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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Vacina da dengue a partir de dezembro

60ª SBPC
Vacina da dengue a partir de dezembro
17/7/2008
Por Fábio Reynol, de Campinas (SP)

Agência FAPESP - Foram 100 milhões de casos registrados no mundo somente no ano passado. Cerca de 3 bilhões de pessoas moram em regiões sujeitas ao contágio e 20 milhões de turistas passam anualmente por esses lugares.

No Brasil, a cada ano o cenário se repete. A dengue é uma das maiores epidemias mundiais e, por isso, alvo de institutos de pesquisa e corporações farmacêuticas de diversos países que buscam desenvolver uma vacina para o mal. No Brasil, o desafio foi tomado pelo Instituto Butantan, de São Paulo, e pelo Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro.

Representantes das instituições falaram sobre os estágios em que se encontram as vacinas brasileiras para a dengue na 60ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Campinas. Elena Caride Siqueira Campos, da Fiocruz, e Expedito de Albuquerque Luna, do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, que participa da pesquisa do Butantan, discorreram sobre a doença e seus trabalhos de pesquisa.

Em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH, sigla em inglês), os trabalhos do Butantan estão mais adiantados. “Já estamos na fase das pesquisas clínicas com humanos e em dezembro deveremos ter planta piloto produzindo a vacina”, anunciou Luna, que espera ter, em 2010, uma planta definitiva instalada no instituto paulista.

O Butantan realizará em breve ensaios minuciosos em uma cidade no interior de São Paulo para testar a eficácia da vacina. “Necessitamos de dados precisos sobre o número de pessoas contaminadas, o que ainda não existe”, disse. Isso ocorre porque a maioria das pessoas que contrai a doença não desenvolve os sintomas. No estudo, os moradores da região que tiverem febre farão exame de sangue para saber se ela foi causada pela dengue.

Combate a quatro vírus ao mesmo tempo
A vacina da Fiocruz nasce com a técnica de clones infecciosos e tem como base o vírus da febre amarela. A técnica consiste em retirar um trecho do genoma do vírus da febre amarela e colocar no lugar o pedaço equivalente do vírus da dengue. O resultado é o chamado “genoma quimérico”.

O uso do vírus da febre amarela não vem por acaso. O instituto fluminense é o maior produtor mundial da vacina 17D para essa doença. Com isso, a Fiocruz pretende aproveitar o know how e a capacidade instalada para futura produção da nova vacina.

Mas combater a dengue no organismo humano não é fácil. Existem quatro tipos diferentes de vírus e, para ser eficaz, a vacina terá de ser tetravalente, ou seja, combater os quatro simultaneamente. “Para cada um desses tipos é preciso encontrar um equilíbrio entre atenuação do vírus (para que a pessoa não adoeça com o medicamento) e imunogenicidade (a “força” que a dose deve ter para imunizar)”, explicou Elena.

Segundo a pesquisadora, o trabalho ainda não encontrou resultados satisfatórios para a dengue do tipo 3. Mesmo assim, ela espera já em 2009 poder realizar os testes das primeiras formulações tetravalentes da vacina e, até 2012, dar início aos testes clínicos.

No Brasil, até agora foram registrados os tipos 1, 2 e 3 da dengue, mas, segundo os dois especialistas, é apenas uma questão de tempo para o tipo 4, que já foi encontrado na Colômbia e na Venezuela, chegar por aqui. “A dengue sempre existiu, mas com o advento das embalagens plásticas, que servem de criadouro para o mosquito vetor Aedes aegypti, o difícil acesso à água potável e as más condições de saneamento dos aglomerados urbanos ela se disseminou pelo mundo a partir da década de 1970”, salientou Luna.

No Brasil, a epidemia chegou na década de 1980 com o tipo 1 e o tipo 2 na seguinte. No início desta década foram registrados os primeiros casos do tipo 3. Tudo indica que a epidemia deve se agravar com a chegada do tipo 4. Por isso, a importância da vacina. “Além disso, ter uma vacina não ajuda somente a saúde do país. É um trunfo importante na hora de transferir tecnologias e trocar conhecimento com outros países”, disse Elena.

