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terça-feira, 3 de junho de 2008

Destinação adequada de pneus

Dia do Meio Ambiente, destinação adequada de pneus é uma realidade no país.

A destinação adequada de pneus inservíveis é cada vez mais uma realidade no Brasil e motivo de comemoração para o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado na próxima quinta-feira (05/6).

Criada pelos fabricantes de pneus novos, a Reciclanip já recolheu 780 mil toneladas - equivalente a 156 milhões de pneus de passeio – a partir de 283 pontos de coleta espalhados pelo País.

Esse volume coletado é contabilizado desde 1999, quando teve início o Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis, que recebeu investimentos da ordem de US$ 55 milhões da Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), representante dos fabricantes.

Só no ano passado, foram aplicados US$ 16 milhões na iniciativa, que explicam o forte desempenho alcançado pela entidade. “A clareza de objetivos e de definição viabilizou o desenvolvimento das ações e o sucesso alcançado nesse ano”, afirma a gerente-geral da entidade, Renata Murad.

Com a otimização da operação e logística em todo País e a intensificação de parcerias com as Prefeituras para abertura de novos pontos de coleta, a Reciclanip espera reciclar 150 mil toneladas de pneus inservíveis em 2008.

No Brasil, a utilização desse material está dividida no uso como combustível alternativo no co-processamento da indústria cimenteira (84%), na utilização na fabricação de pó de borracha, artefatos e asfalto (12%) ou ainda como matéria-prima para solado de sapato e dutos fluviais, entre outras aplicações.

O projeto de implantação da Reciclanip seguiu o exemplo de empresas européias, com a diferença que essas companhias são remuneradas pelos vários agentes da cadeira produtiva, e não apenas pelos fabricantes de pneus novos, como no Brasil.

domingo, 25 de maio de 2008

Reciclagem de garrafas PET pode movimentar R$ 200 milhões por ano, afirma diretor

Garrafas de plástico na prateleira de uma distribuidora de bebidas. Mais de um mês após a liberação do uso do plástico reciclado de garrafas PET na embalagem de alimentos, nenhuma empresa obteve licença para trabalhar nesse mercado - Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
Brasília - Mais de um mês após a liberação do uso do plástico reciclado de garrafas tipo PET (usadas em refrigerantes) para produção de embalagens de alimentos, nenhuma empresa obteve ainda a licença para trabalhar nesse mercado, que segundo o diretor do Centro de Estudos Socioambientais Pangea, Antonio Bunchast, tem potencial de crescimento para movimentar quase R$ 200 milhões ao ano.Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET, aproximadamente 51% de todo esse material plástico é reciclado, deixando outras 184 milhões de toneladas produzidas por ano nos aterros e lixões.

Para Antonio Bunchast, a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permite o uso do PET reciclado para produzir embalagens de alimentos provavelmente irá aumentar a reciclagem desse material. “A probabilidade é que aumente a coleta do PET por parte dos catadores, já que vai haver um aumento da demanda desse produto”, explicou Bunchast.

Ele considera a medida “positiva do ponto de vista ambiental e positiva do ponto de vista da geração de trabalho e renda”. Porque não só “poupa recursos naturais, mas se torna um negócio viável para cooperativas de catadores de materiais recicláveis”.

Bunchast apontou ainda a importância da Política Nacional de Resíduos Sólidos, que prevê a co-responsabilização dos produtores dos materiais na coleta dos resíduos pós-consumo. Ele usou como exemplo o caso das embalagens Tetra Pak, utilizadas em leite longa vida, e os copos descartáveis, que não são reciclados devido aos altos custos para o reaproveitamento.“Não se pode produzir Tetra Pak de uma maneira difusa, sem um planejamento de como se vai recuperar aquele resíduo na natureza depois”, ressaltou.

