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segunda-feira, 19 de maio de 2008

Água morta

19/05/2008 - foto: AP - Economist

A cada primavera, as águas ao longo da costa da Louisiana até a costa do Texas transformam-se em um cenário de devastação e morte. Esta grande área marítima costeira do Golfo do México fica sem oxigênio. E não é apenas lá que isto acontece. Centenas de regiões costeiras do mundo têm estas "zonas mortas". Elas ocorrem principalmente no período de chuvas da primavera. Quando o nitrogênio proveniente de fazendas e vertentes de rios atingem o mar, ele causa um aumento das algas, resultando no esgotamento do oxigênio da água.
Com isto, peixes, moluscos, camarões, caranguejos e outros animais podem morrer. O nitrogênio, que compõe cerca de 78% da atmosfera da Terra, é um gás inerte, mas tem formas reativas. Uma delas surge a partir da fabricação de fertilizantes.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Armadilha ecológica



Estudo mostra que escadas para peixes, idealizadas no hemisfério Norte para ajudar migração de peixes em regiões de barragens, são uma ameaça para cardumes da América do Sul e aumentam o risco de extinção das populações (Foto: Carlos Agostinho)

12/02/2008 Por Fábio de Castro

Agência FAPESP – A construção de uma barragem prejudica o ciclo reprodutivo de diversas espécies de peixes ao impedir que eles nadem rio acima em busca de um local apropriado para a desova. Para minimizar o problema, a solução mais comum é a construção de escadas – seqüências de tanques que formam uma corredeira artificial capaz de estimular a subida dos cardumes.

No entanto, um novo estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Maringá, no Paraná, mostra que as escadas para peixes, idealizadas originalmente para salmões na América do Norte, são uma armadilha mortal para as espécies tropicais. O dispositivo aumentaria o risco de extinção das populações que vivem rio abaixo das barragens.

O trabalho, de Fernando Pelicice e Angelo Agostinho, foi publicado na edição de fevereiro da revista Conservation Biology e foi objeto de reportagem na revista Nature.
De acordo com Agostinho, o estudo comprovou que as escadas para peixes preenchem todos os requisitos para serem enquadradas no conceito de armadilha ecológica. Idealizadas como medida de conservação, elas atuam como uma fonte adicional de impacto ambiental.

“Confirmamos que as escadas apresentam diversos problemas. O principal deles é que, depois de subir, os peixes adultos e as larvas não voltam mais e, assim, não completam o ciclo reprodutivo. Eles acabam confinados no trecho acima do reservatório, onde o ambiente é mais pobre para a reprodução”, disse à Agência FAPESP.

O estudo é resultado de uma série de pesquisas em parceria com a Universidade de Tocantins. Foram observadas as escadas dos reservatórios de Porto Primavera, no rio Paraná, do complexo do rio Paranapanema e da usina de Lajeado, no rio Tocantins.
“Reunimos um grande volume de dados que incluíam levantamentos sobre as escadas, reprodução de peixes, larvas e estudos genéticos. Utilizamos esse conhecimento para aplicar o conceito de armadilhas ecológicas”, disse Agostinho.

Em seu ciclo de vida natural, peixes como o dourado (Salminus brasiliensis), pintado (Pseudoplatystoma corruscans), piracanjuba (Brycon orbignyanus), pacu (Piaractus mesopotamicus) e curimbatá (Prochilodus lineatus) migram rio acima durante a época de cheia para desovar em tributários.

Mas a volta é fundamental para o ciclo reprodutivo. “Os ovos descem pelo turbilhão das águas enquanto se desenvolvem e, ao chegar na região de várzea, adentram canais e lagoas. Nesses ambientes marginais, desconectados dos rios fora da época de cheia, eles encontram ambiente seguro para crescer. Na cheia seguinte, voltam aos rios e se integram aos cardumes de adultos”, explica Agostinho.

Bom para salmão

Segundo Angelo Agostinho, as espécies migradoras são afeitas às águas rápidas. Depois de utilizar as escadas para passar ao segmento superior do rio, os peixes não voltam mais, pois são desestimulados ao encontrar as águas paradas do reservatório.
“É efetivamente uma armadilha. O peixe sai do trecho abaixo da barragem, onde poderia completar seu ciclo, e vai para o trecho acima, onde não tem condições de retornar”, destacou.