Outras notícias e atualidades científicas e tecnológicas no Boletim da Agência Fapesp

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Araguari supera meta da campanha de vacinação contra gripe

Campanha de vacinação contra gripe superou a meta de 80% em Araguari - Foto: Assessoria de Imprensa

Encerrado o período da campanha nacional de vacinação de idosos contra a gripe, a Secretaria de Saúde de Araguari superou a meta de vacinação estabelecida para o município. A informação é da secretária de Saúde, Ana Regina Vilela da Silva. “A meta do Ministério da Saúde era que vacinássemos 80% da população acima de 60 anos, o que corresponde a um total de 8.925 pessoas. O último boletim de hoje, data de encerramento da campanha, atestou que vacinamos 9.018 pessoas”, afirmou Ana Regina.

A vacina contra a gripe para a população acima de 60 anos é uma estratégia do Ministério da Saúde para que ao chegar o inverno a população alvo, mais vulnerável às complicações resultantes dos sintomas da gripe estejam imunizadas. “A campanha está encerrada e a vacina não será mais disponibilizada a partir da próxima segunda-feira”, informou a secretária.
Segundo ela, para as demais pessoas das diversas faixas etárias, incluindo crianças que precisem da vacina, devem apresentar um relatório médico denominado “Sistema de Informação do Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (SICRIE)”, que é encaminhado e avaliado pelo Departamento de Epidemiologia da Regional de Saúde, e comprovada a necessidade é feita a liberação da vacina.

Tabaco

A Secretaria de Saúde organizou para o próximo dia 30 uma manifestação contra o tabagismo. O foco da campanha do Ministério da Saúde para este é voltado para adolescentes e jovens, faixa etária cujo uso do tabagismo preocupa as autoridades da saúde.

21/05/2008
Enivaldo Silva
Assessoria de Comunicação e Imprensa
imprensa@araguari.mg.gov.br
http://www.araguari.mg.gov.br

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ceai sedia palestra sobre vacinação do idoso

O Centro Educacional de Assistência Integrada do bairro Laranjeiras (Ceai II) sedia nesta sexta-feira, dia 9 de maio, às 8h, a palestra “Vacinação do idoso”, que será ministrada pelo médico clínico geral Anderson dos Reis Stortes.
O evento destina-se aos idosos e demais interessados. Centro Educacional de Assistência Integrada do bairro Laranjeiras (Ceai 2) - rua Senegal, 30, Laranjeiras, Uberlândia (MG).

8 de maio de 2008
Secretaria Municipal de Gestão Estratégica e Comunicação
Av. Anselmo Alves dos Santos, 600 – Uberlândia / MG
Fones: (34) 3239-2684 / 2441 / 2883

Termina amanhã a Campanha de Vacinação contra gripe Influenza

O Programa Municipal de Imunizações de Uberlândia faz, até amanhã, campanha especial de vacinação contra a gripe (influenza), para pessoas com mais de 60 anos. Iniciada em 22 de abril, a campanha vacinou, até agora, 65% dos idosos. A secretaria de Saúde alerta para a necessidade do comparecimento da população para receber a vacina.
As vacinas estão à disposição em todas as Unidades de Saúde do Município, em horário comercial, e também no Terminal Central e no Carrefour, sendo que este último atende ao público das 8h às 22h.
É importante levar o cartão de vacina para colocá-lo em dia. Quem estiver com idoso acamado poderá ligar no fone (34) 3215-7560, para agendar a visita domiciliar, a partir do dia 14 de maio.
A vacina contra influenza é contra-indicada nas seguintes condições: história pregressa de hipersensibilidade severa a ovo, à dose anterior da vacina ou qualquer de seus componentes; doença neurológica em atividade; e uso de corticóides em altas dosagens e períodos prolongados.

08/05/08
Secretaria Municipal de Gestão Estratégica e Comunicação
Av. Anselmo Alves dos Santos, 600 – Uberlândia / MG
Fones: (34) 3239- 2684 / 2441 / 2883

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Vacinação criteriosa


Depois das mais de 40 notificações de casos com suspeita de febre amarela silvestre – das quais 19 foram confirmadas e, dessas, dez terminaram em morte –, a doença deixou parte do país em estado de alerta.