Uma das empresas que pretende reciclar plástico PET para embalar alimentos, a Bahia PET, já utiliza um sistema de reaproveitamento aprovado na Alemanha. O diretor industrial, Waltencir Teixeira, explicou que a técnica de reciclagem usada pela empresa começa com uma lavagem química do material, depois passa por um processo de fusão a 280º C, para então ser filtrado.De acordo com o diretor, ao final do processo, o material está “tão descontaminado quanto o material virgem”. Uma garrafa PET de plástico reciclado custa cerca de 15% menos do que uma feita com outro tipo de matéria-prima.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Reciclagem de PVC gera benefícios


A Femapri, empresa fabricante de embalagens de PVC, descobriu que com a reciclagem do produto os benefícios se estendem a todos na companhia.


Em tempos em que as palavras de ordem são ações responsáveis e soluções ambientalmente corretas, algumas empresas descobriram que podem aliar a responsabilidade social à economia. Exemplo disso acontece na Femapri, empresa produtora de embalagens de PVC, localizada em Guarulhos (SP), que há um ano descobriu que a reciclagem, além de ambientalmente correta é rentável.


Desde julho de 2007, a empresa tem passado por um processo de melhorias e modificações, com o objetivo de evitar desperdícios, baixar o consumo de energia e, principalmente, melhorar as condições de trabalho no local. Na seqüência, os diretores da empresa começaram a pesquisar sobre a reciclagem mecânica do PVC. “Através do site do Instituto do PVC, tomamos conhecimento das possibilidades da reciclagem desta matéria-prima e, a partir daí, iniciamos um processo de adequação de nossos trabalhos para reutilizarmos toda a sobra de PVC que geramos em nosso próprio processo de produção”, afirmou Maurício Antonio da Silva, diretor comercial da empresa. “T
odas as nossas ‘sobras’ são recicladas e nossa meta é que, em um futuro próximo, os produtos ‘retornem’ do consumidor final para a Femapri, através do correio”.


Maurício deu o exemplo do quanto a empresa economizou, somente em abril, com a reciclagem. A empresa comprou, no mês, 6 toneladas de PVC e dessas,
1,8 tonelada tornou-se sucata. Com o reprocessamento dessas aparas, a empresa economizou diretamente R$ 10 mil, cerca de 5% do faturamento mensal. “Este mês, com esse montante, conseguimos estruturar uma midiateca para os colaboradores”, comentou o diretor comercial.


A empresa passou ainda economizar água já que usa poços artesianos. Já a diminuição do consumo de energia se deu graças à utilização de um telhado translúcido e de energia eólica para os exaustores. Com exceção do lixo orgânico, todo o resíduo gerado na fábrica é separado e doado para uma organização não-governamental que mantém programas de assistência a jovens carentes da região onde a fábrica está situada. “Todas essas ações geraram impactos imediatos nos custos de produção da Femapri, além da mudança de valores. Com isso, o ambiente de trabalho mudou e todos perceberam melhorias”, afirmou Maurício. “A empresa consegue reduzir os gastos mensais em cerca de R$ 20 mil, ou seja, cerca de 10% de seu faturamento mensal”, completou.


A Femapri atua hoje no segmento de embalagens para a indústria de moda íntima, para hospitais, hotéis e indústrias de cosméticos.
Tem em sua carteira de clientes empresas como Petrobras e Osklen e também já exporta. “Produzimos hoje mais de 20 tipos diferentes de embalagens, dentre elas um envelope de plástico, usado em eventos e na comunicação interna e externa de grandes empresas”, conta Maurício. Atualmente, conta com 45 colaboradores e tem metas de que esse número chegue a 60 até o final de 2008. “O clima de motivação, cooperação e participação dos funcionários é o grande trunfo da empresa para alcançarmos, em julho de 2008, a marca de 1 milhão de embalagens produzidas com PVC reciclado mensalmente”, afirmou o diretor. Hoje, a produção é de 400 mil unidades por mês.


Recentemente, o Instituto do PVC, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), lançou o “Guia de Reciclagem Mecânica do PVC: uma oportunidade de negócio”, que tem como objetivo mostrar ao pequeno empresário que a reciclagem do PVC é uma atividade lucrativa. A proposta é apresentar uma referência para os empresários potencialmente interessados em associar as vantagens de um empreendimento rentável ao bem estar da sociedade. “Um dos benefícios para as pequenas e médias empresas é que no guia constam simulações realizadas pela Universidade de São Paulo – USP, mostrando alternativas de investimentos e as possibilidades de retorno”, revela Miguel Bahiense Neto, diretor executivo do Instituto do PVC.
“O Guia cria um elo importante com as pequenas e médias empresas, candidatas ao desenvolvimento sustentável. Abre portas para que ampliem o raio de ação na sociedade brasileira com responsabilidade e rentabilidade”, afirma Bahiense Neto.


