) para um acordo razoavelmente bom na próxima reunião do grupo em Hokkaido", afirma Kathrin Gutmann, coordenadora de políticas públicas da Rede WWF. "A melhor maneira de fazer isso é o Japão adotar uma posição agressiva e defender uma redução drástica de emissões pelos países industrializados de 25% a 40% até 2020."

A atenção do mundo se voltou para as mudanças climáticas de forma mais intensa depois da divulgação de diversos relatórios sobre o tema no ano passado, como o Relatório Stern, sobre os impactos na economia mundial, e o do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). "Os impactos apontados por estes documentos explicitam a vulnerabilidade econômica, social e ambiental a que estamos sujeitos. É necessário que haja liderança política arrojada o suficiente para construir uma agenda global com medidas concretas e enfrentar a gravidade e urgência do assunto", afirma Karen Suassuna. "Caso contrário, cientistas e economistas têm apontado prejuízos enormes para a humanidade", completa.

Este ano, haverá ainda mais três reuniões da ONU para tratar do tema: na Alemanha, em Gana, e na Polônia (COP 14), em dezembro. Na reunião de Gana, marcada para agosto, será tratado um dos assuntos mais relevantes para o Brasil, Reduções das Emissões do Desmatamento e Degradação (REDD).

WWF-Brasil

O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. O WWF-Brasil, criado em 1996 e sediado em Brasília, desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.

Mariana Ramos, assessora de Comunicação do WWF-Brasil
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