Virologista Hermann Schatzmayr alerta para os problemas da vacinação contra a febre amarela em locais sem a doença e por pessoas que possam sofrer efeitos colaterais (foto: Gutemberg Brito/IOC)

Tanto que Bio-Manguinhos, principal fornecedor da vacina contra a doença, decidiu produzir, até o fim do ano, 30 milhões de doses do imunizante. Oito milhões serão entregues até o Carnaval, época em que deve aumentar o deslocamento de pessoas para áreas de risco, como o Centro-Oeste e Norte do país, e o oeste dos estados da Bahia, Minas Gerais e São Paulo.

Somente em Goiás, onde ocorreram as dez mortes confirmadas pela doença, estão sendo aplicadas 200 mil doses por dia. Contudo, para Hermann Schatzmayr, do Laboratório de Flavivírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), especialista na virologia de doenças como dengue e febre amarela, a vacinação deve ser criteriosa.

“A vacinação em lugares que não têm a doença é desnecessária. Não há razão de se vacinar em centros como Rio e São Paulo, exceto quando os residentes nessas localidades viajarem para as áreas de risco. Há pessoas se revacinando, tomando três doses da vacina em dez dias, e isso é um grande risco. A vacina é feita de um vírus vivo e pode causar efeitos colaterais, os quais podem até levar a processos de meningite e encefalite, que podem ser fatais. Indivíduos imunodeprimidos, portadores de câncer ou do vírus HIV, podem ter mais problemas que os outros”, disse Schatzmayr à Agência FAPESP.

Na quarta-feira (30/1), uma mulher de 43 anos, imunizada duas semanas antes, encontrava-se internada em coma no Hospital Geral de São Mateus, na zona leste de São Paulo, com suspeita de febre amarela vacinal (atualização: a mulher na manhã do dia 31. O laudo para confirmação da doença, feito pela Vigilância Epidemiológica, deve sair em 30 dias).

Schatzmayr ressalta que o imunizante contra a febre amarela é uma vacina viva atenuada, como a da pólio, o que significa que ela é produzida a partir de um vírus modificado mantido em laboratório, daí o perigo em se promover a vacinação em áreas em que não há a circulação do vírus. “A vacinação deve ser feita em pessoas que moram em áreas de risco ou que vão viajar para uma delas”, afirmou.

Segundo ele, o que está ocorrendo no momento no Brasil é um fenômeno natural da doença. “A febre amarela não é uma doença humana por definição, isto é, ela não precisa do homem para sobreviver. Ela infecta primatas, que são reservatórios naturais da doença. Quando encontramos esses animais mortos é um sinal de que aumentou a circulação do vírus na natureza e muito provavelmente um novo ciclo de febre amarela está começando”, explicou.

O virologista conta que a cada cinco ou oito anos há um aumento no número de casos de febre amarela em primatas e de mosquitos infectados. “Portanto, há uma maior tendência de pessoas que entram na mata sem vacinação serem infectadas, uma vez que há muito mais mosquitos portadores do vírus do que em outros tempos. Os casos atuais estão ocorrendo em pessoas que entraram nas áreas de risco sem vacinação”, disse.

Mudanças ecológicas

A febre amarela silvestre é transmitida de macacos para macacos pelos mosquitos sabethes e hemagogos, vetores que circulam na mata e tendem a viver nas copas das árvores. Por isso, transmitem a doença com muita eficiência aos primatas. E picam o homem eventualmente.

Em 1972, na mesma região de Goiás mais afetada atualmente, houve um surto da doença que logo se tornou epidemia, ao se espalhar por outros municípios. Na época, foram registrados mais de 300 casos e 90 pessoas morreram.

O problema, explica Schatzmayr, é que, com as mudanças ecológicas, os ciclos da doença, que antes eram constantes, passaram a ser imprevisíveis, devido à mudança de comportamento das populações. Por isso, o mosquito começa a atingir o homem também. O vírus é agressivo ao fígado e ao sistema renal e atinge o sistema circulatório, provocando hemorragias internas, como a gástrica. Dessa maneira, acaba provocando a falência múltipla dos órgãos e a morte.