O PVC é 100% reciclável e é o único plástico que não é totalmente originado do petróleo. Ele é composto por 57% de cloro (derivado do cloreto de sódio - sal de cozinha – recurso inesgotável na natureza) e 43% de eteno (derivado do petróleo). “Promover a reciclagem do PVC é uma das funções do Instituto do PVC, que estimula práticas responsáveis, ainda mais quando podem gerar negócios e competitividade às empresas”, concluiu Bahiense Neto.

Acesse o Guia de Reciclagem Mecânica do PVC:

http://www.institutodopvc.org/reciclagem


Yellow Comunicação

Marcio Freitas e Roberta Provatti

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Umicore exporta 50 toneladas de baterias recarregáveis para reciclagem

O material reciclado é utilizado na produção de novas baterias

A Umicore, uma das principais empresas de reciclagem de baterias recarregáveis e celulares do mundo, acaba de exportar mais um lote com 50 toneladas de baterias recarregáveis para reciclagem, em sua planta em Hofors, na Suécia. "Estamos realizando um trabalho no mercado brasileiro desde 2005 para estimular a correta destinação deste tipo de material, bem como a sua reciclagem. Essa iniciativa contribui para a preservação ambiental, pois os metais voltam ao ciclo como matéria-prima para fabricação de novas baterias", enfatiza Ricardo Rodrigues, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Umicore.

O processo de reciclagem da empresa, designado VAL'EAS, conta com exclusiva tecnologia, ambientalmente correta e premiada na Europa. O processo utiliza a bateria inteira na alimentação do forno e com a vantagem de que a parte plástica é valorizada como fonte de energia. Os gases do processo passam por um forno de pós-combustão que os reduz a gases inertes. Por fim, estes gases passam por um lavador para a retirada de eventuais impurezas.

As saídas sólidas do processo são os metais a serem utilizados como matéria-prima para a produção de novas baterias recarregáveis e as escórias são utilizadas como agregado para concreto.
Reciclagem no Brasil
No Brasil, a Umicore atua como parceira em programas de coleta de aparelhos celulares usados e baterias recarregáveis desde 2005. Neste período, foram recebidas e encaminhadas para reciclagem mais de 80 toneladas.

Para dar uma destinação ambientalmente correta para o seu celular e/ou bateria recarregável inativos, o consumidor deve entrar em contato com a sua operadora ou fabricante de celular e verificar onde depositar os itens.

Outras informações podem ser obtidas pelos e-mails:
reciclagem.baterias@amumicore.com e reciclagem.celulares@am.umicore.com.

A Umicore é um grupo de tecnologia de materiais, tendo suas atividades centralizadas em quatro áreas de negócios: Materiais Avançados, Produtos de Metais Preciosos & Catalisadores, Serviços de Metais Preciosos e Especialidades de Zinco. Cada área de negócios está dividida em várias unidades de negócios direcionadas ao mercado. A Umicore foca suas atividades em áreas de aplicação, onde seu conhecimento na ciência dos materiais, química e metalurgia faz a diferença, seja em produtos essenciais ao dia-a-dia ou aqueles que estão no topo de novos desenvolvimentos tecnológicos. O objetivo de criar valor sustentado da Umicore baseia-se em sua ambição de desenvolver, produzir e reciclar materiais de forma a cumprir sua missão: Materiais para uma Vida Melhor (Materials for a Better Life). O grupo Umicore tem operações industriais em todos os continentes servindo em uma base global de clientes. Em 2006, apresentou faturamento de EUR 8,8 bilhões e atualmente emprega 17 mil pessoas.