Na parte de baixo, segundo Agostinho, os peixes e larvas poderiam encontrar águas turvas e meandros apropriados para se abrigar dos predadores. “Na parte de cima ele pode até encontrar tributários do rio onde pode desovar, mas as larvas descem para o reservatório e encontram uma água parada e límpida, onde dificilmente escapam de predadores.”

De acordo com Pelicice, que é o autor principal do estudo, as escadas foram concebidas para salmonídeos que, vindos do mar, sobem os rios, atravessam as escadas e reservatórios e desovam nas cabeceiras. As escadas funcionam no hemisfério Norte porque os salmões adultos não precisam voltar: eles desovam apenas uma vez na vida e o ciclo se completa numa só jornada. Os peixes da América do Sul, no entanto, desovam diversas vezes na vida.

“No caso dos salmões, a migração descendente ocorre quando o peixe já tem 12 a 15 centímetros. Por isso, quando migra rio abaixo, o peixe jovem tem condições de passar pelo reservatório e pelos vertedouros. Entre nossos grandes migradores, são as ovas que descem passivamente, por 70 ou 80 quilômetros, enquanto se desenvolvem. Quando encontram o reservatório, ficam à deriva e podem ser predadas por qualquer lambari”, disse Agostinho.

Os peixes da América do Sul, segundo Pelicice, deslocam-se ao longo do rio, dispersando-se pela bacia. Se não têm chance de voltar do barramento, o estoque diminui, ao longo do tempo, na juzante (na parte de baixo do rio).

Sem estímulo para retornar

De acordo com Agostinho, as escadas deveriam ser fechadas quando não há locais para os peixes completarem seu ciclo na montante da barragem. “A escada de Lajeado foi fechada, por solicitação do Ibama, exatamente porque se notou que havia prejuízo para a reprodução das espécies. Mas aquela área, ao contrário do caso de Canoas, não caracteriza uma armadilha, pois conta com vastas áreas acima da barragem”, afirmou o professor titular do Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Apicultura.

Pelicice ressalta que o dispositivo da escada, em si, não representa dificuldade para que os peixes desçam o rio de volta. “O problema é o reservatório. Quando terminam de subir, eles atravessam a água estagnada em busca do trecho superior de rio. Mas, quando tentam voltar, são desestimulados pelo reservatório e nem alcançam a escada de volta”, explicou.

Segundo Agostinho além de impedir a volta dos peixes adultos e larvas, as escadas não servem para a maioria das espécies. “Elas são implantadas sem um objetivo claro, simplesmente porque há um senso comum que acredita em sua utilidade. Mas só algumas poucas espécies acabam utilizando as escadas, nem sempre as migradoras. Do ponto de vista da conservação, as escadas são ineficazes”, disse.

Para Pelicice, a origem do problema é a ausência de estudos adaptativos. A técnica de escadas do hemisfério Norte foi transposta para a América do Sul sem se considerar o contexto. “Por isso, há diversas deficiências. Há o impacto ecológico, que traz prejuízo às populações, e o problema de seletividade, que é inerente às escadas, porque impossibilita a subida de parte das espécies”, afirmou.

O artigo Fish-passage facilities as ecological traps in large neotropical rivers, de Fernando Pelicice e Angelo Agostinho, pode ser lido por assinantes da Conservation Biology em http://www.blackwell-synergy.com/doi/abs/10.1111/j.1523-1739.2007.00849.x.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Óleo de peixe contra Alzheimer



27/12/2007

Agência FAPESP – O ser humano vive cada vez mais. No Brasil, a expectativa de vida aumentou 8,8 anos entre 1980 e 2003, chegando aos 71,3 anos. Em 2050, o país deverá atingir a média atual do Japão, superior a 81 anos. A má notícia é que, quando maior o tempo de vida, maior as chances de desenvolvimento de doenças comuns a idosos, como Alzheimer.