O ciclo atual da doença podia ter sido previsto, na análise do pesquisador. “Há, todo ano, uma média de 30 casos registrados da doença. Nos últimos 12 anos tivemos 349 casos da doença, dos quais 161 pessoas morreram, o que significa cerca de 13 mortes ao ano. Houve uma baixa nos três últimos anos, quando ocorreram em média três mortes por ano. Essa baixa poderia nos fazer pensar que haveria um aumento em breve, seria um presságio de que os casos aumentariam”, observou.

O que não se deve achar, segundo o pesquisador, é que isso somente ocorre no Brasil. “Na América do Sul, por exemplo, Peru e Bolívia têm mais casos de febre amarela ao longo do ano do que aqui – o primeiro registra em torno de 600 casos anuais e o segundo em torno de 200. A Nigéria tem todo ano cerca de 5 mil casos. O Brasil exporta vacinas para a América Latina e África, em um total de mais de 30 países”, disse.

Schatzmayr observa que a situação atual e a falta de informação têm gerado uma confusão entre a febre amarela urbana e a silvestre. “O ciclo urbano começa quando um indivíduo chega à cidade infectado no ciclo silvestre e passa a infectar o mosquito aedes aegypti – o mesmo vetor da dengue – e esse começa a transmitir o vírus em seu ciclo de vida de dois meses. Felizmente, a febre amarela urbana não existe mais no Brasil, foi erradicada em 1942”, disse.

Washington Castilhos | Agência FAPESP

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Vacinação contra febre amarela deve obedecer prazo de 10 anos

A vacina contra a febre amarela é oferecida em todos os postos de saúde de Uberaba, e por isto o secretário de Saúde João Franco alerta para o fato de não precisar entrar em fila, ou de correria para se imunizar. “Fizemos uma vacinação em massa no ano de 2006, e temos uma prévia do estado de que quase 100% da nossa população está vacinada”, avisa. Para ele, muita gente se vacinou sem necessidade, pois a duração da imunização é de 10 anos. “Ficamos preocupados com isto, pois efeitos colaterais podem ocorrer”, adverte.

Ele se refere a um possível choque anafilático ou ao desenvolvimento de doenças como hepatite. “A carga viral é muito grande. Uma pessoa que esteja alarmada e tome mais de uma dose da vacina, ou se vacine antes de completar 10 anos, pode ter um choque, ou futuramente desenvolver uma hepatite”, diz.

A vacina pode ser tomada por qualquer cidadão, mas a indicação é para quem vai para áreas de risco. A dose é contra-indicada para crianças com menos de seis meses de idade, para pessoas com o sistema imunológico comprometido por alguma doença, para pacientes em uso de drogas imunossupressoras, radioterapia, e com história de reação anafilática relacionada a ovo de galinha e seus derivados. Gestação em qualquer fase constitui contra-indicação relativa, devendo ser avaliado cada caso.

O secretário explica ainda que não há necessidade de correria, pois não estamos com risco eminente. “Estamos realizando um trabalho muito bom em relação à dengue. Tanto é que não registramos nenhum caso neste período chuvoso que é o mais perigoso. Então, não há motivos de pânico, pois o mosquito transmissor da dengue está sob controle, o que nos dá tranqüilidade, pois o Aedes aegypti é o transmissor da febre amarela”, observa.

Até ontem, a Secretaria de Saúde aplicou 30.350 vacinas contra a febre amarela.

Prefeitura Municipal de Uberaba
Thereza Cristina – Pituca
(Departamento de Comunicação – 25-01-2008)

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Comunicado sobre a febre amarela

A Secretaria Municipal de Saúde tranqüiliza a população araguarina em relação à febre amarela, haja vista que não existe surto da doença e nenhum caso confirmado em nossa região. Somente precisam ser vacinadas pessoas que não tenham sido imunizadas nos últimos 10 anos ou aquelas que irão viajar para áreas endêmicas. Portanto, não há necessidade de alarde nem correria.

Considerando que Araguari se localiza geograficamente em um ponto estratégico de ligação com o estado de Goiás e o Distrito Federal, o secretário municipal de Saúde, Edilvo Mota, requisitou ao diretor da Gerência Regional de Saúde, o reforço do estoque regulador de vacinas contra a febre amarela.