Printer Press Assessoria de Comunicação
Cíntia Bechiolli
Fernando Planca
http://www.printerpress.com.br
Maio/2008

quinta-feira, 27 de março de 2008

Alcoa lança site sobre reciclagem de latas de alumínio, para ajudar a reduzir emissão de gases na atmosfera

A Alcoa acaba de lançar um site que mostra como a reciclagem do alumínio contribui para reduzir a emissão de gases na atmosfera.

O endereço eletrônico www.alcoa.com/recycling, disponível em língua inglesa, explica por que a reciclagem é importante e de que forma ela ajuda o meio ambiente e o crescimento econômico. ´
Um vídeo mostra o processo de reciclagem de uma lata de alumínio e a sua volta às prateleiras dos supermercados em até 60 dias. O alumínio consome 95% menos energia para ser reciclado e pode ser reutilizado inúmeras vezes, reduzindo a emissão de dióxido de carbono no ambiente.
O site também ajuda consumidores norte-americanos e empresas a encontrarem centros de reciclagem, possui links de cooperativas, informações sobre como se tornar um reciclador certificado pela Alcoa, histórias interessantes sobre o tema, blog interativo e uma seção com vídeos do YouTube (site na internet que permite que seus usuários carreguem, assistam e compartilhem vídeos em formato digital) filmados por pessoas que adotaram a reciclagem.
Quando as latas de alumínio se tornaram populares, trinta anos atrás, a Alcoa foi pioneira na reciclagem com a criação da Alcoa Recycling Company. Enquanto, no Brasil, o índice de reciclagem de latas de alumínio é o mais elevado do mundo, nos Estados Unidos está entre os mais baixos, apesar de os americanos liderarem o consumo de latas produzidas com o metal.
“Nossa missão continua a mesma daquela época: ajudar o público a entender a importância da reciclagem. Mas hoje a atividade é ainda mais importante, já que é essencial para a redução dos gases causadores do efeito estufa, provocados pela geração de energia. Reciclar alumínio é uma escolha inteligente,” afirma Greg Wittbecker, diretor de Estratégia de Reciclagem de Metal da Alcoa.
A Alcoa tem concitado as lideranças empresais do setor a elevar os índices de reciclagem das latas de alumínio na América do Norte, de 52% para 75% até 2015. Além disso, a Empresa instalou na fábrica do estado do Tennessee, Estados Unidos, tecnologias ecologicamente eficientes em economia de combustíveis, para expandir sua capacidade de reciclagem em até 50%.

Sobre a Alcoa
Há 43 anos no Brasil, a Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc., líder mundial na produção e transformação do alumínio, que atua nos mercados aeroespacial, automotivo, embalagens, construção, transportes comerciais e no mercado industrial. Além dos produtos e componentes de alumínio, que incluem laminados, extrudados e forjados, a Alcoa também comercializa rodas, sistemas de fixação, fundidos de superligas e de precisão, estruturas e sistemas para construções. A Companhia possui 97 mil funcionários em 34 países e integra pela sexta vez o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. A Alcoa foi eleita pela quarta vez consecutiva uma das empresas mais sustentáveis do mundo no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça e é uma das fundadoras da Parceria Americana pela Ação Climática (United States Climate Action Partnership - USCAP), uma associação composta por importantes companhias e ONGs ambientais norte-americanas que lutam pela redução significativa das emissões de gases causadores do efeito estufa.
Na América Latina e Caribe, a Alcoa conta com mais de sete mil funcionários e opera em seis estados brasileiros – Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina – incluindo uma nova mina de bauxita, que está sendo instalada em Juruti (PA). Possui operações também na Jamaica, Suriname e Trinidad & Tobago. Além das usinas de Barra Grande e Machadinho, a Alcoa tem participação nos consórcios das hidrelétricas em construção de Estreito, na divisa do Tocantins e Maranhão; e Serra do Facão, entre os estados de Goiás e Minas Gerais. A Alcoa está entre as “empresas mais admiradas do Brasil” em 2007, segundo pesquisa publicada pela revista Carta Capital e destaque no ranking das 500 Melhores Empresas da revista Dinheiro. A mesma revista incluiu a Alcoa em sua lista das 50 Empresas do Bem. Também foi reconhecida no Guia de Boa Cidadania Corporativa 2006, publicado pela revista Exame, nas áreas de Valores e Transparência e de Governo e Sociedade. Mais informações sobre a Alcoa podem ser encontradas no site
www.alcoa.com.br.