A busca por soluções para tratamento e prevenção da doença degenerativa é constante em alguns dos principais laboratórios do mundo e há tempos cientistas suspeitam que o óleo de peixe poderia representar uma alternativa. Agora, um novo estudo acaba de dar sinal verde a tal estratégia.

De acordo com a pesquisa, feita pelo grupo de Greg Cole, da Escola de Medicina David Geffen na Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, o ácido docosahexanóico (DHA), ou ômega 3, encontrado no óleo de peixe, é um agente eficiente e barato para adiar ou prevenir o desenvolvimento do Alzheimer.

O estudo, que será publicado no Journal of Neuroscience, verificou que o DHA aumenta a produção de LR11, uma proteína encontrada em níveis reduzidos em portadores de Alzheimer e que é conhecida pela capacidade de destruir outra proteína, que forma as placas amilóides associadas à doença.

Os pesquisadores examinaram os efeitos do DHA em diversos sistemas biológicos, tendo administrado o óleo ou ácido graxo por meio de dieta ou pela adição direta em neurônios cultivados em laboratório.

“Descobrimos que mesmo pequenas doses de DHA aumentam os níveis de LR11 em neurônios de ratos, enquanto o DHA ingerido por dieta aumentou os níveis da proteína em cérebros de ratos ou camundongos mais velhos alterados geneticamente para desenvolver a doença”, disse Cole.

Para mostrar que os benefícios da substância encontrada no óleo de peixe não estava limitada a células de outros animais que não o homem, os cientistas também confirmaram o impacto direto do DHA em células neuronais humanas em cultura.

A conclusão é clara, segundo Cole: níveis elevados de DHA que levaram à abundância de LR11 aparentemente protegeram contra o Alzheimer, enquanto níveis reduzidos levaram à formação de placas amilóides.

Óleo de peixe e seu principal ingrediente, ácidos graxos ômega 3 – encontrados em peixes com elevado teor de gordura, como o salmão – tem sido usado há anos por praticantes de alimentação saudável. Também é aconselhado pela Associação Norte-Americana do Coração para redução do risco de doença cardiovascular.

Ácidos graxos como DHA são considerados essenciais por não serem produzidos pelo organismo humano, que precisam obtê-los por meio de dieta. O DHA é o mais abundante dos ácidos graxos essenciais encontrados no cérebro.

Apesar da conclusão do estudo, os pesquisadores alertam que falta determinar a dosagem ideal. “Pode ser que uma suplementação muito pequena seja necessária, especialmente em regiões como o sul da França, por exemplo, ou outras com dietas mediterrâneas. Nos Estados Unidos, onde o consumo de pescado é baixo, a dose talvez tenha que ser maior”, disse Cole.

Os Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos Estados Unidos, iniciaram um estudo clínico de grande escala para verificar níveis e influência do DHA em portadores de Alzheimer.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Estudo mapeia potencial do Brasil para criação de pescado

Publicação da SEAP e FAO aponta condições do país para se tornar um dos principais produtores mundiais em aqüicultura; lançamento no dia 18 tem presença do representante da FAO no Brasil, José Tubino, e do ministro da Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin

A Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) lançam nesta terça-feira, dia 18, o mais completo estudo setorial sobre a aqüicultura no país. O estudo mapeia o imenso potencial do Brasil para o desenvolvimento do setor e aponta que a aqüicultura – o cultivo de peixes, moluscos, crustáceos e outros organismos aquáticos – pode se tornar uma das atividades mais importantes do setor primário da economia nacional, com impactos na geração de alimento, emprego e renda. Além de avaliar potencialidades, o estudo detecta os principais gargalos para o desenvolvimento do setor e propõe ações para enfrentá-los. Com a exploração adequa da do potencial diagnosticado pelo estudo, o Brasil tem condições concretas de se tornar um dos maiores produtores mundiais de pescado.

Chamada Aqüicultura no Brasil – o Desafio é Crescer, a publicação tem lançamento nesta terça (18) às 9h no Salão Leste do Palácio do Planalto, em Brasília, durante abertura da reunião ordinária do Conselho Nacional de Aqüicultura e Pesca (Conape). Os integrantes do Conape representam todos os segmentos da pesca e da aqüicultura nacionais e conhecerão o estudo em primeira mão. A reunião do Conselho prossegue até quarta (19), no auditório do INMET.