A vacinação deve ser feita regularmente, de acordo com o calendário vacinal. A imunização começa a fazer efeito após 10 dias e vale por 10 anos. Para receber a vacina, a pessoa deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, levando consigo o cartão de vacinas.

Contra-indicações
A vacina contra a febre amarela não é indicada para crianças com menos de seis meses de idade e pessoas com alergia grave a ovo de galinha e seus derivados. Mulheres grávidas, em qualquer fase da gestação, devem ter sua situação analisada por um médico para cada caso na vigência de surtos.

Outra contra-indicação é para as pessoas portadoras de imunodepressão transitória ou permanente. Nestes casos, a imunodepressão pode ser provocada por doenças como câncer e infecção pelo HIV ou pelo tratamento com drogas imunossupressoras como corticóides e radioterapia.

Se a pessoa estiver com febre acima de 38 graus, é indicado que ela não seja imunizada naquele momento. Além disso, ao tomar a vacina, a pessoa só pode doar sangue após três meses.

Com relação aos indivíduos soropositivos para HIV e que se desloquem para áreas de risco de transmissão de febre amarela, há indicação da vacinação levando-se em conta a contagem de CD4 e carga viral. Ou seja, é necessário avaliar o quadro junto a um médico.

Eventos adversos, como dores de cabeça e musculares, febre baixa, diarréia e vômitos, só acontecem em no máximo 5% de pessoas vacinadas e podem começar entre o quinto e o décimo dia após a vacinação, durando um ou dois dias.

Secretaria Municipal de Saúde
Prefeitura de Araguari

Enivaldo Silva
Assessoria de Comunicação e Imprensa
Fones: (34) 3690-3172/ 3690-3242 / 3690-3054 / 8833-9749.
imprensa@araguari.mg.gov.br - www.araguari.mg.gov.br

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Secretário avisa que Uberaba não tem epidemia de febre amarela

O secretário de Saúde, João Franco, está preocupado com a atitude do cidadão uberabense em relação à febre amarela. “As pessoas estão alarmadas e não é necessidade disto. Não há risco eminente. O mosquito transmissor da dengue e também da febre amarela está controlado no município, e isto nos dá tranqüilidade”, adverte.
De acordo com ele, a procura nas unidades de saúde está maior que a prevista, sendo que mesmo pessoas que já se imunizaram, acabam tomando a vacina de novo sem necessidade. “A validade dela é de dez anos. Guarde o cartão de vacinação, pois ele é fundamental nesta hora”, justifica.

João Franco lembra que em 2006 foi feita uma grande mobilização e houve uma campanha grande de vacinação contra a febre amarela, principalmente na zona rural. “Isto quer dizer que muita gente que foi vacinada, está vacinando agora sem necessidade. A vacina deve ser tomada por pessoas que vão sempre visitar a zona rural, ou que vão viajar para locais de risco”, avisa.

O secretário explica que devido a grande procura, no final da tarde de ontem a vacina começou a faltar em alguns postos, mas que a partir de hoje, às 12h, estará tudo regularizado, já que o Estado irá mandar nova remessa nesta madrugada. “Não há motivo de alarme”, frisa.

Prefeitura Municipal de Uberaba
Thereza Cristina – Pituca
Departamento de Comunicação (14-01-2008)

Febre Amarela



Nota do Ministro da Saúde na íntegra - clique aqui

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Postos especiais vão reforçar a vacinação contra febre amarela neste sábado

Postos especiais vão intensificar a vacinação contra a febre amarela no sábado, dia 12, no Terminal Central e Praça Tubal Vilela, das 8h às 17h, e no Carrefour, das 8h às 22h. Os distritos de Miraporanga, Cruzeiro dos Peixotos, Martinésia e Tenda do Moreno também entram nesta operação de reforço e seus moradores, incluindo os da zona rural, poderão ser vacinados das 8h às 16h, nos Postos de Saúde da Família. Já os servidores públicos municipais terão a oportunidade de imunizar-se amanhã, dia 11, e nos dias 16, 17 e 18 de janeiro, no Posto de Saúde do Centro Administrativo, das 13h às 17h.