Ricardo Morato
55 11 3817-7933
www.cdicom.com.br

terça-feira, 4 de março de 2008

Reciclagem



Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Edificações recicladas

Pesquisa da Poli/USP gera areia e rochas britadas de alto desempenho mecânico para produção de concreto estrutural que pode ser utilizado na construção de casas e edifícios (foto: divulgação)

25/02/2008
Por Thiago Romero

Agência FAPESP – Um projeto multidisciplinar desenvolvido na Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP) deu origem a um método inovador para a produção de areia e rochas britadas de alto desempenho mecânico.

Os produtos foram extraídos do entulho produzido na construção civil que, normalmente, ou é reciclado por usinas para gerar produtos de baixo valor agregado ou vai parar em aterros sem qualquer tipo de reúso.

Segundo os coordenadores do estudo que gerou a inovação, Vanderley John, professor do departamento de Engenharia de Construção Civil, e Carina Ulsen, pesquisadora do Laboratório de Caracterização Tecnológica, a melhor destinação da areia e da brita geradas pelo processo é o uso em concreto estrutural para construção de casas e edifícios, com exceção da aplicação em pontes.

“A areia e a brita desenvolvidas pelo estudo, cujos resultados foram obtidos pela união de conhecimentos de duas grandes áreas da Poli, as engenharias civil e de minas, podem ser utilizadas em construções que necessitam de um desempenho mecânico maior que 25 megapascal – o índice mínimo de resistência do concreto estrutural exigido pelas normas técnicas”, disse Carina Ulsen à Agência FAPESP.

Para o beneficiamento do entulho, os resíduos foram separados de acordo com características físicas e químicas. A validação do método foi realizada com diferentes tipos de resíduos, cujas amostras foram coletadas em aterros de São Paulo, Rio de Janeiro, Macaé (RJ) e Maceió (AL).
“Infelizmente, ainda não podemos entrar em detalhes sobre as técnicas de beneficiamento mineral utilizadas. Os resultados, sobretudo os obtidos com a areia, que também poderá ser usada em argamassas para acabamentos finos, ainda são muito recentes e o processo ainda não foi patenteado”, explica Carina.

A pesquisadora garante, no entanto, que a areia e a brita geradas pelo estudo têm características superiores ao agregado reciclado, atualmente empregado na pavimentação de ruas e estradas, que é produzido por usinas de reciclagem no país. “Essas indústrias normalmente trituram grandes blocos de concreto, gerados quando uma edificação é demolida, para chegar a uma granulometria adequada para a pavimentação.”

“Com o novo processo, temos condições de beneficiar tanto as sobras da construção civil como os blocos de demolição, apontando, em porcentagens, a quantidade do produto final, que é de baixa porosidade e poderá ser utilizado para a produção de concreto estrutural”, disse.

Segundo dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), são gerados cerca de 70 milhões de toneladas por ano de resíduos da construção civil e da demolição. “Estima-se que menos de 20% desse volume seja hoje reciclado”, disse Carina.

O trabalho, realizado em parceria com pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), foi desenvolvido com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes).
Leia também:
Mais no Boletim da Agência Fapesp hoje:

Luz oscilante
José Antonio Brum, diretor-geral do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron faz um balanço da reunião anual de usuários do LNLS e fala sobre os problemas orçamentários que suspenderam as atividades em três laboratórios por dois meses

Criptografia entra em fria
Pesquisadores da Universidade de Princeton congelam chip para acessar dados na memória RAM e quebrar sistemas de criptografia considerados invulneráveis e usados em laptops com sistemas operacionais Windows, Mac OS e Linux

Vaga no Instituto de Física da USP
Departamento de Física dos Materiais e Mecânica recebe inscrições até 10 de março para vaga de professor doutor na área de nanociências. Salário será de R$ 5.850,92

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Celular usado também tem sua aplicação

O brasileiro troca de aparelho celular a cada 12 meses em média. O velho, na maioria dos casos, fica na gaveta

Reciclagem, reuso, desenvolvimento sustentável, aquecimento global e preservação ambiental são algumas das palavras e expressões mais usadas nos últimos anos. Melhor do que empregá-las no dia-a-dia é torná-las ações concretas. No caso do telefone celular antigo e de sua bateria recarregável, guardados no fundo da gaveta, pouca gente sabe que podem retornar ao ciclo produtivo.