O lançamento terá participação do ministro da Aqüicultura e Pesca, Altemir Gregolin, do representante da FAO no Brasil, José Tubino, e dos autores do estudo, os especialistas Antonio Ostrensky, José Roberto Borghetti e Doris Soto. Elaborado pelo Grupo Integrado de Aqüicultura e Estudos Ambientais (GIA), o estudo setorial é fruto de um acordo de cooperação entre SEAP e FAO. O trabalho vai subsidiar a definição de políticas para o desenvolvimento aqüícola nacional, ressaltando a importância de conciliar o crescimento da atividade com a preservação ambiental e a efetiva repartição dos benefícios sociais e econômicos por ela gerados. Suas conclusões já subsidiam o Plano de Desenvolvimento da Aqüicultura que está sendo elaborado pela SE AP.

Alguns tópicos do estudo:

Dentre os fatores positivos que podem ser explorados para o desenvolvimento da aqüicultura brasileira, o mais importante é a enorme potencialidade natural: o Brasil possui 7,3 mil km de costa, 5,5 milhões de hectares de águas represadas em espaços públicos (sendo 3,5 milhões de hectares em reservatórios de hidrelétricas), tem clima preponderantemente tropical (que favorece o cultivo) e concentra cerca de 13,8% da água doce disponível no planeta;


A disponibilidade de mão-de-obra e a auto-suficiência do país na produção de grãos e insumos é outra vantagem comparativa do Brasil destacada no estudo;


Diante do esgotamernto de estoques de muitas espécies de peixes marinhos e continentais, o cultivo é a alternativa para o atendimento à crescente demanda mundial por pescado. Hoje o mundo produz cerca de 150 milhões de toneladas (cerca de 43% deste total vêm da aqüicultura), e a demanda mundial deve aumentar em 90 milhões de toneladas até 2030. O Brasil produz hoje cerca de 1 milhão de toneladas de pescado por ano (27%, ou 270 mil toneladas, oriundas da aqüicultura);


Num cenário otimista, a produção aqüícola poderá passar das atuais 270 mil toneladas para mais de 750 mil toneladas em 2011. Num cenário pessimista, a produção estagnaria em torno de 323 mil toneladas. No entanto, um dos principais entraves apontados no estudo para esta evolução – a falta de regulamentação da criação de pescado em águas da União – acaba de ser solucionado pelo governo, o que deve representar um salto na produção nacional de pescado e geração de milhares de empregos. A SEAP agora poderá autorizar o uso das águas da União (mar, reservatórios de hidrel étricas federais, lagos e rios) para a produção de pescado, concedendo lotes por um período de 20 anos aos produtores. A cessão pode ser não-onerosa (quando os beneficiados são integrantes de comunidades tradicionais com renda inferior a cinco salários mínimos) ou onerosa, no caso de projetos empresariais. A primeira seleção para cessão de áreas ocorreu neste mês e é destinada à cessão gratuita de 155 “lotes” do reservatório da Hidrelétrica de Itaipu a pescadores artesanais e ribeirinhos.


Assessoria de Imprensa/SEAP – (61) 3218-3814 e 9274-7339, com Tatiana Beltrão
Assessoria de Imprensa/FAO – (61) 3038-2270, com Isabela Dutra

Brasil apresenta Fundo para Proteção e Conservação da Amazônia

Gisele Teixeira

O Brasil anunciou durante a 13ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-13), que ocorre em Bali, na Indonésia, o Fundo de Proteção e Conservação da Amazônia Brasileira. O objetivo da iniciativa é transformar a redução das emissões do desmatamento em um sistema de financiamento da conservação e uso sustentável da floresta. Com isso, o País espera atrair recursos adicionais para conservação da Amazônia e demonstrar a viabilidade do mecanismo de incentivos positivos, em discussão na Convenção de Mudanças do Clima.