Quem passar pelos postos especiais de vacinação receberá informações sobre todos os programas desenvolvidos pela Prefeitura de Uberlândia, por intermédio da Secretaria Municipal de Saúde. No local, as pessoas poderão aferir pressão arterial, fazer o cálculo do índice de massa corporal, além de obter informações sobre doenças sexualmente transmissíveis e controle da dengue.

A vacina vale por dez anos

O Programa Municipal de Imunização informa que a vacina contra a febre amarela vale por dez anos e que quem se vacinou neste período não precisa imunizar-se novamente. Todas as crianças a partir dos nove meses de idade também devem ser vacinadas. Apenas as gestantes, alérgicos a ovo e pessoas que estão usando imunossupressores (corticóide) não podem receber a medicação. Nos dias úteis, a vacina está disponível na rede pública de saúde: Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Programa Saúde da Família (PSFs) e Unidades de Atendimento Integrado (UAIs), no horário comercial. As pessoas que forem viajar para lugares em que há suspeita de foco de febre amarela devem tomar a vacina com 15 a 20 dias de antecedência da data da viagem.

Vacina 100% eficaz

A vacina é considerada 100% eficaz e é a única forma de combater a doença que, desde 1998, não é registrada em Uberlândia, que tem 105% de cobertura em todo o Município. Mesmo com o índice zero da doença, o prefeito Odelmo Leão determinou a operação especial e solicitou reforço do estoque da vacina. “Uberlândia não tem notificação alguma de caso suspeito de febre amarela, de acordo com a Vigilância Epidemiológica, responsável pela notificação específica para cada agravo. No entanto, trabalhamos para mantermos o índice zero da doença”, ressaltou.

Os sintomas da doença são: febre alta, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, diarréia e dores fortes no corpo. A pele e os olhos ficam amarelos. A pessoa apresenta hemorragias. A forma mais grave da doença pode matar.

10/01/2008
Secretaria Municipal de Gestão Estratégica e Comunicação
Av. Anselmo Alves dos Santos, 600 – Uberlândia / MG
Fones: (34) 3239- 2684 / 2441 / 2883

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Febre Amarela - Contra-indicações da vacina

Em geral não existem maiores contra-indicações na aplicação da vacina da febre amarela, mas algumas orientações especificas devem ser observadas para evitar problemas com sua aplicação.

Os transplantados que fazem uso de medicamentos imunossupressores e os portadores de HIV/AIDS devem OBRIGATORIAMENTE consultar o médico para saber se podem receber a vacina da febre amarela.

Já os portadores de hepatite B ou C devem aplicar a vacina imediatamente, pois por possuírem um fígado danificado a febre amarela pode ser muito perigosa para esses indivíduos, mas lembrando que cada caso e diferente no dano existente no fígado sendo aconselhável consultarem o médico, pois o mesmo conhece as particularidades do quadro clinico completo do paciente.

Contra-indicações gerais

1) Crianças menores de 6 meses de idade são susceptíveis a eventos adversos graves (encefalite);

2) Portadores de imunodeficiência congênita ou adquirida ou neoplasia maligna, como na leucemia ou linfomas. No caso de HIV/AIDS deverá existir indicação médica especifica para sua aplicação.

3) Pacientes sob tratamentos com imunossupressores (corticóides, quimioterapia antineoplásica, radioterapia, transplantados, etc.);

4) Em mulheres grávidas como regra geral nenhuma vacina viral atenuada deve ser administrada na gravidez. Caso não haja possibilidade de adiar o deslocamento para áreas endêmicas, e considerando-se o alto risco de exposição, recomenda-se neste caso a vacinação;

5) Pessoas com história de reação anafilática (alérgicas) após ingestão de ovo.

Situações em que se recomenda o adiamento da vacinação
1) No caso de doenças febris graves, sobretudo para que seus sinais e sintomas não sejam atribuídos ou mesmo confundidos com os possíveis eventos adversos da vacina;

2) Pacientes em tratamento com medicamento imunossupressor (até três meses após a suspensão de seu uso).