“Tanto o celular quanto a sua bateria recarregável podem ser reciclados. Com essa iniciativa, devolvemos os materiais ao ciclo industrial, colaborando para a redução da extração de matérias-primas das reservas mundiais”, enfatiza Ricardo Rodrigues, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Umicore, uma das principais empresas de reciclagem de baterias recarregáveis e celulares do mundo.

Além da preservação das reservas naturais, o processo de reciclagem desenvolvido pela Umicore, e realizado em suas plantas em Hofors, na Suécia, e Hoboken, na Bélgica, garante uma série de outros benefícios ao planeta. Toda a parte plástica não aproveitada em outros produtos, por exemplo, é utilizada como fonte de energia para o funcionamento de fornos específicos das referidas plantas.

No Brasil, a Umicore atua como parceira em programas de coleta de aparelhos celulares usados e baterias recarregáveis desde 2005. O País registrou no ano passado 120 milhões de celulares ativos, com troca de aparelhos estimada em 12 meses em média. Em dois anos, foram recebidas pela Umicore 30 toneladas de baterias recarregáveis que acabam de ser exportadas para a fábrica da empresa na Europa.

Para dar uma destinação ambientalmente correta para o seu celular e/ou bateria recarregável inativos, o consumidor deve entrar em contato com a sua operadora ou fabricante de celular e verificar onde depositar os itens.
Outras informações podem ser obtidas pelos e-mails:
reciclagem.celulares@am.umicore.com.

A Umicore é um grupo de tecnologia de materiais, tendo suas atividades centralizadas em quatro áreas de negócios: Materiais Avançados, Produtos de Metais Preciosos & Catalisadores, Serviços de Metais Preciosos e Especialidades de Zinco. Cada área de negócios está dividida em várias unidades de negócios direcionadas ao mercado. A Umicore foca suas atividades em áreas de aplicação, onde seu conhecimento na ciência dos materiais, química e metalurgia faz a diferença, seja em produtos essenciais ao dia-a-dia ou aqueles que estão no topo de novos desenvolvimentos tecnológicos. O objetivo de criar valor sustentado da Umicore baseia-se em sua ambição de desenvolver, produzir e reciclar materiais de forma a cumprir sua missão: Materiais para uma Vida Melhor (Materials for a Better Life). O grupo Umicore tem operações industriais em todos os continentes servindo em uma base global de clientes. Em 2006, apresentou faturamento de EUR 8,8 bilhões e atualmente emprega 17 mil pessoas.

PRINTER PRESS
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO
CÍNTIA BECHIOLLI
(11) 5582-1605
FEVEREIRO/2008

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Poli/USP faz entulho virar material nobre para construção

Método de beneficiamento possibilita obter produtos de alto valor agregado, o que contribuirá para a sustentabilidade da construção civil no Brasil.