Os recursos arrecadados para o Fundo serão aplicados em ações dos três níveis de governo e da sociedade civil com objetivo de combater e controlar o desmatamento e promover a conservação e o uso sustentável das florestas. Isso inclui apoio direto a operações de monitoramento e controle, pagamento por serviços ambientais, treinamento e capacitação, entre outros. Parte dos recursos também será utilizada na transferência de tecnologias e experiências adquiridas pelo Brasil no controle do desmatamento para outros países tropicais.

As regras e ações do Fundo serão definidas por um Comitê Gestor, com participação dos governos Federal, de todos os estados da Amazônia e da sociedade civil. A aplicação dos recursos poderá se feita em diversas modalidades, incluindo o aporte em outros fundos e ações já existentes como o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O uso dos recursos será auditado anualmente para garantir que sua aplicação se dá nos objetivos propostos.

O levantamento de recursos para o fundo será feito através de contribuições voluntárias de governos, empresas, organizações e indivíduos baseada na redução de emissões de CO2 oriundas do desmatamento. Ou seja, se não houver redução das emissões não será possível captar recursos para o fundo.

Entre os anos de referência 2006 a 2010 será considerado o bioma amazônico e, a partir de 2011, o fundo deverá incorporar os demais biomas brasileiros.


Ministério do Meio Ambiente - Assessoria de Comunicação Social
55-61 - 3317-1165 / 1227 - Fax - 55-61 - 3317-1997

Cooperação para recuperar estoques pesqueiros do São Francisco

Peixamento do rio nesta quarta marca acordo entre SEAP e MI para revitalizar bacias de Minas e Nordeste e promover a piscicultura; evento terá ministros Geddel e Gregolin

O Rio São Francisco recebe nesta quarta-feira (dia 12) 50 mil alevinos de peixes de espécies nativas que vão ajudar a recuperar seus estoques pesqueiros. O peixamento do rio acontece às 9h30, na jusante da Barragem de Três Marias, em Minas (próximo à Estação de Hidrobiologia e Piscicultura da Codevasf), com a presença dos ministros Altemir Gregolin, da Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (SEAP), e Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, além da diretoria da Codevasf - Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Rio São Francisco e do Parnaíba.

A ação marca a assinatura de um acordo de cooperação técnica entre SEAP e MI para a implementação de um programa de recuperação dos recursos pesqueiros e desenvolvimento sustentável da aqüicultura nas bacias do São Francisco e do Jequitinhonha, em Minas, e na região Nordeste do Brasil. O foco do acordo de cooperação é a revitalização das bacias hidrográficas destas regiões e a estruturação da aquicultura (a criação de pescado) como alternativa à pesca.

Em seguida ao peixamento, acontece uma visita à Estação de Hidrobiologia e Piscicultura da Codevasf, onde os dois ministros assinam o acordo. Entre as metas do programa estão o apoio à estruturação de centros integrados de revitalização de recursos pesqueiros (para ampliar a capacidade de produção de alevinos e possibilitar monitoramento da qualidade de água) e a realização de peixamentos, além da execução de estudos e da recuperação de lagoas marginais, importantes em sua função de “berçários” de peixes. 

O apoio ao desenvolvimento da aquicultura familiar sustentável é outro ponto central do acordo. Está prevista a demarcação de parques aquícolas (que promovem, de forma ordenada, o uso das águas da União para a criação de pescado) e a capacitação dos pescadores e ribeirinhos na atividade. A valorização dos pescadores e aquicultores também integra o programa, com a criação de Centros Integrados de Pesca e Aquicultura, cursos de alfabetização Pescando Letras, telecentros e assistência técnica, entre outras ações.


Alevinos
Os alevinos foram produzidos na Estação de Hidrobiologia e Piscicultura de Três Marias, mantida pela Codevasf. Os peixes serão transportados até o rio em quatro caminhões e soltos pelos ministros, pescadores artesanais e crianças de escolas da região. São alevinos de matrinxã, pacu, piau verdadeiro e outras espécies.


Com o início do período de piracema, em novembro, estão sendo realizadas as primeiras reproduções artificiais de peixes nativos da bacia do São Francisco. Assim, a partir de fevereiro devem ocorrer outros peixamentos, desta vez na Bahia, Pernambuco, Sergipe e Alagoas.

Marcos Horostecki/Tatiana Beltrão | Imprensa/SEAP

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