Vacinação simultânea e intervalo entre as vacinas virais
1) Não há contra indicação em relação à vacinação simultânea com outras vacinas disponibilizadas pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) como também não se observa maior incidência de eventos adversos nestas situações;

2) Recomenda-se agendar um intervalo de pelo menos 2 semanas entre as vacinas virais atenuadas (sarampo, rubéola, caxumba), exceto em situações especiais (por ex. vacinação de bloqueio contra o sarampo).

Eventos Colaterais e Adversos
1) Cerca de 2 a 5 % dos vacinados poderão apresentar após o 6º dia, febre, dor de cabeça;

2) Reações imediatas de hipersensibilidade são raras (incidência menor a 1 caso a cada 1.000.000 de vacinados).

3) A encefalite é raríssima, dados da OMS (1994) referem mais de 200 milhões de vacinas aplicadas com a descrição de 17 casos de encefalites temporalmente associados (4 casos em crianças menores de 4 meses).

Conhecendo a febre amarela e a vacina
Causada por um vírus do gênero Flavivírus, a doença tem como sintomas febre alta, dor de cabeça e lombar, náuseas, vômito, prostração e calafrios.

No Brasil, utiliza-se a vacina produzida na Fundação Oswaldo Cruz - Bio Manguinhos, que contém, além da linhagem vacinal atenuada, sacarose e glutamato como estabilizadores. A vacina contra a febre amarela é constituída de vírus vivos atenuados, derivados da linhagem 17D, cultivados em ovos embrionados de galinha.

A vacina contra a febre amarela é administrada pela via subcutânea e a manifestação mais freqüentemente referida é a dor no local de aplicação, de curta duração e auto-limitada. A ocorrência de abscessos está muitas vezes relacionada com infecção secundária ou com erros na técnica de manuseio ou aplicação da vacina.

A vacina confere imunidade em cerca de 95% dos vacinados sendo bem tolerada e raramente associada com eventos adversos graves. O início da proteção é a partir do 10º dia. O Regulamento Sanitário Internacional preconiza a revacinação a cada dez anos. A vacinação contra febre amarela é muito importante para os viajantes. Quem for passar por áreas de risco precisa ir a um posto de saúde antes de arrumar as malas

A vacina contra a febre amarela é cultivada em ovos embrionados de galinha e o seu uso está contra-indicado em pessoas com história de reação anafilática (reação de hipersensibilidade imediata), que ocorre habitualmente na primeira hora após a exposição ao alérgeno (ingestão de ovo), constituída de uma ou mais das seguintes manifestações: urticária, sibilos, laringoespasmo, edema de lábios, hipotensão e, eventualmente, choque.


Carlos Varaldo - Grupo Otimismo de Apoio ao Portador de Hepatite
ONG - Registro n°.: 176.655 - RCPJ-RJ - CNPJ: 06.294.240/0001-22 - 
Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 9973.6832
e-mail: hepato@hepato.com - Internet: www.hepato.com

Febre Amarela - Nota da Secretaria Municipal de Saúde de Araguari

A Secretaria Municipal de Saúde, através do departamento de Epidemiologia, informa que todas as unidades de saúde estão abastecidas com a vacina contra a febre amarela. As pessoas que estejam com viagem agendadas e a vacina em atraso, devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para vacinação.

Algumas informações importantes:

- A vacina tem validade por 10 anos;
- Somente não podem tomar a vacina pessoas com reação alérgica a ovo;
- O efeito da vacina inicia 10 dias após a imunização;
- Pessoas já vacinadas (com o calendário em dia) não necessitam de outra dose;
- Em nossa região não foi identificado nenhum foco da febre amarela, portanto, não há motivo para pânico;
- A Secretaria de Saúde montará, neste final de semana, postos de vacinação nas vias de entrada da cidade, próximo à divisa com o estado de Goiás.

Orientamos a população para que observe a manutenção do calendário de vacinas. Todas as outras vacinas (pólio, triviral, influenza, rubéola, caxumba, sarampo) também são importantes para a manutenção da saúde e a prevenção contra agravos.