A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) conseguiu obter do entulho de construção civil dois produtos de alto valor agregado: areia e brita para aplicações em concreto armado, com características superiores ao agregado reciclado atualmente empregado para pavimentação. O próximo passo, já em andamento, é a obtenção de uma areia reciclada para utilização em argamassas aplicadas em acabamentos finos, tema do doutorado da pesquisadora Carina Ulsen, do Laboratório de Caracterização Tecnológica da Poli.
Essa conquista, inédita no mundo, é resultado de um projeto multidisciplinar entre pesquisadores dos departamentos de Engenharia de Minas e Petróleo (PMI) e de Engenharia de Construção Civil (PCC) da Poli, envolvendo outras instituições de pesquisa, tais como o Centro de Tecnologia Mineral e a Universidade Federal de Alagoas. Bancado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes), o projeto possibilitará a expansão do mercado de reciclagem dos resíduos de construção civil e demolição no Brasil e, conseqüentemente, contribuirá para a sustentabilidade do setor.
Atualmente, a maioria das usinas de reciclagem de produtos da construção civil se limita a britar todo o material do entulho (telhas, tijolos, rochas, metais, madeira, concreto, plástico, gesso etc) e peneirá-lo conforme a granulometria desejada. O resultado desse processo, chamado de ‘agregado reciclado’, é um produto de baixo valor, geralmente utilizado como base para preparação de terrenos, na pavimentação de ruas e estradas e na fabricação de blocos, entre outras aplicações que não exigem alto desempenho mecânico.
Salto tecnológico – “Conseguimos desenvolver um método que otimiza a produção de areia e brita recicladas de baixa porosidade”, conta a pesquisadora Carina Ulsen, que tem formação e mestrado em Engenharia Mineral. Ela explica que no entulho da construção civil a rocha geralmente está contaminada por pasta de cimento, que possui alta porosidade e baixa resistência, o que torna o agregado reciclado inadequado para concreto estrutural. “Já a areia pode ter solo como contaminantes, tornando-a inapropriada para argamassa.”
Trata-se de um avanço tecnológico que nenhuma outra instituição de pesquisa do mundo conseguiu alcançar, tamanha a dificuldade que é separar os materiais conforme suas características físicas e químicas e atender as exigências de cada aplicação na construção civil. O processo é realizado de forma eficiente e seguro e atende os requisitos das normas técnicas. “Trabalhamos com amostras bastante diversificadas, obtidas em aterros de São Paulo (SP), Macaé (RJ), Rio de Janeiro (RJ) e Maceió (AL), o que comprovou a eficiência do método independente da origem do resíduo”, acrescenta Carina.
Mercado sustentável – A próxima etapa da pesquisa será o levantamento de custos e a adaptação do projeto para implantá-lo em escala comercial. Potencial de mercado é o que não falta. Segundo o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o consumo de agregados (matéria-prima de origem mineral) no Brasil é da ordem de 400 milhões t/ano, enquanto que a geração de resíduos da construção civil e demolição (RCD) é de aproximadamente 70 milhões t/ano. Considerando somente a fração mineral do entulho (75-90% segundo a pesquisadora), a reciclagem do RCD como agregados poderia atender até 17% do mercado.
Estima-se que cerca de 20% dos RCD produzidos no Brasil sejam depositados em aterros ilegais, nas margens de rios, córregos, estradas ou em terrenos baldios. “Nossa expectativa é que essa pesquisa contribua para a sustentabilidade do setor de construção civil, de modo a diminuir a extração de bens minerais não renováveis e as áreas de deposição dos resíduos”, prevê Carina.


Acadêmica Agência de Comunicação
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

HP cria processo de reciclagem inovador

Fabricante produz cartuchos de tinta a partir de garrafas plásticas de água

São Paulo, janeiro de 2008 – A HP anuncia uma novidade na indústria: a companhia criou um modo inovador de usar plásticos reciclados a partir de itens como garrafas de água e cartuchos da tinta para incorporar esses materiais em novos cartuchos originais da HP para impressão a jato de tinta.

Depois de testar esse programa, a HP usou mais de 2,2 mil toneladas de plástico reciclado em cartuchos de tinta HP no ano passado e se compromete a usar duas vezes mais em 2008. Ao usar material reciclado, a HP economiza energia, fecha o ciclo de desenvolvimento e mantém o plástico longe dos aterros sanitários. Até agora, a HP já usou plástico reciclado suficiente para preencher 225 tratores(*).

A HP desenvolveu uma solução original que permitiu à companhia incorporar plásticos como os de garrafas de água e dos cartuchos da tinta (retornados à HP por meio do programa de reciclagem HP Planet Partners) no projeto e na manufatura de mais de 200 milhões de cartuchos originais da HP para impressão a jato de tinta.

“Ao desenvolver uma tecnologia para usar plástico reciclado nos cartuchos originais da HP para impressão a jato de tinta, temos a oportunidade de reduzir o impacto ambiental que os produtos HP têm sobre o planeta”, afirma Michael Hoffmann, vice-presidente sênior da área de suprimentos do Grupo de Imagem e Impressa da HP. “A HP fez investimentos significativos para construir uma infra-estrutura de reciclagem capaz de tornar esse feito possível. Isso é apenas o começo do que ainda esperamos realizar.”

Inovação sem comprometer o desempenho

Engenheiros, químicos e parceiros estratégicos da HP se dedicaram ao desenvolvimento de um processo que fornecesse benefícios ambientais ao usar materiais reciclados, mas sem comprometer a qualidade e a confiabilidade que os clientes esperam da HP. Após anos de dedicação, a HP alcançou sua meta; a equipe aperfeiçoou o processo de produzir cartuchos de tinta usando plásticos reciclados:

· Os cartuchos que retornam à HP por meio do programa HP Planet Partners são submetidos às várias fases de um processo de reciclagem que os reduzem a materiais brutos, como plásticos e metais.

· Plásticos de cartuchos de tinta e recipientes de bebidas reciclados são combinados com um pacote extra de compostos e reformulados em novas formas, com a garantia de que o material reciclado respeite os altos padrões de desempenho da HP.

· Ao contrário de companhias que simplesmente remanufaturam cartuchos, a HP encontrou um modo de moldar esses componentes plásticos reciclados em cartuchos novos e originais da HP.

A quantidade de material reciclado nesses cartuchos pode variar entre 70% a 100% do plástico total usado e os resultados de confiabilidade para cada produto são rigidamente testados para manter a consistência por toda a linha de produtos.

Reconhecimento da indústria

A Society of Plastics Engineers, uma organização de profissionais que trabalham com plásticos, vai homenagear a inovação da HP, oferecendo à companhia o prêmio "Daniel Eberhardt Environmental Stewardship" durante a Global Plastics Environmental Conference em março.

"O uso que a HP faz de plásticos reciclados em uma aplicação altamente técnica como a produção de cartuchos de tinta representa um avanço na engenharia sem precedentes", afirma Larry Koester, vice-presidente de comunicação da divisão ambiental da Society of Plastics Engineers. “Essa conquista notável é resultado de muitos anos de perseverança e inventividade da HP e de seus parceiros.”

Projetos que pensam no ambiente

A abordagem da HP para questões ambientais relacionadas com os cartuchos de tinta leva em conta todos os fatores do ciclo de vida – do projeto e manufatura à reciclagem. Ao incorporar plásticos reciclados em cartuchos originais, a HP fecha o ciclo de gestão de toda a vida útil do produto. Esse é o mais recente avanço do programa Design for Environment da HP, que reduz o impacto ambiental dos cartuchos de tinta da HP com o bom uso de material, com a facilidade de reciclagem e com embalagens eficientes.

O programa Planet Partners da HP para devolução e reciclagem de cartuchos oferece meios gratuitos e convenientes para que os clientes devolvam os cartuchos em mais de 45 países, regiões e territórios. Os clientes podem confiar no programa de gestão ambiental da HP porque os cartuchos devolvidos por meio do Planet Partners não são reabastecidos, revendidos nem enviados a aterros sanitários.

Para obter mais informações sobre esse anúncio, visite www.hp.com/go/environment.

Sobre a HP
A HP visa simplificar a experiência de seus clientes com a tecnologia – desde consumidores individuais até grandes corporações. Conta com extenso portfólio que abrange sistemas de imagem e impressão, computação pessoal, software, serviços e infra-estrutura de TI. A HP está entre as maiores companhias do mundo, totalizando a receita de US$ 104,3 bilhões no último ano fiscal encerrado em 31 de outubro de 2007. Mais informações sobre a HP (NYSE: HPQ) estão disponíveis em www.hp.com.

* Com base na carga nominal de 40 mil pounds.

Juliana Braz
Corporate Practice
Burson-Marsteller Brasil
(55-11) 3094-2250 8606-7503
Juliana.braz@bm.com