Edilvo Mota
Secretário Municipal de Saúde

Enivaldo Silva 34-3690-3172
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E IMPRENSA – RUA SARAIVA Nº 60
TELEFONES: (34) 3690-3172/ 3690-3242 / 3690-3054 / 8833-9749.
imprensa@araguari.mg.gov.br - www.araguari.mg.gov.br

Saúde intensifica vacinação contra febre amarela no DF e GO

07/01/2008
O Ministério da Saúde intensifica vacinação da população contra febre amarela em Goiás e no Distrito Federal. Em entrevista coletiva nessa segunda-feira (7), o secretário de Vigilância em Saúde, Gerson Penna, afirmou que a medida foi tomada em resposta às mortes de macacos próximos de áreas urbanas.

O risco de febre amarela em áreas urbanas, no entanto, está descartado. Segundo Gerson Penna, desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil. Todos os casos registrados atualmente são de pessoas que contraíram a doença ao entrar nas matas. “A febre amarela tem uma vacina 99% eficaz. Ela é fabricada pelo Ministério da Saúde, por meio da Fundação Oswaldo Cruz. É uma doença completamente evitável”, disse o secretário.

Segundo ele, o Ministério da Saúde está intensificando a vacinação em regiões endêmicas, pois no verão há uma maior circulação de mosquitos somada ao fato de mortes de macacos próximos a áreas urbanas.

O Ministério da Saúde deslocou 300 mil doses de vacina de seu estoque estratégico para o Centro-Oeste. “Precisa vacinar quem vai por turismo ou a trabalho para áreas endêmicas, principalmente aqueles que vão entrar nas matas”, afirmou o secretário.

“A vacinação contra a febre amarela é uma ação de rotina. Nas regiões Norte e Centro Oeste ela faz parte do calendário de vacinação infantil. Toda criança com mais de 1 ano pode tomar a vacina”, disse Gerson Penna. “A morte de macacos próxima de áreas urbanas não significa que a população está em risco. O Ministério da Saúde, em conjunto com os governos estadual, distrital e municipal, está fazendo uma intensificação da vacinação, como uma ação preventiva, para aqueles que não tomaram a vacina ou que há mais de dez anos não fizeram o reforço.”

No Brasil a vacina é gratuita e sua proteção dura por 10 anos. A vacina contra a febre amarela dá uma proteção individual, ou seja, protege apenas as pessoas que recebem o imunizante. Por isso é preciso que todos os que não tenham sido vacinadas, procurem uma Unidade de Saúde para receber a vacina.

“A morte de macacos é um evento sentinela. Muito antes dos exames laboratoriais, todas as medidas de vigilância e vacinal são tomadas”, afirmou Gerson Penna. A ação é tomada porque a morte de macacos é vista como sinalizador de risco para a febre amarela em humanos. O ciclo de transmissão se pela dá pela picada de um mosquito, que faz a “ponte” entre um macaco doente e as pessoas.

Os laudos definitivos dos macacos que morreram próximos de Brasília devem sair em dez dias.

Situação da Febre Amarela no país

* Áreas de Risco (Mantém circulação do vírus na natureza)
Toda a Região Norte
Toda Região Centro Oeste
Maranhão
Minas Gerais

* Áreas de Transição
Oeste dos seguintes estados: Piauí, São Paulo, Paraná e Santa Catarina

* Risco Potencial
Sul dos seguintes estados: Bahia e Espírito Santo

Contra-indicações:
* A vacina contra febre amarela é contra-indicada em crianças com menos de 6 meses de idade;
* imunodepressão transitória ou permanente, induzida por doenças (neoplasias, AIDS e infecção pelo HIV com comprometimento da imunidade) ou pelo tratamento (drogas imunossupressoras acima de 2mg/kg/dia por mais de 2 semanas, radioterapia etc.);
* Gestação em qualquer fase constitui contra-indicação relativa a ser analisada para cada caso na vigência de surtos;

* Reações anafiláticas relacionadas a ovo de galinha e seus derivados ou a outras substâncias presentes na vacina (ver composição) constituem contra-indicação para a vacina contra febre amarela.

Precaução
* Nos casos de doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até a resolução do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença.
* Indivíduos soropositivos para HIV, em regiões de médio e alto risco para Febre Amarela, devem ter sua vacinação avaliada levando-se em conta sua contagem de CD4 e carga viral.

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